segunda-feira, 24 de abril de 2017

SILVIO SANTOS: DE CAMELÔ A BILIONÁRIO

APRESENTAÇÃO

Embora já ouvisse falar de Silvio Santos por causa do programa dele no rádio, fiquei conhecendo-o quando comprei meu primeiro televisor em 1969 e ele trabalhava na TV Globo, que até 24-03-1966 se chamava TV Paulista canal 5.
Naquele tempo um dos programas de maior audiência era o Show de Calouros, onde atuavam como jurados José Fernandes, Aracy Cardoso, Pedro de Lara, Décio Piccinini e outro que conheci pessoalmente, o Henrique Lobo .
Com o passar do tempo optei em ver outros programas, porém de vez enquanto vejo as pegadinhas principalmente as do Ivo Holanda no programa Silvio Santos nos domingos à noite.
Mas vamos à trajetória desse grande comunicador e empresário brasileiro:

Qual brasileiro nunca ouviu falar de Silvio Santos? Um dos rostos mais conhecidos do país, o carismático apresentador é tão popular que já esteve prestes a se candidatar à presidência. A simpatia, no entanto, está longe de ser o único trunfo de um dos homens mais ricos do Brasil. Por trás do sorriso que alegra as tardes de domingo de milhões de brasileiros está um dos mais talentosos empreendedores da história do país, que soube, como poucos, explorar o potencial da economia popular e dos meios de comunicação de massa para criar um império empresarial que vai muito além do SBT.
Ele tinha cinco irmãos, mas era com Leon, seu irmão mais novo, que ele se dava melhor e sempre arrumava um jeito de ir de graça às sessões de cinema na Cinelândia. Durante as eleições de 1946, Silvio, então com 14 anos, viu um homem que vendia capinhas de plástico para guardar títulos de eleitor nas ruas do Rio de Janeiro, e teve seu primeiro gesto como empreendedor ao decidir fazer o mesmo. Como a repressão da polícia ao comércio ambulante era grande, ele e Leon vendiam seus produtos na rua por apenas 45 minutos por dia, que era o tempo de almoço dos guardas.
Das ruas para o rádio 
O potencial da voz de Silvio logo chamou a atenção nas ruas do Rio, e ele foi convidado para fazer um teste na Rádio Guanabara. Passou em primeiro lugar, superando nomes como Chico Anysio, mas logo voltou a trabalhar como ambulante, onde faturava mais. Aos 18 anos, ele foi convocado pelo Exército e passou a servir na Escola de Paraquedistas, onde chegou a realizar alguns saltos. Como a carreira de camelô era incompatível com a de militar, ele voltou a trabalhar como locutor em uma rádio de Niterói nos dias de folga, para ter uma renda extra.
Para ir trabalhar em Niterói, Silvio pegava todos os dias a barca que cruza a Baía de Guanabara, e em uma das viagens ele teve a ideia de montar um serviço de alto-falantes no transporte, que até então era silencioso. Nos intervalos entre uma música e outra, ele fazia propagandas de alguns produtos. A iniciativa fez tanto sucesso que algumas barcas passaram a contar com um bar e um bingo. Ao comprar uma bebida ou refrigerante, o consumidor ganhava uma cartela de bingo para concorrer a prêmios como jarras e quadros. A ideia veio de Silvio, é claro.
Aos 20 anos, o jovem radialista decidiu tentar a vida em São Paulo, onde apresentava espetáculos e sorteios em caravanas de artistas. Nesta época, acabou se formando como técnico em contabilidade, mas decidiu seguir na carreira artística, conseguindo uma nova vaga como locutor de rádio na Rádio Nacional de São Paulo. Para incrementar a renda, ele criou uma revista chamada “Brincadeiras para Você”, que trazia palavras cruzadas, passatempos e charadas, e era vendida por ele nos comércios da cidade.
Baú de oportunidades 
O talento para os negócios abriu as portas para o empreendimento que transformaria Silvio em bilionário. Em 1958, seu amigo e também radialista Manoel da Nóbrega estava com dificuldades para administrar uma empresa de venda de brinquedos a prazo. O Baú da Felicidade era um sistema de carnês em que o cliente pagava as prestações de uma caixa de brinquedos ao longo do ano e recebia os produtos na época do Natal. Nóbrega havia vendido muitos carnês, mas estava com dificuldade para entregar as mercadorias, então pediu a ajuda de Silvio para resolver a situação antes de fechar a empresa. Acontece que Silvio Santos viu no Baú da Felicidade uma grande oportunidade e assumiu o controle total da empresa. Era o início do que em 1962 viria a se tornar o Grupo Silvio Santos.
O apresentador manteve o sistema de crediário, mas expandiu o negócio, criando lojas em que as pessoas poderiam trocar os carnês quitados tanto por brinquedos quanto eletrodomésticos. Além disso, em 1961 Silvio Santos estreou seu primeiro programa na TV, chamado “Vamos Brincar de Forca” – que mais tarde se tornaria o “Programa Silvio Santos” –, onde passou a fazer propaganda do Baú da Felicidade.
Com o tempo, o Baú passou a distribuir não só brinquedos e eletrodomésticos, mas uma enorme gama de produtos, incluindo carros e casas. E para suprir as demandas do empreendimento, Silvio criou empresas nas mais variadas áreas. Entre 1965 e 1975 ele fundou ou comprou mais de dez empreendimentos – como a Baú Construtora, a concessionária Vimave e a Marca Filmes – que em 1972 passaram a ser administradas pela holding Silvio Santos S/A.
O coração do Grupo Silvio Santos, no entanto, era sua divisão financeira. No cenário de inflação alta do fim dos anos 1960, o empresário e apresentador se deu conta de que era preciso aplicar o dinheiro das prestações do carnê do Baú para que esse capital não se desvalorizasse até o fim do ano. Assim, em 1969 ele fundou a Baú Financeira, embrião do que, 21 anos depois, se transformaria no Banco PanAmericano. Em 1975, a divisão financeira do Grupo Silvio Santos ganharia ainda o reforço da Liderança Capitalização, que em 1991 passou a comercializar a TeleSena.
Surge o SBT 
Apresentador e empresário de sucesso, na década de 1970 Silvio Santos começou a pensar em ter sua própria emissora de TV. O sonho foi concretizado em 1975, quando venceu a concorrência para o Canal 11, do Rio de Janeiro. A emissora, chamada TVS, começou a operar com mais de 13 mil funcionários e contou com um investimento inicial de US$ 10 milhões.
Em 1981, Silvio ganhou a concessão de mais quatro canais, que juntos passariam a formar o Sistema Brasileiro de Televisão, ou SBT. Toda sua popularidade à frente das câmeras rendeu, inclusive, convites para que ele entrasse no mundo da política, o que quase aconteceu nas eleições presidenciais de 1989. Ele chegou a lançar campanha na televisão, mas a candidatura acabou barrada na Justiça sob a alegação de que ele era dono de uma concessionária de TV.
Ao longo das décadas de 1980 e 1990, Silvio se dedicou especialmente à consolidação e expansão do SBT, mas nos anos 2000 voltou a se aventurar em novas áreas. Em 2006 fundou a Jequiti cosméticos e, em 2007, inaugurou o hotel Sofitel Jequitimar Guarujá.
Depois de cinco décadas de prosperidade, no entanto,  o Grupo Silvio Santos passou por uma situação delicada no começo desta década. No final de 2010 foi descoberto um rombo de R$ 4,3 bilhões no Banco PanAmericano, o que levou o empresário a cogitar vender todo o seu império e ir morar nos Estados Unidos. Porém, resolveu empenhar várias de suas empresas para quitar a dívida e apostou suas fichas na Jequiti, que vem crescendo cerca de 20% ao ano, o dobro da taxa registrada pelo setor de cosméticos. Passados quatro anos da crise, o Grupo Silvio Santos segue firme graças ao talento para os negócios de seu proprietário, tendo faturado US$ 5,9 bilhões em 2013, com um lucro de US$ 800 mil.


FOTOS ILUSTRATIVAS



























Manoel da Nóbrega, criador do Baú da Felicidade
e do Programa Praça da Alegria
(na foto com Walter D'Ávila)



TV Paulista - Antecessora da 
TV Globo em São Paulo


Carnê do Baú da Felicidade - o começo de tudo


 Programa Porta da Esperança




Edifício do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT)


Idem


Depósito da Jequiti Cosméticos



Sofitel Jequitimar Guarujá.

Fonte: Internet


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com

sexta-feira, 21 de abril de 2017

SOROCABA: HISTÓRIA DO HOSPITAL EVANGÉLICO

APRESENTAÇÃO
Ultimamente tenho frequentado o Hospital Evangélico de Sorocaba com certa assiduidade, isto porque faço parte do Convênio do IAMSP e lá tenho sido muito bem atendido na realização dos procedimentos que tenho necessitado.
Como evangélico presbiteriano que sou, tenho especial consideração por esse hospital. Primeiro porque ele nasceu da iniciativa  de alguém que conheci pessoalmente, o Prof. Abdiel Lopes Monteiro, à época presbítero e professor na Escola Bíblica Dominical na Igreja Presbiteriana de Sorocaba, sita à Rua Santa Clara, no centro da cidade.
Esse venerando senhor, já envelhecido, era presbítero em disponibilidade na Igreja Presbiteriana Filadélfia de Sorocaba quando conheci minha esposa senhora Claudineide em 1964, e ela era membro na mesma igreja localizada na Avenida São Paulo.

Outro fato a considerar é que meu falecido sogro Sr. Claudino Batista Marra foi funcionário da Associação Evangélica Beneficente, mantenedora do hospital. Ele trabalhava buscando pessoas que pudessem levantar contribuições mensais fixas para a AEB e eu tive o privilégio de colaborar como agente na localidade de Alumínio no final da década de 1960.
Outra coisa interessante que posso colocar a título de ilustração é que nosso padrinho de casamento em 1965, Sr. João Valim, era membro da Primeira Igreja Presbiteriana de Sorocaba e, como mestre de obras, foi quem orientou a equipe que edificou o prédio do Hospital Evangélico de Sorocaba.
Esse prédio, deestilo antigo foi preservado e fica de frente para a Av. General Carneiro, enquanto que o novo e moderno edifício do hospital tem sua frente na Rua Imperatriz Leopoldina no bairro Cerrado, Sorocaba.
HISTÓRIA DO HOSPITAL
No quarto domingo de julho de 1935, o professor Abdiel Lopes Monteiro apresentou-se diante de suas treze alunas da classe Débora, da Escola Dominical da Igreja Presbiteriana de Sorocaba, com uma frase sublinhada na Bíblia – “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hb 11:1) – e com um desafio a ser lançado para elas: fundar um hospital evangélico.
Naquele tempo, os protestantes enfrentavam “uma situação que nos constrangia e que nos motivava a sonhar com nosso hospital”, conforme escreveu o Abdiel, no artigo “Histórico do Hospital Evangélico de Sorocaba”, publicado na edição do dia 1º de Novembro de 1979, no Jornal Brasil Presbiteriano.
E foi em meio a um diálogo sobre esse assunto “que o professor surpreendeu a classe com a uma pergunta desafio: Por que irmãs, não havemos de fundar o nosso hospital? As senhoras estão dispostas a lutar por esse ideal?”
Elas foram unânimes em responder sim: Cândida Souza, Cenira Teixeira, Maria J. Souza, Maria J. Campos, Maria José Germano Gutierrez (D. Mulata), Eliza de Souza, Ana Orse, Noêmia Maura, Ermelinda Scwaibrick, Cenira Maldonado, Durvina Scwaibrick, Loyde de Leme e Ana Lopes Monteiro.
E o fizeram com tal entusiasmo, que naquela mesma hora “uma coleta se levantou, a primeira contribuição para a obra que se idealizava. A importância arrecada foi, sem dúvida, modesta, por que éramos, todos, pessoas de poucos recursos, mas a nossa decisão, naquela hora e naquele recinto, era um ato de fé, a prova das coisas que não se vêem” concluiu Abdiel.
A idéia de fundar o Hospital Evangélico, nascida da classe Débora, ganhou a adesão de toda igreja e granjeou a simpatia de toda a comunidade evangélica, inclusive da região. Durante 3 anos, os voluntários se dedicaram à busca de recursos, com muita dificuldade.
“mas nosso ideal permanecia vivo e, pela fé, aguardávamos a resposta de Deus para a concretização do nosso objetivo. E ela nos veio de um modo maravilhoso em 1938”, comenta Abdiel.
Conforme relato de Abdiel, o médico Milton Tavares mantinha um pequeno Hospital na rua Manoel Lopes, 229, chamado Casa de Saúde de Sorocaba. Como estava disposto a vende-lo, “esse conceituado médico sorocabano nos facilitou a compra: demos uma entrada e prestações anuais, sem juros. Feita a transação, mudamos o nome para Hospital Evangélico de Sorocaba”.
Assim “passamos a ter o nosso hospital, pequeno, mas tudo novo e perfeitamente aparelhado para seu funcionamento. O invisível tornara-se visível: era a vitória da fé”.
Sob a direção clínica do Dr Lineu de Mattos Silveira formou-se “uma equipe médica de primeira ordem, constituída pelos Drs Milton Tavares, José Fellipe de Camargo Barros, Fernando Santos e João de Almeida Tavares.
O hospital firmou-se e logo novos desafios se apresentaram: “a exigüidade de suas instalações era um óbice para seu desenvolvimento” escreveu Abdiel. E demandaria recursos que o hospital ainda não dispunha.
A solução encontrada foi transferir o hospital para a Associação Evangélica Beneficente (AEB) de São Paulo, de caráter filantrópica, criada com o objetivo de dirigir e manter organizações assistenciais e evangélicas. Presidida pelo catedrático da Escola Paulista de Medicina, Lauro Monteiro da Cruz, a AEB-SP encampou o hospital em 1943. Em livro que relata historia dessa entidade, Lauro Monteiro escreveu que devido a impossibilidade de ampliar o prédio da Rua Manoel Lopes, a AEB-SP comprou o terreno da Av General Carneiro, no Cerrado. E sua diretoria contratou Bruno Simões, da Escola Politécnica de São Paulo para elaborar o projeto do novo edifício.
Associação Evangélica Beneficente – AEB
A Associação Evangélica Beneficente é uma entidade social fundada em 1928 pelo Reverendo Otoniel Mota, com o propósito de cuidar do próximo. No seu início, a AEB acolhia os doentes de tuberculose que eram estigmatizados e marginalizados pela sociedade, na Vila Samaritana, em São José dos Campos – SP, oferecendo cuidado e tratamento de qualidade.
Desde então, a vocação social e assistencial da AEB resulta em um trabalho que atende aos grupos mais vulneráveis, qualificando e diversificando seus serviços, na medida em que se depara com as complexas demandas sociais nos municípios de São Paulo e Sorocaba.
Atualmente, a AEB possui projetos nas áreas de educação, saúde e assistência social, propiciando o acolhimento a um público igualmente diverso quanto à faixa etária, gênero e necessidades.
O atendimento à saúde é realizado através do Hospital Evangélico de Sorocaba que, a partir de 2012, iniciou um amplo processo de mudanças e reestruturações, visando adequá-lo a um novo conceito de gestão em saúde e referência na cidade de Sorocaba – SP e região.
As atividades realizadas pela AEB são frutos de um trabalho em rede, no qual cada ente social tem seu papel: contribuintes comprometidos, funcionários responsáveis, atendidos empoderados, poder público e iniciativa privada.
Para a AEB, fé e confiança no Senhor e em nossos companheiros de jornada são ingredientes fundamentais para o sucesso do trabalho e para construir melhores pavimentos no caminho comum.
Visão
Ser reconhecida como uma organização de excelência na gestão de programas sociais de atendimento integral, comprometida com os princípios cristãos.
Missão
Contribuir para o desenvolvimento humano através de programas que propiciem o atendimento integral no contexto pessoal, familiar e comunitário
http://www.aeb-brasil.org.br
Nas décadas de 80 e 90, mais um sonho se tornou realidade, outra ampliação do Hospital. O lançamento da pedra Fundamental para construção do prédio Maria José Gutierrez “Dona Mulata”. Essa edificação planejou a construção de um prédio com 6.000 metros quadrados de área em 2 pavimentos, além de reformar os 1400 metros já existentes. Nesta época a cidade de Sorocaba sofria com a escassez de leitos e não ganhava um novo hospital há mais de 25 anos. A transferência da UTI para sua nova instalação assim como configuração de uma das melhores equipes de profissionais da região, foram pontos marcantes nessas décadas
Rumo à modernização do Hospital, a partir do ano 2000 juntamente com a construção novo edifício, a lavanderia e cozinha se tornaram mais completos. O serviço de nutrição, contou com toda infraestrutura moderna para a época, equipe treinada e insumos de alta qualidade, sempre temperados com a dedicação amorosa característica da equipe do Evangélico.
Em 2008 com um modelo de assistência médica que concilia qualidade e conforto, o Hospital ganhou novos leitos divididos entre apartamentos e enfermarias, onde os pacientes recebem todos os cuidados necessários à sua recuperação, além de uma equipe médica e de enfermagem 24 horas para anteder a qualquer chamado, assim como aconteceu a inauguração do Centro Cirurgico Dr Newton Salim, com equipamentos modernos, 4 salas cirúrgicas, farmácia, RPA, posto de enfermagem e copas dispondo de capacidade para 40 cirurgias por dia.
Tudo isso foi possível graças à participação e contribuição ativa da comunidade Sorocabana.
O mesmo hospital, um novo conceito.
No início de 2012 o Hospital Evangélico iniciou um amplo processo de mudanças e de reestruturações, visando adequar o Hospital a um novo conceito de gestão em saúde. Este novo conceito, vinculado à inovação tecnológica e administrativa, visa transformar o hospital na principal referência em saúde da cidade de Sorocaba e uma das principais do estado de São Paulo. Tudo isso, sem deixar de lado o atendimento humano e acolhedor, característica marcante do hospital em seus 81 anos de história.
Com olhar multidisciplinar, o novo prédio prevê ampliação, chegando a aproximadamente 170 leitos, 14000 metros quadrados de área construída novas tecnologias e novos serviços.
Tudo isso para criar um espaço acolhedor, dar mais conforto aos pacientes e profissionais e fazer do atendimento uma experiência agradável e mais humana.
Fonte: http://hospitalevangelico.org.br/vitoria-da-fe/
NOVOS INVESTIMENTOS
Perto de completar 82 anos, o Hospital Evangélico de Sorocaba (HES) colocará em prática em 2017 as ações previstas em seu Plano Diretor que demandarão investimentos da ordem de R$ 170 milhões. Já para os próximos meses, a unidade terá ampliado o número de leitos dos atuais 60 para 170, além de disponibilizar gama maior de serviços aos conveniados. A clientela da instituição é formada pelos associados de 35 planos de saúde que, juntos, somam mais de 600 mil vidas. 
  
O projeto tem como foco, segundo explicado pelo superintendente do Hospital, Marcello Burattini, o uso da tecnologia, a estrutura e o corpo clínico especializado para tratamentos e cirurgias de alta complexidade. O Evangélico tem como meta suprir a demanda por atendimento de elevada especialização e excelência em áreas essenciais, como cardiologia, neurocirurgia e oncologia. 
  
Atualmente, o HES atende 38 cidades num raio de até 120 quilômetros de Sorocaba, reunindo 450 colaboradores, entre diretos e terceirizados e um corpo clínico aberto com cerca de 700 médicos, de praticamente todas as especialidades, exceto maternidade e pediatria. 
  
O hospital opera, hoje, com 60 leitos de internação, 7 de UTI, 4 salas cirúrgicas e serviços de diagnóstico clínico e por imagem. Recebe média de 8 a 9 mil pacientes, por mês. A primeira etapa do plano, já implantada, consistiu na inauguração de um Pronto-Atendimento (PA) 24 horas, em julho de 2015. 
  
Hoje, o espaço tem tempo de espera otimizado de apenas 10 a 15 minutos, recebendo em torno de mil pessoas por mês e demandando um aporte anual de R$ 2 milhões para sua manutenção. O atendimento no PA 24 horas teve início com foco na cardiologia, atendendo, atualmente, todas as especialidades, inclusive, trauma e ortopedia. 
  
A segunda fase do plano, que começará neste ano e seguirá até 2019, tratará da expansão do atendimento em mais quatro andares do prédio assistencial do hospital, com entrada pela rua Imperatriz Leopoldina, nº 136. Lá, será ampliado em três vezes o número de leitos de internação, que chegarão a 170. 
  
Além disto, serão construídos nova UTI, novo Centro Cirúrgico, nova área de Oncologia e disponibilizado o serviço de Day Clinic. Esta etapa demandará um investimento de cerca de R$ 40 milhões, ao longo dos próximos dois anos. A terceira e última etapa de expansão do HES, prevista para até 2021, exigirá aporte total de mais R$ 60 milhões, e abrange a construção de um novo edifício para a prestação de serviços gerais à população.




ILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS




1º templo da Igreja Presbiteriana
de Sorocaba (construído em 1882)
onde funcionava a Escola Dominical


Escola Bíblica Dominical - Classe Débora
Onde brotou a ideia da construção do
Hospital Evangélico de Sorocaba


Foto da época da fundação do hospital


O prédio original do hospital (preservado)



Sr. João Valin e esposa
dona Dalinda
Mestre de obras  na construção
 do prédio antigo


O novo edifício do Hospital Evangélico



Visto por outro ângulo, o edifício se chama
Maria José Germano Gutierrez (D. Mulata)


Fachada na Rua Imperatriz Leopoldina


Atendentes em ação


Refeitório

CONCLUSÃO

 Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com

terça-feira, 18 de abril de 2017

SOROCABA - APOSENTADO LEU MAIS DE 10.000 LIVROS

APRESENTAÇÃO

Estava procurando matérias que pudessem proporcionar-me a feitura de uma postagem no blog. Foi quando me deparei com uma reportagem feita pelo jornalista Eduardo Tomazella, a qual achei que poderia ser interessante aos leitores.
Admiro pessoas que gostam de livros. Aliás, eu já gostei e li muitos, porém de uns anos para cá tenho lido bem menos. Uma das razões é o declínio da acuidade visual por problemas como a miopia, catarata e glaucoma, que apesar de tratadas, não resistem a um tempo maior de concentração sobre um livro.
O outro motivo é o excessivo tempo que uso nas postagens na internet. Aliás, em minha última consulta oftalmológica, recebi orientação para não demorar mais de vinte minutos de cada vez que usar o computador.
Mas, voltando ao que citei no início, veja o que encontrei: um aposentado que mora em Sorocaba leu mais de 10.000 livros, feito que é sem dúvida dígno de admiração e de ser imitado.
Vamos ao relato:

O aposentado Cid Odin Arruda, de Sorocaba, acaba de atingir um recorde: aos 95 anos, ele alcançou a marca de dez mil livros lidos. Simbolicamente, o décimo milésimo volume foi retirado no último dia 9 do Gabinete de Leitura Sorocabano, quando Arruda levou para casa o volumoso “O Cemitério de Praga”, do escritor Umberto Eco. “Estava curioso, mas fiquei um pouco decepcionado com a história”, comentou três dias depois, com a leitura quase no final. A marca obtida pelo homem que se diz “viciado em livros” é simbólica. A rigor, ele acha que leu alguns milhares de títulos a mais. “Antes, minha média era de quatro livros por semana”, diz.

O aposentado não guarda livros em casa. Ele prefere viajar em busca de boas leituras e se tornou conhecido em bibliotecas até de outros Estados, como o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás. Em Guarapari (ES), esteve 22 vezes e em todas visitou a biblioteca. Funcionários desses locais veem-se no dilema de encontrar um livro que Arruda ainda não tenha lido e já se referem a ele como o “senhor Biblioteca”. No Gabinete de Leitura, em Sorocaba, fundado em 1866, ele é um dos sócios vivos mais antigos. Em 2008, foi agraciado com a medalha cultural concedida a pessoas compromissadas com a cultura. O problema é que ele já leu quase todo o acervo, segundo a funcionária Nilcéia Alves dos Santos. “Quando ele pede um livro, tenho de buscar lançamentos.”

Na companhia da mulher, a professora Elza Bertazini Bracher, de 86 anos, também amante dos livros, Arruda viaja entre oito e dez vezes por ano e escolhe como destino cidades que têm bibliotecas. Ele prefere edições volumosas, mas com personagens bem definidos. Um de seus recordes foi um livro de 1.110 páginas lido em cinco dias. “Sou ruim para nomes, mas lembro que a coleção mais detalhada de Os Miseráveis (Vitor Hugo), com sete volumes, foi lida em uma semana.”

O hábito da leitura vem de família. O avô, José Antão de Arruda, foi o primeiro bibliotecário do Gabinete Sorocabano, cargo depois exercido por seu pai, José Odin de Arruda. Era função do bibliotecário indicar livros para estudantes e sócios. “Como meu pai não tinha tempo de ler todos, pegava um pacote de livros e pedia que eu lesse e contasse a história para ele.” O então menino de 12 anos pegou gosto. “Lia às vezes um livro inteiro no dia e, quando eu dizia que era ruim, meu pai vetava.” Ele também era incentivado pela mãe, professora.

Apesar da paixão pela leitura, Arruda não gostava de estudar e, ao contrário dos pais, que hoje dão nome a escolas da cidade, não se tornou professor. “Sempre preferi o comércio e só estudei até o primeiro ano da antiga escola normal.” Arruda leu todos os clássicos, de “Os Lusíadas” (Camões) a “Dr. Jivago” (Boris Pasternak) e a Bíblia completa, várias vezes. Entre os preferidos estão obras que versam sobre reis, imperadores e faraós. Entre os brasileiros, Machado de Assis, Graciliano Ramos e Jorge Amado. “Oh, caboclo bom!”, diz sobre o baiano. Sobre os autores modernos, uma crítica. “Eles criam personagens demais, deixam o livro difícil de entender.” Arruda ainda toma ônibus para ir à biblioteca e se considera um dos mais antigos leitores do Estadão. “Ele é um fã, a primeira coisa que lê na biblioteca é o jornal”, diz dona Elza.”


FOTOS  ILUSTRATIVAS


Fotos do Sr. Cid Odin Arruda








Escola Estadual  "José Odin Arruda"


José Antão de Arruda - 1º bibliotecário
do Gabinete de Leitura Sorocabano



Escola Estadual "José Odin de Arruda"



Jornalista do "Estadão"  José
Maria Tomazella, autor do
artigo desta postagem



        
CONCLUSÃO

 Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.



SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros - Resumo Histórico Ilustrado

APRESENTAÇÃO


Senti o desejo de fazer uma postagem sobre o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, localizado na cidade de Sorocaba, que é um modelo de empreendimento na área ambiental e educacional.
Visitado por milhares de pessoas todos os anos, tive o privilégio de conhecê-lo pouco tempo depois dele ser instalado.
Vamos conhecê-lo, lendo a matéria que selecionei na internet e algumas dezenas de fotos.:


HISTÓRICO


A História do Zoológico de Sorocaba inicia-se em 1916, no local onde hoje é a Praça Frei Baraúna, o Fórum Velho. Ali, no Jardim dos Bichos, foram alojados, em condições precárias, animais comumente encontrados na região, como jacarés, bichos-preguiça, veados, macacos, serpentes e aves. Esse zoológico, voltado tão somente à contemplação dos animais, extinguiu-se em 1930. Em 1965, a Prefeitura construiu uma área de lazer às margens do Rio Sorocaba, no espaço entre a ponte da Rua XV de Novembro e a Praça Lions, instalando ali alguns recintos de animais que foram inaugurados em 1966.
No mesmo ano, ocorreu a aquisição da chácara pertencente à família Prestes de Barros e a construção do novo Zoológico que foi inaugurado em 20 de outubro de 1968. Desde aquela época iniciou-se um trabalho pioneiro em diversas áreas que consolidou-se ao longo do tempo. 
Atualmente considerado um dos mais completos da América Latina, já em 1993 foi escolhido, por votação popular, como símbolo de Sorocaba. Destaca-se por seus objetivos que se apóiam em oferecer recreação saudável e contato com a natureza, programas de educação ambiental, colaboração com pesquisas, gerando conhecimento sobre comportamento, reprodução e fisiologia, e atuando junto ao esforço conservacionista nacional e mundial através de planos de manejo, tanto em cativeiro como na natureza.
Os animais da fauna nacional (70%) são o ponto forte do Zoológico, com especial destaque para aqueles ameaçados de extinção.
Novos recintos, inaugurados em 2004, incorporaram as mais modernas técnicas de exibição, como fossos para primatas, um aviário onde pássaros voam em volta do visitante e grandes painéis de vidro, que permitem perfeita visualização de ariranhas, répteis e ursos. O parque possui uma área de 128.339 metros quadrados, situada entre os tradicionais bairros da Vila Hortência e Vila Haro. Aproximadamente 17.500 metros quadrados são ocupados pelo lago e 38.700 por mata secundária, onde habitam diversos animais, como bugios, bichos preguiça, saguis, cutias, gambás, garças e pequenas cobras.
Anualmente, 600.000 visitantes regulares passam pelos portões do Zôo, além de mais de 90.000 alunos da rede pública e privada de 80 cidades diferentes.

Educando para conservação da natureza

Pioneiro no país na área de Educação Ambiental, o Zoo de Sorocaba iniciou suas atividades educativas em 1979. Com o desenvolvimento de ações em Educação Ambiental, foi reconhecido por várias entidades nacionais e internacionais, recebendo apoio do Fundo Nacional para a Natureza (WWF- Estados Unidos), Fish and Willdlife Service, Fundação o Boticário de Proteção à Natureza, entre outros.
O Zoológico é não somente um local que discute e ensina sobre fauna e flora, mas um centro de referência em Educação Ambiental e meio ambiente na cidade, atendendo um público altamente diversificado, desde crianças até adultos, de diferentes camadas sociais.

Corpo técnico e classificação no IBAMA

Uma das principais razões do sucesso do Zôo Sorocaba é a qualidade de seu corpo técnico, experiente e atualizado nas mais modernas técnicas através de cursos de mestrado, doutorado e participações em congressos, sendo formado basicamente por médicos veterinários e biólogos. O nosso zoológico é classificado no IBAMA na categoria A, que é a mais elevada. Isso ocorre devido às condições de infra-estrutura que possui (como transporte próprio, técnicos em regime integral de trabalho, Biblioteca, Auditório, Laboratório e programa de Educação Ambiental).



ACERVO FOTOGRÁFICO



Vista aérea


Funcionários do Zoo


Professoras e alunos em visita ao Zoo



Museu dentro do Zoo


Museu dentro do Zoo (2)


Museu dentro do Zoo (3)


Lago interno


Lago interno (2)


"Ilha" no lago interno


Visitas e o esplendor do pavão

Alguns habitantes do zoo






















































































Vídeo: Zoológico de Sorocaba completa 48 anos


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.



SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com