sábado, 29 de abril de 2017

O QUE É UMA IGREJA PRESBITERIANA?

APRESENTAÇÃO

Fui batizado e fiz minha profissão de fé na Igreja Presbiteriana na localidade de Alumínio, SP em 31-12-1961. Tinha 19 anos de idade e junto comigo foram batizadas outras pessoas da minha família, entre elas minha falecida mãe, dona Benedita Maria Ribeiro.
Casei-me com uma moça presbiteriana, coralista, pastoreada pelo mesmo pastor que me batizou, ou seja, o saudoso Reverendo Abimael de Campos Vieira. Ela tinha 19 anos e era membro da Igreja Presbiteriana Filadélfia de Sorocaba. Seu nome: Claudineide Marra Ribeiro.
Passados mais de 54 anos que fui batizado e mais de 52 de casado, continuo servindo a Deus na Igreja Presbiteriana, estando prestes a terminar meu último mandato de presbítero, o qual teve início em 15-03-1975.
Criamos nossos quatro filhos, (dois homens e duas mulheres) nos ensinos das Sagradas Escrituras, primeiramente na Igreja Presbiteriana de Alumínio e depois na Igreja Presbiteriana de Mairinque, a qual teve seu início como uma congregação em nossa casa em julho de 1981. Eu e minha esposa, por questão de mudança de uma cidade para outra fizemos parte da Igreja Presbiteriana de Araçoiaba da Serra e atualmente congregamos na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba no Bairro Barcelona, cidade de Sorocaba, onde moramos.
Ao fazer esta postagem, bastante sucinta, quero compartilhar, em especial  com meus amigos e amigas do FACE o que é uma Igreja Presbiteriana.
Espero que apreciem:


O Que é uma Igreja Presbiteriana?
 Dr. Chuck Baynard
 Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto


1.    O termo ‘Presbiteriana’ refere-se à forma de governo que é usada por uma igreja ou grupo de igrejas. Ela deriva seu significado da palavra grega ‘presbíteros’, que é usada por todo o Novo Testamento em conexão com o governo da igreja, e é geralmente traduzida como ‘presbítero/ancião’. Uma igreja Presbiteriana governa sua congregação por presbíteros docentes (o pastor) e presbíteros regentes (cristãos maduros na congregação com os devidos dons).
2.    Juntos eles constituem o ‘Conselho’ e unidos com ‘Conselhos’ de outras igrejas da sua região e denominação formam um ‘Presbitério’. O papel dos presbíteros ou Conselho em cada igreja é promover e proteger a pureza e paz dos seus membros. Seu governo é de natureza eclesiástica (pertencente à igreja) e espiritual. Aqueles ordenados recebem a incumbência de supervisionar diligentemente o rebanho ao seu cuidado, sendo um exemplo bom e humilde, ensinando, exortando e encorajando a congregação com a sã doutrina, orando continuamente por seu povo, visitando os doentes, administrando os sacramentos, disciplinando o desobediente e impenitente, e governando o culto de adoração e as reuniões da igreja de uma maneira que reflita o amor e cuidado de Jesus Cristo, o Bom Pastor.
3.    As igrejas Presbiterianas encontram suas raízes na Escócia durante a Reforma de meados de 1500. John Knox, um discípulo de João Calvino, ajudou a reformar as igrejas na Escócia nessa forma de governo. Muitas outras igrejas por toda a Europa também reformaram o governo da igreja de acordo com o modelo no Novo Testamento, embora somente as igrejas escocesas e algumas igrejas inglesas usaram o nome ‘Presbiteriana’.
4.     O governo da igreja Presbiteriana está em contraste com duas outras formas de governo eclesiástico, o hierárquico e o congregacional. A forma hierárquica é vista mais claramente na igreja Católica Romana, onde existem muitos níveis diferentes de ofício, cada nível subordinado a um mais alto, e encabeçado pelo Papa. As igrejas congregacionais, por outro lado, são separadas e autônomas de todas as outras no governo.
5.   Os Reformados criam que o único Cabeça da Igreja era o próprio  Cristo, que age por meio dos ofícios que Ele claramente instituiu em Sua palavra, e não por meio de um único líder sobre a Terra. Eles também criam na manutenção de um senso de unidade e propósito com outras igrejas, especialmente em questões de recurso e política denominacional. (Veja Atos 20.17-36; 1 Timóteo
3.1-7, 5.17; Tito 1.5-9: 1 Pedro 5.1-7)

Fonte do autor: http://www.cloverepc.org/



HISTÓRIAS DA IGREJA:

- Simonton - Pioneiro do Presbiterianismo no Brasil:

- O Presbiterianismo em Sorocaba Parte 1:

- O Presbiterianismo em Sorocaba Parte 2:



FOTOS ILUSTRATIVAS



Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro
(a 1º Igreja Presbiteriana no Brasil)


Igreja Presbiteriana de Sorocaba
(a 1ª de Sorocaba e sede do Presbitério)


Rev. Roberto Brasileiro
Presidente do Supremo Concilio
da Igreja Presbiteriana do Brasil


Bíblia Sagrada
(Única de Regra de Fé e prática
p/ os presbiterianos)


Manual Presbiteriano
(Traz a Constituição da
Igreja Presbiteriana e
outros itens relacionados
à administração.)



Logomarca da Igreja Presbiteriana do Brasil 



CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com








quinta-feira, 27 de abril de 2017

MOGI GUAÇU - HISTÓRIA ILUSTRADA DO MUNICÍPIO

APRESENTAÇÃO

Ficamos conhecendo a cidade de Mogi Guaçu há alguns anos quando fomos visitar pela primeira vez pessoas da nossa família que transferiram residência para lá.
Desde então temos ido até lá para visita-los, aproveitando para conhecer um pouco da cidade, que, diga-se, é bonita e hospitaleira.
Decidimos então fazer esta postagem em consideração à cidade em si e aos queridos familiares que residem naquela urbe.
Vamos a ela:

ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
Poder Executivo:

Prefeitura Municipal


Walter Caveanha
Prefeito

Daniel Rossi
Vice-Prefeito

Poder Legislativo:
Câmara Municipal 



Câmara Municipal


Vereadores:
Elias dos Santos

Fabio Aparecido Luduvirge

Francisco Magela Inácio

Guilherme de Souza Campos

Jeferson Luz da Silva

Luciano Firmino Vieira

Luiz Carlos Nogueira

Luiz Zanco Neto

Natalino Antonio da Silva

Rodrigo Faisetti

Thomaz de Oliveira Caveanha

HISTÓRIA

"O município de Mogi Guaçu é cortado pelo rio que originou seu nome, cujo significado na língua dos primeiros habitantes é "Rio Grande das Cobras". Com a chegada dos bandeirantes, que viajavam rumo ao oeste mineiro e a Goiás, em busca do ouro, a população indígena foi diminuindo e, às margens do rio Moji-Guaçu, foi formado um vilarejo para dar pouso aos desbravadores.
O desenvolvimento econômico começou com a produção de café e após a instalação do ramal ferroviário da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro (1875).
Com a abolição da escravatura, deu-se início à fase industrial através de imigrantes italianos que instalaram as primeiras cerâmicas. O pioneiro foi o Padre José Armani com sua fábrica de telhas. As cerâmicas ainda fazem parte do cenário empresarial do município.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Mogi-Guassú em 1740, no município de Jundiaí.
Elevado a categoria de vila com a denominação de Mogi-Guassú, pela Lei Provincial n.º 16, de 09-04- 1877, desmembrado de Mogi-Mirim. Constituído do distrito sede. Instalado em 07-01-1881.
Elevado à categoria de cidade com a denominação de Mogi-Guassú, pela Lei Estadual n.º 1.038, de 19-12-1906.
Em divisão administrativa do Brasil, referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 14.334, de 30-11-1944, teve sua grafia alterada para Moji-Guaçu.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município Moji-Guaçu é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01-VII-1960.
Pela Lei Estadual n.º 3.198, de 23-12-1981, foram criados os distritos de Estiva Gerbi e Martinho Prado Júnior e anexados ao município de Moji-Guaçu.
Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 3 distritos: Moji-Guaçu, Estiva Gerbi e Martinho Prado Júnior.
Pela Lei Estadual n.º 7.644, de 30-12-1991, é desmembrado do município de Moji-Guaçu o distrito de Estiva Gerbi. Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 1995, o município é constituído de 2 distritos: Moji-Guaçu e Martinho Prado Júnior.
Em divisão territorial de 1999 aparece grafado como Mogi Guaçu.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009”.

Fonte: http://www.mogiguacu.sp.gov.br. Acesso em: mar. 2014.

INFORMAÇÕES  SOBRE O MUNICÍPIO
Mogi Guaçu situa-se no interior do Estado de São Paulo, na Região Administrativa de Campinas, Região Fisiográfica de Pirassununga – 19a. região, em parte da depressão periférica e no planalto arenítico basáltico, apresentando um relevo cortado pelo rio Mogi Guaçu e seus afluentes. O solo é pobre, formado por rochas arenosas e em certos trechos, como as encostas, formam afloramentos basálticos. 

Dados do Município:
Longitude: 46 e 56 graus de Longitude Wgr.
Latitude: 22 e 21 graus de Latitude Sul.
Área do município: 812,163 K²
Altitude: 588m (área central da cidade). 
Geologia: o município está assentado sobre Grupo Tubarão. 
Clima: tipo CWO: inverno seco e verão chuvoso. Chuvas: 1.162,7mm/ano. 
Ventos: permanentes (Sudoeste 25 Km/hora). Periódicos (Suleste 35 a 40 Km/hora entre agosto e outubro).
Hidrologia: Rios Mogi Guaçu, Orissanga e das Pedras. 
Limites: Norte (Aguaí e Estiva Gerbi); Oeste (Pirassununga); Leste (Espírito Santo do Pinhal e Itapira) e Sul (Mogi Mirim e Conchal).
Segundo informações do censo do IBGE feito em 2010, o município possui 137.208 habitantes. No dia 09 de Abril de 2010, Mogi Guaçu comemorou 133 anos de emancipação político-administrativa. 

A economia da cidade é voltada à agricultura, pecuária e atividade industrial. Agricultura: tomate, laranja, cana de açúcar, algodão e outras modalidades. Indústrias: metalurgia, celulose e papel, alimentos e cerâmica. O tomate "de mesa ou estaqueado", cultivado no primeiro semestre, ocupa o 2º lugar na produção do Estado. A produtividade da laranja é maior com relação à média do Estado (2,0 cx/pé) e Mogi Guaçu produz (2,5 cx/pé) porque aqui se encontra a maior Fazenda de Citros irrigada da América Latina, com dois milhões de pés.
Os estabelecimentos agrícolas são, em geral, de tamanho médio, formados por campos, quase que sem revestimentos arbóreos. Em alguns trechos, há plantações de eucaliptos.
Agricultura: tomate, laranja, cana de açúcar, algodão e outras modalidades.
Indústrias: metalurgia, celulose e papel, alimentos e cerâmica.
O comércio também alcançou independência atraindo consumidores de cidades vizinhas. Depois da Indústria e da Construção Civil, é o setor que mais emprega.


ACERVO FOTOGRÁFICO


Antiga Praça Rui Barbosa


Estação ferroviária - Década de 1970


Ponte de madeira sobre o Rio Mogi Guaçu


Academia Cultura Atlética


Av. dos Trabalhadores - Parque dos Ingás


Avenida 9 de Abril


Avenida Padre Jaime (Sul)


Casas populares


Condomínio Santa Mônica 2


Corn Products Unilever


Igreja Católica Bairro Capela


MAHLE - Metal Leve (MMG)


Matriz N.S. da Conceição


Ponte sobre o Rio Mogi Guaçu


Vista noturna da Praça da Capela


Praça dos Expedicionários


Rotatória do Hospital Municipal


Terminal Rodoviário


Vista aérea da cidade

Fonte: Internet


Vídeo sobre Mogi Guaçu


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com




quarta-feira, 26 de abril de 2017

HOLAMBRA, SP - CIDADE DAS FLORES

APRESENTAÇÃO

Estivemos conhecendo a cidade de Holambra há poucos anos atrás e ficamos deslumbrados com tudo o que vimos lá. Aliás, já sabíamos da beleza da localidade, em especial por causa da produção de flores, carro-chefe da economia municipal.
Assim como outras localidades brasileiras que receberam a presença de europeus na sua colonização ou configuração econômica (caso das muitas cidades catarinenses com os alemães, gaúchas com italianos e paranaenses com holandeses e poloneses, Holambra é um exemplo típico do trabalho executado com esforço, perseverança, criatividade e talento que norteia a ação desses povos estabelecidos em nosso país, no caso específico os holandeses.
Vamos então conhecer um pouco do trabalho dessa gente admirável que se assentou  aqui no Estado de São Paulo, não muito distante de Campinas, a maior cidade da região abordada.


ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL

- Poder Executivo:


Paço Municipal



Dr. Fernando Fiori de Godoy
Prefeito


Fernando Henrique Capato
Vice-Prefeito

- Poder Legislativo:


Câmara Municipal

  Vereadores:


Fonte: http://camaradeholambra.web2141.uni5.net/site/


HISTÓRIA

Com a devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial em toda a Europa, os holandeses viram poucas perspectivas de futuro em seu País, pois teriam que praticamente reconstruí-lo. O governo holandês incentivou então a imigração principalmente para o Canadá, Austrália, França e Brasil. O Brasil seria o único País a aceitar imigração de grandes grupos, sendo estes católicos. A Associação dos Lavradores e Horticultores Católicos da Holanda (Katholieke Nederlandse Boer en Tuinders Bonde – KNBTB) enviou  para o Brasil uma comissão para viabilizar o projeto de imigração e firmar um acordo junto ao governo brasileiro.

As autoridades governamentais na época eram Juliana van Orange, Rainha Regente nos Países Baixos; General Eurico Gaspar Dutra, Presidente do Brasil; Klein Molekamp, embaixador de Sua Majestade a Rainha da Holanda no Brasil; e Dr. Adhemar de Barros, Governador do estado de São Paulo.

Em 15 de junho de 1948 o ministro para assuntos de colonização, senhor Jorge Latour, fechou acordo com o diretor do frigorífico Armour em Chigago, acertando a compra de 5000 hectares, na fazenda Ribeirão, para assentamento de camponeses holandeses.

Em 14 de julho de 1948, o líder e idealizador do projeto de imigração, o Senhor J. Geert Heijmeijer, oficializou as atividades de exploração e colonização fincando uma pá simbólica no chão, dizendo a seguinte oração; "Deus, abençoe o nosso trabalho". Formou-se a Cooperativa Agro Pecuária Holambra, cujo nome originou das iniciais HOLanda, AMérica, BRAsil.

Sem permitir que saísse capital do País, já que a Holanda se reestruturava pós-guerra, os imigrantes depositavam seus valores na conta da Cooperativa para uso conjunto de seus associados. O governo holandês enviaria gado, máquinas e outros materiais necessários. Para os imigrantes seriam encontrados tempos difíceis, matas densas de vegetação nativa tipo cerrado fechado, para desmatar.

Nos primeiros meses de colonização foi enviado para o Brasil primeiramente um grupo de solteiros, para a preparação de chegada das famílias. Era necessário o melhoramento das casas que já haviam, casas estas de pau a pique onde o piso de chão batido foi substituído por cimento e as paredes pintadas com cal. Diziam as senhoras que as crianças nascidas nestas casas, já eram batizadas ao nascer, pois quando chovia, chovia mais dentro do que fora. E antes de irem dormir era necessário dar uma varridinha no chão, para certificar de que nenhuma cobra se encontrava dentro de casa. A construção de casas de alvenaria em série não demorou, formando assim as primeiras vielas.

A viagem de imigração era feito em navios de carga, com limitação de espaços para os passageiros, onde as pessoas ficavam comprimidas umas às outras, de forma que havia pouca privacidade. O número variava entre 60 imigrantes de cada vez. Foi assim que se estabeleceram os primeiros contatos entre os imigrantes, já que nas três semanas de travessia tinham poucas ocupações. A ajuda mútua era necessária nos momentos difíceis, muitos sofriam de enjôo, estavam enfraquecidos, sentiam fome, depois da primeira semana a alimentação era precária quando não, estragada.

Após a chegada ao primeiro porto brasileiro, em Recife, o primeiro contato com a nova terra, os holandeses ficaram impressionados com a paisagem, tipo físico das pessoas, frutas e legumes vistos no mercado, mas se conscientizaram que a língua e o clima seriam grandes obstáculos em sua adaptação. Do porto de Santos até Campinas, o trajeto era feito de trem, duas locomotivas para puxar alguns vagões, o que deixava espanto nos imigrantes: Porque duas locomotivas? A resposta vinha logo na serra, assustador mas maravilhoso, uma vez que a paisagem na Holanda é toda plana. De Campinas para a Holambra, o trajeto de 40 km era feito de ônibus ou caminhão, por estradas escorregadias e cheia de buracos.

O trabalho mútuo em comunidade, ajudou a formar os primeiros sítios e as primeiras plantações. O trabalho era muito pesado devido ao clima e nem sempre a capacidade física dos imigrantes era levada em consideração pelas lideranças, que aliás eram pouco experientes. Mas as primeiras colheitas se viram prejudicadas pelas chuvas e aparecimento de ervas daninhas.

O gado holandês puro de origem deveria servir de base para montar uma fábrica de laticínios, mas devido a longa viagem, a vacinação recebida em São Paulo, a febre aftosa e outras doenças, este projeto não foi bem sucedido. Com as dificuldades encontradas, muitos imigrantes desistiram retornado para a Holanda ou tentando a sorte mais ao sul do Brasil, como em Monte Alegre, Castrolanda, Arapoti e Carambeí no Paraná e Não-Me-Toque no Rio grande do Sul.

Para os que persistiram na colonização de Holambra, o trabalho conjunto com colonos brasileiros, foi fundamental. Mesmo com a dificuldade da língua, usando a comunicação de sinais, a troca de experiências ajudou no plantio de culturas que acabaram dando certo. Para os brasileiros foi necessário colocarem apelidos nos holandeses, pois os nomes estranhos e complicados não conseguiam pronunciar, como por exemplo: ‘Espírito Santo’, Calça Curta, João Choque, Cabeça Chata entre outros. A Holanda mandou alguns especialistas em diversas áreas dando assistência aos imigrantes na condução das culturas. Foram todos orientados para a policultura, ou seja, ter mais de uma atividade agrícola, possibilitando colheitas alternativas.


A vida comunitária teve seus improvisos. Um barracão onde funcionava a marcenaria cedia espaço para noites dançantes, ao som de discos trazidos da Holanda ou ao vivo por harmônicas e gaitas tocados por imigrantes. Nestes bailes, nos sábados a noite, holandeses e brasileiros dançavam juntos mesmo com dificuldades de idioma. As atividades esportivas também eram valorizadas como forma de entrosamento. Aos domingos todos se encontravam ao pé da cachoeira, para se refrescar. Depois, por motivo de perigo de acidentes na cachoeira, foi construído um grande lago artificial, transformando-o em ‘Mini Praia’, local para esporte aquático, aulas de natação, lazer e confraternização. A prática de futebol iniciou se em campos de chão batido, passando também a jogos de vôlei. Em 1960, na comemoração dos doze anos e meio de Holambra, fundou se um clube, com campos gramados e quadras.

Para jovens e crianças foram formados vários grupos de escotismo, seus líderes todos voluntários. Uma escola de economia doméstica ensinava a arte de costurar, bordar, cozinhar, pintar entre outras.

Na área da saúde, durante muitos anos desde a sua fundação, Holambra pôde contar com a colaboração voluntária de um médico brasileiro, chamado Dr.Arlindo, tornando-se rapidamente um ‘médico amigo’ e um ‘amigo médico’, pois era com ele que a maioria dos imigrantes confidenciavam seus males e principalmente suas saudades da terra natal. Os partos nos primeiros anos eram feitos nas próprias residências, por enfermeiras parteiras, que faziam suas visitas em charretes ou mesmo a cavalo.

As atividades religiosas foram nos primeiros meses sediadas num pequeno espaço, na casa sede da fazenda Ribeirão. Em janeiro de 1949 este local já se tornou pequeno devido ao grande número de fiéis, que aumentava mês a mês. Passando assim por várias reformas, nunca conseguindo acompanhar o crescimento da comunidade cristã. As missas especiais como a da festa da colheita, Páscoa, Natal, teatros e outros encontros religiosos, onde o número de pessoas era muito grande, realizavam-se embaixo de uma enorme "Paineira". Para abrigar a todos os fiéis, holandeses e brasileiros, resolveram então construir uma nova, grande e definitiva igreja. Esta foi inaugurada em 1966. Até 1980, Holambra enterrava seus mortos em Jaguariúna e passou a ter cemitério próprio em frente à igreja.

A integração holandeses e brasileiros se deu logo no início, em festas e bailes, ou na prática de esportes. No entanto, o primeiro casamento ocorreu em 1956 entre homem holandês e mulher brasileira. Nos anos seguintes mais holandeses se casaram com brasileiras, mas até 1970 o número era modesto. Até então não havia sido realizado praticamente nenhum casamento de mulheres holandesas com brasileiros. Este fator se deve ao cultural. Nos anos 80 e 90, a porcentagem de casamentos já era mista.

Até os anos oitenta Holambra era uma pequena comunidade sem grandes problemas a nível social. Resolvia-se tudo entre eles mesmo, com comissões de voluntários de todas as áreas, como por exemplo: comissão de igreja, outro de esporte, saúde, cultural e outros. Para os assuntos municipais, Holambra pertencia a Jaguariúna, mas sua localização se dividia nos municípios de Artur Nogueira, Cosmópolis, Santo Antonio de Posse e Jaguariúna. Os impostos pagos pouco revertiam melhorias para Holambra.

A conservação de estradas, asfaltamento das vias principais e abastecimento e tratamento de água, era feito pela Cooperativa. Por isso, em 27 de outubro de 1991, deu-se a votação do plebiscito decidindo a emancipação politico-administrativa, criando o município de Holambra. Em primeiro de janeiro de 1993, tomou posse o primeiro prefeito de Holambra.

Em abril de 1998, Holambra recebe o título de Estância Turística. Hoje com estimativa de 10 mil habitantes, Holambra se firma no cenário nacional e internacional como Cidade das Flores.

O Museu Histórico e Cultural de Holambra" , localizado na av. Maurício de Nassau s/n, no centro de Holambra, expõe esta história de imigração e colonização holandesa, através de um acervo de duas mil fotos, réplicas de casas de pau-a-pique e alvenaria devidamente mobiliadas da época, como também, objetos, maquinarias e tratores utilizados pelos imigrantes.

Fonte: http://www.portaldeholambra.com.br/versatildeo-completa.html


INFORMAÇÕES GEO-ECONÔMICAS E SOCIAIS

A economia de Holambra é baseada na agricultura, pecuária e turismo. Quanto à religião católica romana, a paróquia de Holambra pertence à Diocese de Amparo.
Holambra tem como data de sua fundação 14-07-1948 e de emancipação política 27-10-1991.
A superfície do município mé de 64.277 k²
O Município é servido pelas rodovias:
- SP 107 – Rodovia Prefeito Aziz Lian;
- SP 340 -  Rodovia Dr. Adhemar de Barros.
Quanto à hidrografia, o município de Holambra tem um relevo relativamente plano e é limitado pelos rios Jaguari, Camanducaia e Pirapitingui.
De acordo com o censo IBGE de 2010 a população total do município é de 11.192 habitantes.
Os municípios limítrofes são: Mogi Mirim, Santo Antonio de Posse, Jaguariúna, Paulínia, Cosmópolis e Arthur Nogueira.
Holambra dista da capital paulista 120 quilômetros.




FLORES – O CARRO-CHEFE DO TURISMO

"Começou a temporada das flores em Holambra! A Expoflora, maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, acontece na charmosa Holambra, cidadezinha a 134 quilômetros de São Paulo, é o maior centro de cultivo e comercialização de flores e plantas ornamentais do país, respondendo por cerca de 50% das vendas do setor. A cidade que tem influência holandesa encanta os visitantes pelas construções típicas, gastronomia, cultura, e, claro, pelos maravilhosos jardins e plantações.
Campo de flores. Foto: Humberto Castro
Campo de flores. Foto: Humberto Castro

Mas a feira não é voltada apenas para profissionais de decoração e paisagismo. É uma verdadeira feira cultural e gastronômica que atrai cerca de 300 mil visitantes de todas as partes do Brasil. Confira as principais atrações:

Parque da Expoflora

O Parque da Expoflora conta com uma área de 250 mil m² dos quais 750 m² são destinados à Exposição de Arranjos Florais, uma das principais atrações do evento, que este ano tem como tema Flores, Sabores e Sensações. Entre as atrações fixas estão, também, a Mostra de Paisagismo e Jardinagem, com o tema Frutos do Jardim; a Parada das Flores; a Chuva de Pétalas; o Passeio Turístico por Holambra, que inclui a visita a um campo de flores; as danças típicas; o Shopping das Flores com lojas de produtos típicos e utensílios domésticos, e a culinária holandesa, além de parque de diversões, mini sítio e visita ao Museu de Holambra
Arquitetura holandesa. Foto: Família Coelho Estúdio
Arquitetura holandesa. Foto: Família Coelho Estúdio

Passeio turístico

 

City tour realizado por Holambra, apresentando os aspectos da história e da arquitetura da ex-colônia holandesa no Brasil. O passeio inclui a visita ao Moinho de Vento em tamanho natural e a um campo de flores. As saídas são de hora em hora.

Danças Típicas Holandesas

 

Diariamente, a partir das 14h30, os grupos de danças típicas apresentam-se nos quatro palcos do recinto. As danças são inspiradas na natureza (dança da chuva, do pica-pau e a polca no gelo, que lembra a patinação), nas profissões e ofícios (sapateiro, lavadeiras, marinheiro, do ato de bombear água, da preparação da cerveja), nas colheitas (carregador de feijão, cevada madura) ou mesmo em histórias sobre a origem e as tradições do povo holandês, representadas por meio de valsas, marchas, mazurcas e o schots (que virou xote).




Expoflora - Foto: Humberto de Castro
Expoflora – Foto: Humberto de Castro

Entretenimento

Nos três palcos instalados próximos às praças de alimentação (Rosas, Lírios e Tulipas) são realizadas apresentações de grupos de danças holandesas e do ventre e shows da Fanfarra Amigos de Holambra, sempre a partir das 14h. Aos sábados e domingos, das 13h às 14h, no palco das Rosas, as designers florais Leo Mendes e Tânia Santos, da Escola Itinerante de Formação de Floristas, fazem demonstrações de como produzir pequenos arranjos para presentear os amigos ou decorar a casa e oferecem dicas de como cuidar de flores e plantas. 


Expoflora - Holambra. Foto: Divulgação
Expoflora – Holambra. Foto: Divulgação

Museu Histórico Cultural de Holambra

 Localizado no recinto da Expoflora, o Museu tem entrada gratuita. Ali é guardada toda a história da imigração e colonização holandesa para o Brasil. Seu acervo conta com cerca de duas mil fotos e utensílios trazidos ou utilizados pelos primeiros imigrantes. Ao lado do Museu os turistas podem conhecer réplicas das casas de pau-a-pique e alvenaria devidamente mobiliadas, habitadas pelos pioneiros, além de uma exposição de maquinários e tratores antigos.


Arquitetura holandesa. Foto: Família Coelho Estúdio
Arquitetura holandesa. Foto: Família Coelho Estúdio

Compras 

Souvenirs holandeses, só encontrados em Holambra, artesanato, moda e decoração. Opções para presentear e levar um pedacinho da Holambra para sua casa. São três shoppings com cerca de 250 estandes para a comercialização de artesanatos a produtos industriais e para decoração, além de móveis e utensílios domésticos, roupas e calçados.

Chuva de Pétalas

 

A atração é uma das quem mais emociona os visitantes. Não é para menos: as pétalas coloridas e perfumadas de aproximadamente 150 quilos de rosas são lançadas por um equipamento especial, instalado em uma grande área livre, sobre uma multidão que desfruta de uma chuva suave e multicolorida. Nos finais de semana, as pétalas também são lançadas em todo o parque por um helicóptero.

Fusca decorado. Foto: Família Coelho Estúdio
Fusca decorado. Foto: Família Coelho Estúdio


34ª Expoflora  Holambra/ SP 



De 28 de agosto a 27 de setembro, de sexta a domingo, e na segunda-feira, dia 07 de setembro.

Horário: das 9 às 19 horas

Ingressos: R$ 38,00 na bilheteria
Informações para o público: (19) 3802-1421 e expoflora@expoflora.com.br

COMO CHEGAR DE CARRO:

Saindo de São Paulo pela Via Anhanguera:
Siga pela Rodovia Anhanguera até o Km 86 (indicado na placa como Saída 86). Continue atento às placas que indicam Mogi Mirim. Na Rodovia SP-340 (uma das melhores do estado de São Paulo, que liga Campinas a Mogi MIrim) haverá placas indicando Holambra.
Pela Rodovia dos Bandeirantes:
Se preferir outra opção, siga pela Rodovia dos Bandeirantes até Campinas. Ao chegar no entroncamento com a Rodovia Anhanguera (km 103) entre na Rodovia D. Pedro I e siga até o km 134 (Saída 134 na placa), onde você entrará na Rodovia SP-340, pegando o sentido Mogi Mirim. Preste atenção ao chegar no Km 141: é a partir dele que começam as placas indicando quantos quilômetros faltam para chegar a Holambra.

Arquitetura holandesa. Foto: Família Coelho Estúdio
Arquitetura holandesa. Foto: Família Coelho Estúdio

COMO CHEGAR DE ÔNIBUS

– Viação Cristália/Santa Cruz ou Cometa
Sai de São Paulo com destino a Mogi Mirim ou Mogi Guaçu (depende da Viação escolhida). Após passar por Campinas e Jaguariúna, chega ao cruzamento que liga Holambra a Santo Antônio de Posse. A parada, que fica em frente à Concessionária Renovias, deve ser solicitada ao motorista. De lá é possível pegar um táxi para ir a Holambra. Os táxis saem do centro da cidade, então é preciso ligar solicitando sua ida até a rodovia. Para maior comodidade, esta chamada poderá ser feita no ônibus, após passar pelo pedágio de Jaguariúna. No local de parada também há um orelhão.
Tempo estimado de viagem:  2h
Viação Cristália / Santa Cruz:, www.viacaosantacruz.com.br
Viação Cometa: www.viacaocometa.com.br


Fontehttp://passeiosbaratosemsp.com.br/tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-visitar-a-expoflora-em-holambra/
ACERVO FOTOGRÁFICO

Vista aérea de Holambra

Um pedacinho de Holambra


Portal de entrada da cidade

Moinho Povos Unidos

Casinhas padronizadas (lembram Amsterdã, 
capital da Holanda)

Garden Center

Chafariz

Espaço para eventos

FLORES...MUITAS FLORES




















Fonte: Internet

Vídeo - Holambra: Cidade das Flores


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com