sábado, 4 de fevereiro de 2017

ÁRVORES:LINDAS E NECESSÁRIAS, MAS ÀS VEZES, PERIGOSAS

APRESENTAÇÃO


Em Mairinque, na década de 1970 na primeira administração do prefeito Antonio Alexandre Gemente foram plantadas na cidade, árvores como essas das fotos, chamadas Quaresmeira. Foi feito um estudo e levado em conta fatores como crescimento não muito elevado, raiz profunda (tipo pião), etc.
Anualmente, na época apropriada as árvores (havia também da espécie conhecida como Pata-de-Vaca) eram podadas com muita técnica por um funcionário da prefeitura que era de origem japonesa, o Sr. Gengi Kawakubo. Assim a cidade ficava (e creio que continua ficando) bonita e sem oferecer perigo de queda da árvore toda ou de galhos quando ocorrem tempestades, como está acontecendo agora. Exceção: Haviam árvores maiores na Praça Central).
Aqui em Sorocaba, em São Paulo e em muitas outras cidades as árvores crescem livremente, como se estivessem na floresta (onde elas ou parde delas caem naturalmente, sem causar dano, pois isso faz parte da Natureza).
Temos em nosso bairro muitas dessas árvores conhecidas como Chapéu de Praia, que são frágeis e crescem vertiginosamente, devendo ter seu crescimento controlado (eu fazia isto dentro da minha pequena chácara em Araçoiaba). Corta-se o "ponteiro" e parte da galhada.
As que existem na rua onde moro estão enormes e ao invés de poda/controle, o que foi feito foi isolar os cabos condutores de energia que passam pelo meio delas e acabam envolvidos pelas copas.
Com a palavra, quem deve ou deveria cuidar tecnicamente dessa área tão importante para o meio-ambiente.

MANEJO – A PODA DAS ÁRVORES EVITANDO DANOS AO PATRIMÔNIO E À VIDA

É bastante frequente a queda de árvores ou parte delas quando ocorrem chuvas torrenciais acompanhadas de fortes ventos. Não raro, são atingidas residências, veículos e a rede de energia elétrica.
Leigo no assunto, me parece no entanto que a arborização, tão útil nas cidades, deveria ser formada por espécies que não atinjam grandes portes e tenham certas características como o tipo da raiz que não pode ser daquelas muito superficiais, mas sim daquelas que se aprofundam bastante no solo.
Assim, além do texto que utilizei na “Apresentação” deste trabalho, transcrevo de um manual especializado, ao final devidamente identificado,  os critérios que devem ser adotados na poda das árvores para que, de um lado elas continuem exercendo seu importante papel na Natureza sem no entanto crescer descontroladamente, provocando desastres que, em alguns casos, chegam a provocar, além dos danos materiais, a morte de pessoas. Eis o texto, um tanto longo, porém muito esclarecedor:
“A palavra poda pode ser entendida como a retirada de partes de uma planta. Esta operação visa a execução de um conjunto de cortes com finalidades diversas, como o estímulo ao crescimento, à floração, à frutificação (ações comuns na fruticultura) ou mesmo a formação de madeira livre de nós, visando aumentar seu valor comercial pela melhoria de sua qualidade (prática rotineira na silvicultura). 

A poda pode também servir para a eliminação de ramos mortos, doentes ou indesejáveis, seja por sua posição inadequada, seja por características estéticas. Portanto, a poda nada mais é do que a remoção, sob determinadas técnicas, de partes de uma planta com o objetivo de melhorá-la em algum aspecto de interesse da sociedade. A poda em árvores urbanas é a prática mais comum de manejo.

Tem como principal objetivo o desenvolvimento de árvores seguras, com aspecto visual agradável e compatíveis com o local onde estão inseridas. É usada principalmente para a solução de conflitos, tais como a interferência de partes da árvore com a rede elétrica, com a iluminação pública, com a sinalização de trânsito ou mesmo com as fachadas de edificações. Em algumas situações, também é usada nas raízes, devido a danos às redes subterrâneas de serviços.

 Para que produza os resultados esperados, a poda deve ser aplicada com moderação e oportunidade, considerando o funcionamento natural da árvore, pois, se mal praticada, causa agressões a ela ou mesmo problemas futuros de manejo, pois: • O processo de fechamento da lesão provocada pelo corte pode não ocorrer por completo ou mesmo em tempo hábil para evitar o ataque de organismos decompositores de madeira ou causadores de doenças. • Pode estimular a brotação de ramos denominados “ladrões” que são mais susceptíveis às quebras proporcionadas por ações climáticas. A poda pode ser utilizada com as seguintes finalidades: • Corrigir defeitos estruturais, possibilitando uma ligação mais forte dos galhos com o tronco. • Melhorar aspectos estéticos. • Corrigir a copa de árvores danificadas. • Adequar a copa a outros componentes da paisagem urbana. • Manter distância de segurança entre os galhos da árvore e condutores de energia elétrica. • Reduzir o potencial de risco de acidentes. 59 6 Manejo da arborização urbana Como as árvores reagem à poda A perda de galhos é um processo natural numa árvore e está relacionada à maturação do indivíduo e mesmo à sua senescência.

Na maioria das vezes a perda se dá em função do sombreamento a que os galhos ficam sujeitos, comprometendo sua capacidade de realizar fotossíntese e contribuir para o funcionamento da árvore. Para minimizar um possível prejuízo potencial com a poda, é preciso estar atento a algumas características importantes relacionadas aos galhos e sua relação com a árvore. A análise das características morfológicas do galho permite avaliar a sua atividade e desenvolvimento, facilitando a decisão sobre o momento e o local mais adequado para seu corte. 

A maioria das espécies possui mecanismos para reagir à perda de galhos, como proteção contra a ação de organismos degradadores ou causadores de doenças. São reações fisiológicas que ocorrem nas células do tronco e da base do galho, criando barreiras para impedir o avanço de organismos, como fungos e bactérias, no momento da perda do galho. Este processo de proteção recebe o nome de compartimentalização da lesão e, mesmo não sendo igual para todas as espécies, segue um modelo básico constituído de quatro etapas: Os elementos da base do galho são: • A crista de casca, representada pelo acúmulo de casca na parte superior do galho, na inserção com o tronco. • O colar, porção inferior do galho, também localizado na inserção com o tronco. • A fossa basal é uma depressão que surge no tronco abaixo da base dos galhos que já não contribuem mais para o crescimento da árvore.

 Reação 1 – Produção de compostos químicos pelas células próximas à base do galho que dificultam a dispersão de organismos contaminantes para o interior do tronco, quando da queda do galho. Reação 4 – Recobrimento da lesão com a multiplicação de novas células e consequente isolamento do interior do tronco em relação ao ambiente externo. Reação 3 – Aumento da atividade metabólica junto ao ponto da queda do galho, para dar início ao processo de cicatrização do ferimento. Reação 2 – Obstrução efetiva de vasos que dão acesso ao interior do tronco, através da deposição de resinas, gomas ou cristais. Crista da casca Colar Fossa basal Manual de Arborização 60 Quando os galhos vitais e de grandes dimensões se quebram ou são eliminados mediante podas, a planta normalmente não está preparada para esta perda, podendo ocorrer: • Compartimentalização incompleta: devido à presença de células já mortas no centro do galho, uma vez que o processo de compartimentalização depende da atividade de células vivas. • Brotação de gemas epicórmicas: estímulo de gemas dormentes na casca do tronco, dando origem a galhos que apresentam uma ligação deficiente com a parte central do tronco, podendo se constituir em fator de risco no futuro. • Queima da casca: devido à exposição súbita dos galhos remanescentes a temperaturas mais altas geradas pela insolação direta, podendo ocorrer a morte das células na parte exposta da casca, prejudicando sensivelmente a árvore. Fatores que prejudicam a compartimentalização: • Tratamento da superfície do corte com inibidores de crescimento de organismos causadores de doenças (fungicidas, caldas etc.) ou pinturas protetoras, pois interferem no processo natural da compartimentalização. • Lesão no colar ou na crista da casca: comprometimento do processo de compartimentalização, podendo se tornar porta de entrada para contaminação de organismos causadores de doenças. Fatores que favorecem a compartimentalização: • Diâmetro do galho retirado: a poda deve ocorrer em galhos mais novos e, portanto, mais finos. • Época do ano: células têm maior atividade no período vegetativo, sendo por isso a época mais propícia para a realização da poda. 

Etapas do processo de compartimentalização 1. Inicial. 2. A Técnicas de poda A poda deve ser efetuada de acordo com o estado anatômico e fisiológico do galho. Galhos com diâmetros menores devem ser cortados no limite entre o colar e o galho, sem lesionar a crista e o colar. Estes cortes normalmente são oblíquos em relação à superfície do tronco. Os galhos pesados, com diâmetro acima de 5 cm, exigem o corte em três etapas: Em algumas situações, o corte de um galho pode ser feito de baixo para cima, em um único lance, desde que o galho não esteja sendo forçado pelo seu próprio peso, visando preservar o colar e a crista da casca intactos. Isto poderá ser necessário quando o equipamento não puder ser corretamente posicionado na parte superior do galho, devido a um ângulo de inserção muito pequeno. 

Através do primeiro e segundo cortes, pode se dar uma direção de queda ao galho, sendo possível assim desviar obstáculos entre o galho e o solo, como fios de energia elétrica ou de telefone, beirais de telhados ou mesmo outras plantas no solo. Com o auxílio de cordas este direcionamento se torna ainda mais fácil. 6 Manejo da arborização urbana 1º Corte – Inferior: para evitar danos ao colar, na quebra. 2º Corte – Superior: mais afastado do tronco, para eliminação do galho. 3º Corte – Acabamento: junto ao colar e à crista de casca. Manual de Arborização 62 A qualidade da poda é definida por cortes corretamente posicionados e executados. Os defeitos mais comuns nos cortes são: É importante que se tenha em mente que podas mal feitas, de alta intensidade e repetidas constantemente podem acelerar a morte da árvore. Além de diminuir a vida útil da planta, podas drásticas ou realizadas sem considerar as técnicas apropriadas podem criar situações de risco futuro – acidentes provocados pela queda de galhos ou mesmo da árvore inteira. 2. Desproporção entre diâmetros de galhos: quando a poda dos galhos é realizada muito tardiamente, em galhos de grandes diâmetros. 1. Tocos residuais ou cabides: quando o corte foi feito muito afastado do tronco, o que impossibilita o processo de cicatrização da ferida. 4. Linhas de corte irregulares: quando o corte deixa porções de galho ou lesiona o colar. 3. Lesões: são causadas pela ferramenta de poda, na crista ou no colar do galho a ser podado ou em galhos próximos. 5. Lascas: quando o galho quebra antes de concluído o corte. 63 6 Manejo da arborização urbana 

Principais tipos de poda: Conforme o estágio de desenvolvimento da árvore, duas categorias de poda podem ser utilizadas, exigindo cada uma delas ferramentas e equipamentos próprios, visando garantir assim um trabalho eficiente e seguro:

 1. Poda de formação (ou educação) Usada na fase jovem da árvore, através do corte de galhos mais finos, visando a obtenção de uma copa bem conformada, respeitando o modelo arquitetônico da espécie e adequado às características do local de plantio. Seu objetivo é orientar o crescimento da copa da árvore, eliminando precocemente os: • Galhos baixos que dificultarão a passagem de pedestres e veículos, obstruirão luminárias ou outros equipamentos. • Galhos com inserção defeituosa ou que cruzam a copa. • Galhos com atritos entre si que possam provocar danos no lenho. • Galhos desorganizados em relação ao modelo arquitetônico original da espécie. • Galhos com direção de crescimento tendendo causar conflitos com redes aéreas de serviço. Neste tipo de poda, a copa é mantida com a parte interna aberta e com um número adequado de ramos laterais. Essas características trazem vantagens, como maior iluminação e aeração da copa, facilidade nos tratamentos sanitários e obtenção de árvores menos vulneráveis a ventos fortes. 

2. Poda de manutenção Usada na fase adulta da árvore, buscando evitar eventuais quebras de galhos secos ou mal formados ou para manter a convivência da copa com os equipamentos urbanos instalados no seu entorno. A poda de manutenção pode eliminar galhos onde o processo natural de compartimentalização já tenha sido iniciado ou não. No primeiro caso, deve ser dada especial atenção às características morfológicas da base do galho e sua relação com a árvore. Basicamente, são eliminados os galhos secos, doentes, apresentando baixo vigor e aqueles fracamente ligados à árvore. No segundo caso, quando o processo natural de compartimentalização ainda não foi iniciado, também se deve dar especial atenção à proteção da base do galho e busca-se realizar a poda para contornar conflitos. O procedimento ideal para o corte do galho, neste caso, é realizado em duas etapas: • Na primeira, o galho deve ser cortado a uma distância de 50 a 100 cm do tronco, para provocar a ativação dos mecanismos de defesa. • Na segunda, após um ou mais períodos vegetativos, o galho restante deve ser cortado junto ao tronco, concluindo a operação de remoção do galho.”


ACERVO ILUSTRATIVO



Capa do Manual de Arborização elaborado pela 
CEMIG, do qual extraímos textos e fotos



Instruções para arborização



Ciclo da árvore


Manutenção da árvore


Praça arborizada


Floresta


Poda correta


Poda (2)


Poda (3)



Remoção de árvores


Alecrim


Escumilha-africana


Ipê-amarelo


Ipê-branco


Sibipiruna


Tipuana

Sugestão: Quem tiver interesse de conhecer o manual no seu todo ou em parte é só clicar em: 






CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.



SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM




Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com










quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

CHAVANTES - HISTÓRIA ILUSTRADA DO MUNICÍPIO

APRESENTAÇÃO


Igreja Matriz de N.S Aparecida

Conheci a cidade de Chavantes em 1957 quando morava na vizinha cidade de Ipaussu e fui assistir a uma partida de futebol entre as equipes das duas cidades: A A.A. Chavantense e o C.A. Ipauçuense. (a grafia passou a ser Ipaussuense anos depois).

Nas décadas de 1980 e 1990, de passagem para visitar parentes na região estive novamente na cidade, revendo um grande amigo que tive na juventude no Município de Bernardino de Campos, o Valdeval Barlati (Varginho), comerciante e desportista em Chavantes.
Fiquei muito triste quando recebi a notícia do falecimento dele há alguns anos.

Pela Rodovia Raposo Tavares, passei próximo da cidade outras vezes com minha família indo a Ourinhos e Ribeiro do Sul onde tenho parentes, não chegando entretanto a adentrar a cidade.

Embora pequena, Chavantes é acolhedora, tem um interessante museu histórico e os pontos turísticos estão relacionados com a represa no Rio Paranapanema que passa pelo município.


ADMINISTRAÇÃO:

Poder Executivo


Prefeitura Municipal


Marcio de Jesus do Rego
Prefeito



Douglas Edson Mollo
Vice-Prefeito: 


Poder Legislativo



Câmara Municipal

Vereadores:

Os Vereadores eleitos e empossados para o mandato de 2017 a 2020 no Município de Chavantes são:


Ana Fátima Moreira Pereira


Daniel Belizário de Oliveira


Hilton de Oliveira


Luiz César Pedro Longo


Luiz Filipe de Paula Jacinto


Maicon Henrique Brizola


Rafael Lopes Garcia


Shirley Aparecida Vieira



Célio Nascimento da Silva


Fonte: http://www.camarachavantes.sp.gov.br/vereadores/224/shirley-aparecida-vieira/



HISTÓRIA:

A história da nossa terra começa quando, no ano de 1887, aqui chegou, juntamente com sua família, o pioneiro João Ignácio da Costa Bezerra.
Este pioneiro, atraído por esta terra fértil, pelo seu excelente clima e pela beleza do Vale do Paranapanema, resolveu aqui se instalar às margens do riacho da Cachoeira ou Igarapé da Cachoeira, provavelmente nas proximidades onde se encontra hoje instalada a Sermec S/A Indústrias Mecânicas, e principiou ali a abertura de uma clareira que daria origem ao primeiro núcleo de moradias e posteriormente, o surgimento do Distrito de Irapé, e consequentemente, ao Município de Chavantes. Nos idos de 1887, tudo aqui era sertão bruto e, segundo consta do livro de Borba Gato, somente o grande bandeirante Fernão Dias Paes Leme, em suas andanças pelo Brasil, à procura de esmeraldas, principalmente, aqui esteve e fez suas escavações na tentativa de encontrar as tão sonhadas pedras. Nem mesmo as hostilidades deste sertão bruto impediram o progresso desta localidade, cujo grupo de pessoas era formado pelo destemido João Ignácio da Costa Bezerra e sua família, aliado ao seu companheiro também recém-chegado João Francisco Machado, e mais algumas famílias.
Pensaram logo em fundar ali um Patrimônio, para isso recorrendo às pessoas de sua amizade que faziam parte da comunidade, começando a angariar alguns alqueires de terras para este fim. Destacou-se nestas doações, o Sr. Joaquim Custódio de Souza e sua família .
Foram assim angariados 19 alqueires de terra, e ficou designado o dia 07 de outubro de 1900 para ter lugar a anunciação do novo patrimônio com o nome de Patrimônio de Santana da Cachoeira. Como vemos, este povoado recebeu, desde o seu início muitas denominações, ou seja: Fazenda Santana da Cachoeira, - Patrimônio Santana da Cachoeira, - Vila de Santana da Cachoeira e, finalmente, culminaria com Distrito de Irapé, que atingiria o seu auge Econômico, Político e Cultural entre os anos de 1909 e 1925.
A partir daí, perderia importância e cederia a sua hegemonia ao Distrito e posteriormente Município de Chavantes que passaria a liderar e tomar as decisões sobre este pedaço de chão e sua gente. Mas antes do Distrito de Irapé perder a sua importância em favor do Distrito de Chavantes, o primeiro distrito que deu origem ao nosso Município, foi palco de importantes acontecimentos, pois Irapé era o "QG" dos coronéis na época.
Dada esta importância, este Distrito era centro de decisões regionais, que influiam nos negócios Estaduais e Federais. Tamanha era a importância deste Distrito que, muitas obras de vulto, aqui foram construídas. Entre elas poderíamos destacar: Em 1915 é construída a Igreja Matriz do Distrito de Irapé, sendo inaugurada em 25/08/1918; em 1918 são feitos os estudos para a construção da Ponte "Alves Lima" - PONTE PÊNSIL DE CHAVANTES"; em 1921 é construído o Teatro São José, Teatro Distrital do Irapé, sendo o 1º a ser construído no Oeste Paulista. Na época, existiam muitas atividades no Distrito de Irapé, e uma intensa vida Política, Social, Econômica e Cultural, dominava este local. Somente na Rua Central do Irapé, havia um grande número de prédios com mais de sessenta casas comerciais oferecendo produtos nacionais e estrangeiros de toda ordem.
No Distrito de Irapé, se reuniam todos os comerciantes, homens de negócio e moradores da região, para fazerem as suas transações comerciais.
Formação Administrativa: Distrito criado com a denominação de Irapé, por lei estadual nº 1772, de 22-10-1909, subordinado ao município de Santa Cruz do Rio Pardo. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no município de Santa Cruz do Rio Pardo o distrito de Irapé. Pela lei estadual n.º 1554, de 08-10-1917, o distrito de Irapé passou a denominar-se Chavantes. Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de I-IX-1920, Chavantes figura como distrito do município de Santa Cruz do Rio Pardo. Elevado à categoria de município com a denominação de Chavantes, por lei estadual nº 1885, de 04-12-1922, desmembrado de Santa Cruz do Rio Pardo. Sede no antigo distrito de Chavantes. Constituído do distrito sede. Instalado em 08-02-1923.
Em divisão administrativa referente a 1933, o município de Chavantes é constituído do distrito sede. Pelo decreto-lei nº 7064, de 06-04-1935, é criado o distrito de Irapé e anexado ao município de Chavantes. Pelo decreto-lei nº 14334, de 30-11-1944, é criado o distrito de Canitar e anexado ao município de Chavantes. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município de Xavantes é constituído de 3 distritos: Chavantes, Irapé e Canitar. A lei estadual nº 8092, de 28-02-1964, altera a grafia do município de Chavantes para Xavantes. A lei nº 3223, de 30-12-1981, altera a grafia do município de Xavantes para Chavantes. A lei estadual nº 7644, de 30-12-1991, desmembra do município de Chavantes o distrito de Canitar que é elevado à categoria de município. Em divisão territorial datada em 01-VI-1995, o município é constituído de 2 distritos: Chavantes e Irapé. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
Alteração de grafia: Chavantes para Xavantes: teve sua grafia alterada pela lei estadual nº 8092, de 28-02-1964. Xavantes para Chavantes: teve sua grafia alterada por força da lei nº 3223, de 30-12-1981. Alteração toponímica distrital:Irapé para Xavantes, alterado pela lei estadual nº 1554, de 08-10-1917.



OUTRAS INFORMAÇÕES


Demografia



Dados do Censo - 2000






Urbana: 10.440



Rural: 1.754



Homens: 6.082



Mulheres: 6.112



Densidade demográfica (hab./km²): 64,97



Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 15,79


Expectativa de vida (anos): 71,26

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,34






IDH-M Renda: 0,709



IDH-M Longevidade: 0,771



IDH-M Educação: 0,848



(Fonte: IPEADATA)


Hidrografia



Rodovia:SP-270 – Rodovia Raposo Tavares

Municípios limítrofes: Canitar, Ipaussu, Santa Cruz do Rio Pardo, Timburi e Ribeirão Claro,este último no Paraná.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Chavantes




ACERVO FOTOGRÁFICO



Banco do Brasil




Museu Histórico



Rio Paranapanema entre Chavantes, SP
e Ribeirão Claro, PR.



Ponte Pênsil Alves Lima



Praça da Matriz vista do alto



Praça do Terminal Rodoviário



Prédio dos Correios



Projeto CineSolar (cinema ao ar livre)



Represa de Chavantes (Rio Paranapanema)



Vista aérea da cidade de Chavantes



Alunos do 3º ano da Escola Olegário Bueno
visitando o museu municipal c/ a profª Luana



Chavantes comemorando seu 92º aniversário



Chavantes - Ponto estratégico da
Revolução Constitucionalista de 1932 



Clube Ouro Verde



Festa de Páscoa na EMEF Profª Nelly
Mazzante Machado



Escola João Batista do Distrito de Irapé



Estação Rodoviária


EMEI Cel. Manoel Ferreira



Centro de Saúde Dr. Wanor Torres



Praça dos Estudantes



Torneio de Xadrez entre as escolas de Chavantes


Fonte: Internet (várias)



Vídeo Institucional de Chavantes


AGRADECIMENTO

          Fica aqui registrado meus agradecimentos à Vanilza Barlati por sua preciosa colaboração nesta postagem.


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.



SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com