segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

SOROCABA E "A ARANHA DO VERGUEIRO"

APRESENTAÇÃO

         Recentemente publiquei na rede social Facebook uma foto da estrutura em concreto existente no Bairro Vergueiro em Sorocaba, a qual é popularmente chamada de “aranha do Vergueiro” devido ao seu formato parecido com aquele aracnídeo.
         Surgiram alguns comentários e entre eles, o de alguém querendo saber maiores detalhes a respeito, além daqueles que fizeram parte de minha postagem. Veio então a ideia de fazer algo mais mais amplo sobre o assunto. É o que apresento através deste trabalho.
         Todas as explicações a respeito do projeto e porque ele não prosseguiu, foram extraídos de informações disponibilizadas na Internet. Como são três artigos diferentes, ocorrem algumas informações repetidas.
         Por fim, em se tratando de um projeto que visava a edificação de um templo católico, quero deixar bem claro que meu trabalho é única e exclusivamente de cunho informativo.
         Boa visualização.


1 – MATÉRIA DO JORNAL CRUZEIRO DO SUL

O que foi – ou melhor – o que era para ser a “Aranha do Vergueiro”? A estrutura de concreto de 20 metros de altura foi o que restou do projeto inicial do Santuário de São Lucas. A estrutura está localizada junto ao Hospital Regional de Sorocaba no bairro Jardim Vergueiro, Zona Sul de Sorocaba.
Em uma cerimônia que ocorreu em 18 de outubro de 1959 (dia de São Lucas, santo padroeiro dos médicos), sob a benção do cardeal arcebispo de São Paulo, dom Armando Lombardi, a pedra fundamental da igreja foi colocada no local onde seria o futuro altar. Porém, o tempo passou e apenas a estrutura de concreto foi erguida no local.
O Santuário de São Lucas foi idealizado pelo monsenhor Antônio Misiara, que ocupava os cargos de assessor eclesiástico e professor de filosofia moral da Faculdade de Medicina de Sorocaba. A igreja foi projetada pela construtora Marna Ltda, de Curitiba, para ter a forma de uma cruz vermelha. O prédio seria apoiado sobre uma vasta plataforma de mármore, teria uma torre de 86 metros de altura e comportaria 1.100 pessoas sentadas e mil em pé.
O altar ficaria no centro da igreja. No subsolo seriam construídos um salão social, restaurante, cozinha, biblioteca e sala de conferência.
A igreja também reuniria, por meio da arte, a religião com a medicina. Estavam previstos quatro quadros em mosaico, vistos do interior da cúpula: a primeira intervenção cirúrgica (o Criador no ato de tirar a costela de Adão), a primeira intervenção clínica (São Rafael curando Tobias), o verdadeiro ideal da medicina (a cena do bom samaritano) e um quadro de São Lucas, patrono dos médicos.

“Antes, os carros paravam por lá, passava gente a pé. Por medida de segurança, essa área foi isolada”, relata um dos operadores do estacionamento.
O aposentado Paulino Ribeiro Rocha, 72, acompanhou de perto o início da construção do santuário. Na época, ele era um dos responsáveis por levar as pedras para a confecção do concreto. “Essa região era quase deserta. Não tinha essas casas ao redor, só mesmo o prédio da faculdade de Medicina”, comenta.
A armação de concreto lembra um pouco uma igreja somente quando venta pelos lados do Vergueiro. Basta chegar perto da armação de concreto para ouvir o som semelhante ao emitido por sinos. A causa é o contato dos vergalhões, distribuídos ao redor das colunas que sustentariam o santuário.

2 – BLOG DA 20ª TURMA DA FACULDADE DE MEDICINA DE SOROCABA

Quem não se lembra da famosa estrutura de concreto existente nas proximidades do Hospital Regional e que era conhecida como "a aranha"? Essa curiosa construção remanesce até hoje incompleta, certamente em decorrência da falta de recursos para que o seu projeto original pudesse ser concluído.

Sonho de um saudoso professor nosso, o querido Antonio Pedro Misiara, à época Monsenhor, ali se pretendia fosse erguido o Santuário de São Lucas dos Médicos do Brasil, dotado de um arrojado projeto arquitetônico, como se pode ver abaixo por sua maquete.


A maquete do santuário


Resta saber se a estrutura ainda terá alguma destinação ou se permanecerá ali por tempo indeterminado, apenas como símbolo de um sonho que não se concretizou.



3 – UM SONHO NÃO REALIZADO

Matéria de Giuliano Bonamim 
giuliano.bonamim@jcruzeiro.com.br
  

O sonho de construir o Santuário de São Lucas está prestes a completar 55 anos. A pedra fundamental do empreendimento foi instalada durante uma cerimônia ocorrida em 18 de outubro de 1959 e colocada onde ficaria o altar da igreja, sob a bênção do cardeal arcebispo de São Paulo, dom Armando Lombardi. A data não foi escolhida por acaso, pois marcava o dia de São Lucas, santo padroeiro dos médicos, além dos dez anos de fundação da Faculdade de Medicina de Sorocaba. O tempo passou, apenas a estrutura de concreto foi erguida e o local acabou apelidado pelo sorocabano como a "aranha do Vergueiro". 

A estrutura está presente em um terreno pertencente ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba. Ao redor dela funciona há dez anos um estacionamento particular, que aluga a área para a prestação do serviço. 

O operador de estacionamento Roberto Roma, 62 anos, diz que o concreto armado é uma atração para quem passa pelo local. "Por aqui vem muita gente de fora de Sorocaba, por causa do hospital, e sempre perguntam o que é isso", diz. "Tiram até foto", completa. 

A construção tem 20 metros de altura. Duas bases das vigas de sustentação ficam dentro do estacionamento. As outras duas estão fincadas do outro lado de um muro, na área onde foi construído o restaurante Bom Prato. 

Há também uma cerca que impede o acesso na parte de baixo da estrutura, no interior do estacionamento. Essa região está com o mato alto. Segundo Roma, a medida foi motivada depois de uma parte do concreto ter se desprendido e caído perto dos veículos. "Antes, os carros paravam por lá, passava gente a pé. Por medida de segurança, essa área foi isolada", relata. 

A armação de concreto lembra um pouco uma igreja somente quando venta pelos lados do Vergueiro. Basta chegar perto da armação de concreto para ouvir o som semelhante ao emitido por sinos. A causa é o contato dos vergalhões, distribuídos ao redor das colunas que sustentariam o santuário. 

O aposentado Paulino Ribeiro Rocha, 72, acompanhou de perto o início da construção do santuário. Na época, ele era um dos responsáveis por levar as pedras para a confecção do concreto. "Essa região era quase deserta. Não tinha essas casas ao redor, só mesmo o prédio da faculdade de Medicina", comenta. 

A técnica em enfermagem Karen Sabriano, 36, mora em Sorocaba e desconhecia a história da "aranha do Vergueiro". "Bonito não é, mas não deixa de ser um símbolo da cidade", relata. 

As obras no santuário tiveram início em 1960. Na edição de 19 de abril de 1964 do jornal Cruzeiro do Sul há uma foto que mostra a armação de madeira erguida para sustentar as vigas de concreto. Naquela época, a expectativa era entregar o santuário no prazo máximo de cinco anos. 

Mais de 2.000 fiéis

O Santuário de São Lucas foi idealizado pelo monsenhor Antônio Misiara, que ocupava os cargos de assessor eclesiástico e professor de filosofia moral da Faculdade de Medicina de Sorocaba. A igreja foi projetada pela construtora Marna Ltda, de Curitiba, para ter a forma de uma cruz vermelha. O prédio seria apoiado sobre uma vasta plataforma de mármore, teria uma torre de 86 metros de altura e comportaria 1.100 pessoas sentadas e mil em pé. 

O altar ficaria no centro da igreja. No subsolo seriam construídos um salão social, restaurante, cozinha, biblioteca e sala de conferência. 

A igreja também reuniria, por meio da arte, a religião com a medicina. Estavam previstos quatro quadros em mosaico, vistos do interior da cúpula: a primeira intervenção cirúrgica (o Criador no ato de tirar a costela de Adão), a primeira intervenção clínica (São Rafael curando Tobias), o verdadeiro ideal da medicina (a cena do bom samaritano) e um quadro de São Lucas, patrono dos médicos.

OUTRAS FOTOS ILUSTRATIVAS


Nesta foto da época da construção,vê-se que o
 bairro ainda era pouco desenvolvido
 urbanisticamente


Nesta, pode-se notar o surgimento 
de  grandes edifícios  na região



Ficou em segundo plano, cercada pelos espigões



Estacionamento funciona sob os arcos



CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.
        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação, ou por mensagem no Facebook.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com














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