sexta-feira, 3 de março de 2017

CAPELA DO ALTO - HISTÓRIA ILUSTRADA DO MUNICÍPIO

APRESENTAÇÃO

Passei pela primeira vez pela cidade de Capela do Alto no início da década de 1960, viajando de Alumínio para Tatuí, mais precisamente para o bairro rural de Guarapó em companhia de um irmão e alguns amigos.
A empresa de ônibus é a mesma (Viação São Jorge) que continua fazendo o trajeto com saída de Sorocaba,  passando por Araçoiaba da Serra e Capela do Alto. Na volta, em Araçoiaba embarcou no ônibus o Padre André Pieroni, que à época construía seu castelo em Araçoiaba, o qual está lá até hoje, com suas obras inacabadas.
Voltei à cidade algumas vezes em companhia de parentes de outros lugares para conhecer a Festa do Milho Verde, acontecimento que se verifica anualmente naquela urbe.
Hoje vou fazer um  trabalho, abrangendo a história, informações geo-econômicas e políticas do município. Vamos, pois, a elas:

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Poder Executivo:



Paço Municipal



Brasão



 Péricles Gonçalves (PPS)
Prefeito


 Henrique Daniel Leme (DEM)
Vice-Prefeito


Fonte: https://www.eleicoes2016.com.br/candidatos-prefeito-capela-do-alto-sp/



Poder Legislativo:


Câmara Municipal (Plenário)

Vereadores:


Benedito Fidêncio Rosa Filho


Braz João Vieira Neto


Célio Cleto


Énio de Oliveira Campos


João Aparecido de Oliveira


José Maria da Silva


Josué Corrêa


Mauro dos Santos Silva


Nelson B. Teles de Miranda


Regina Leite Tolentino


Simone de Arruda


Fonte: http://www.camaracapeladoalto.sp.gov.br/


HISTÓRIA

Não temos dados exatos dos fundadores de Capela do Alto, sendo, portanto, lendária sua história. Segundo se sabe, Capela do Alto foi fundada pelas famílias Menck, Wincler, Plens, Popst e outros que vieram da Europa para trabalhar na exploração e fundição de ferro na fábrica do Morro do Ipanema. Portanto, há muitas controvérsias, contos e lendas sobre a verdadeira história de fundação de Capela do Alto.
Contudo, sabe-se de concreto que o início da cidade está intimamente ligada a atividade tropeira e também aos trabalhos de evangelização dos Padres Jesuítas. Oficialmente se conhece que as terras onde surgiria Capela do Alto, eram utilizadas como pouso dos tropeiros que vinham do sul do País, para comercializar seus muares, nas famosas feiras de Sorocaba.
Nesta época, conta-se ocorreu um tríplice crime, erguendo-se no local três cruzes. Posteriormente, um monge vindo das terras do Ipanema, ergueu no local mais onze cruzes, totalizando assim 14 cruzes, que, até 1.960, serviram para a realização da Via Sacra durante a Quaresma. Esse local foi denominado por Cruzeiro, situando-se defronte a antiga Igreja de Nossa Senhora das Dores.

Surgimento do Povoado
Conta-se que este monge vindo das terras do Ipanema possuía poderes extraordinários, tanto é que o local onde este morava, a pedra sob a qual dormia, foi visitado por inúmeros capelenses. Conta-se também que os alemães vieram explorar ferro, ouro e prata nas fraldas do Ipanema. Entretanto, constatada a quase inexistência destes metais, embrenharam-se pelo sertão, estabelecendo-se onde hoje é Capela do Alto, que já contava com um pouso de tropeiros.
De lenda em lenda, de história em história, aos poucos foi se formando a cidadezinha, beneficiada pela estrada São Paulo-Paraná, que ligava Sorocaba à Itapetininga, que se tornou a rua principal da cidade. No ano de 1.950, criou-se o Distrito Policial de Capela do Alto e, em 1.954, foi criado o Distrito de Paz, sendo seu primeiro titular Heleno Lopes Plens, que viria a ser mais tarde o primeiro prefeito municipal.
Data bastante significativa na história capelense é o dia 20 de junho de 1,954, quando se inaugurava, na gestão do prefeito de Araçoiaba da Serra, Francisco Pássaro, a energia elétrica no então Distrito de Capela do Alto.
Origem do Nome

Justificando o nome da cidade, sabe-se que os habitantes das margens do Rio Sarapuí, usavam da expressão "vamos à capela do alto", quando desejavam ir até a "capelinha" erguida defronte a Rua Santa Cruz (hoje Rua do Cruzeiro), parte mais alta do povoado. Esta expressão generalizou-se para finalmente de a identidade do povoado que surgia.
Segundo se sabe, houve uma eleição para a escolha desse nome, que teria também as seguintes opções: "Cruz do Monge", "Capelândia", "Guarapiranga", "Duartinópolis", "Itarassú", "Ipanemápolis", "Minerápolis", "Menklândia" e "Capanema". Após a realização desta eleição, sabe-se que o nome escolhido Capela do Alto, venceu por uma diferença de cinco votos entre os votantes, que não eram em grande quantidade.

DADOS GEOGRÁFICOS E ECONÔMICOS

As informações estão divididas em três sub-itens básicos: Agropecuária, Agricultura e Outros Dados Econômicos. Todas as informações disponíveis nesta Área Temática foram retiradas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados de Pecuária, Extração Vegetal e Agricultura foram obtidos através de pesquisas: Produção Pecuária Municipal, Produção Extrativista Municipal e Produção Agrícola Municipal, todos do IBGE/SIDRA. A Pesquisa de Informações Básicas Municipais, também do IBGE, serviu como referência para a coleta das bases de dados para as áreas Comércio e Telecomunicações. Já as informações dos PIB´s municipais foram pesquisadas na Diretoria de Pesquisas (DPE), Coordenação de Contas Nacionais (SCN), nova Série do Produto Interno Bruto dos Municípios referência 2002.
Os dados de Renda, Desigualdade e Pobreza, do sub-item Economia, foram coletados dos resultados dos cálculos apresentados pelo Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD. Bases de cálculos estas que também utilizaram o IBGE como referência básica.
Gráficos: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=351030#

PIB - Produto Interno Bruto

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer seja, países, estados, cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de mensurar a atividade econômica de uma região.
Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo de intermediário (insumos). Isso é feito com o intuito de evitar o problema da dupla contagem, quando valores gerados na cadeia de produção aparecem contados duas vezes na soma do PIB.”
Gráficos: http://www.cnm.org.br/pib/mu_pib_geral.asp?iIdMun=100135119

Outras Informações:
Região: Sorocaba.
Área do Município: 169.981 k².
População: 19.747 habitantes.
Distância da capital: 112 quilômetros.
Municípios limítrofes: Araçoiaba da Serra, Tatuí, Itapetininga, Iperó, Alambari e Sarapuí.
Hidrografia: Rio Sarapuí.
Rodovias: SP 141 , SP 268 e SP 270.
Gentílico: Capelense.
Fonte:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Capela_do_Alto

CALENDÁRIO 207
"Aniversário da Cidade

Relembrando a emancipação político-administrativa do município, a Prefeitura realiza anualmente, sempre no dia 26 de março, as comemorações relativas ao aniversário da cidade. Uma vasta programação cívica, cultural e religiosa é preparada, visando o envolvimento de toda comunidade capelense, esta que é a data cívica mais importante do município.
Festa do Milho Verde

Realizada há mais de vinte e cinco anos no município, a Festa do Milho Verde resgata e valoriza uma das atividades agrícolas mais importantes da economia do município. O evento acontece durante os dias de programação de aniversário da cidade - comemorado anualmente no dia 26 de março. A cada ano que passa, um público cada vez maior vem a Capela do Alto para prestigiar esta tradicional festa.
Nas semanas que antecedem a programação, ainda no mês de março, a comissão organizadora do evento promove um concurso, onde são escolhidas a Rainha, 1ª Princesa, 2ª Princesa e Garota Simpatia, que farão as honrarias durante os dias de festa. Uma noite de gala, onde a beleza e o chame da mulher capelense desfilam pelas passarelas.
Durante os dias de festa, milhares de visitantes têm a oportunidade de saborear pratos típicos, guloseimas que ajudam a fazer a fama da Capital do Milho Verde. Milhares de espigas de milho verde são transformadas por mãos capelenses em sopa, virado, bolo, sorvete, suco, pastel caipira, curau, pamonha ou apenas em espigas de milho cozida, tudo cuidadosamente preparado para nutrir os visitantes.
Além do espaço gastronômico, a Festa do Milho Verde reserva algumas atrações, tais como bailes e shows abrilhantados por bandas e grupos tradicionais da cidade e da região, além da apresentação de artistas de renome. Os recursos são revertidos em favor de entidades e projetos sociais do município. Os produtos de milho comercializados na festa são naturais e preparados na hora. Nada é congelado. Verdadeiras delícias que só quem vem a festa pode provar e comprovar.
Festa do Peão Boiadeiro

No final de março é hora do capelense lustrar a fivela, calçar as botas e vestir o chapéu e se entregar a uma das suas paixões: a festa de rodeio. Há mais de 17 anos, durantes as comemorações do aniversário da cidade, juntamente com a Festa do Milho Verde, é realizado também a Festa do Peão Boiadeiro da cidade. O Centro de Eventos e Tradições João Mori Lopes (CETCA) respira e transpira o clima de rodeio.
Trata-se de uma das festas com maior participação popular na cidade, que a cada realização vem se destacando no cenário regional, como um dos mais importantes eventos do gênero. Uma arena é montada no local no CETCA, onde um público superior a 10 mil espectadores comparecem durante todas as noites de festa, para acompanhar as montarias em touros e cavalos. Após um verdadeiro espetáculo proporcionado pelos bravos peões e ginetes, a noite se encerra com shows e apresentações artísticas.
Durante os dias a diversão fica por conta da Prova de Laço, com a participação de tropas e laçadores gabaritados e renomados da região. Uma ampla estrutura de entretenimento também é montada para a diversão do grande público, tais como, parque de diversão, hall de exposição, barracas de comes e bebes típicos. Tudo para garantir diversão e conforto para os visitantes. O rodeio em Capela do Alto é mais pura carga de adrenalina e emoção, onde você é o nosso convidado para fazer parte desta festa.
Festa da Mandioca

A comunidade do Distrito do Porto realiza anualmente - geralmente no mês de setembro - um evento que vem se consolidando no calendário cultural de Capela do Alto: a Festa da Mandioca. A cada edição uma vasta programação é preparada pelos organizadores, com eventos religiosos, apresentações artísticas regionais, concursos apresentações de viola e competições de rodeio, além das guloseimas feitas com o produto.
Através de sopas com costelinha de boi, bolos doces e salgados, bom-bocados, ou até mesmo generosas porções de mandioca, são inúmeras as variações de pratos que os visitantes podem apreciar durante os dias de festa. Mas sucesso garantido mesmo fica por conta dos concursos pitorescos, como o que escolhe a maior e mais pesada mandioca, além do disputadíssimo concurso de beleza, que escolhe a rainha e as princesas da Mandioca.
Festa de São Francisco de Assis

As quermesses promovidas pela comunidade católica são muito aguardadas e atraem muitas pessoas para o município. Uma delas é a Festa de São Francisco de Assis: o padroeiro de Capela do Alto. As comemorações transcorrem durante a primeira semana de outubro, tendo sua data máxima no dia 4 de outubro. Um programa especial é preparado pela comunidade católica, que é sempre precedida pelas novenas e missas na Igreja da Matriz. Numa das solenidades, os devotos e fiéis católicos tem a oportunidade contemplar uma relíquia, com ossos do santo padroeiro.
Os festejos reservam uma série de atrações culturais. Uma oportunidade para que todos apreciem os quitutes e guloseimas preparadas pelas voluntárias da igreja. Sopa de Milho Verde, Bolinhões de Frango, Pastéis Caipira, além de outros salgados e doces típicos, são alguns dos pratos que podem ser degustados pelos freqüentadores da festa. Diversas apresentações artísticas acontecem durante os dias de festa."





Milho: principal produto agrícola do município


Sub produtos do milho presente na tradicional 
Festa do Milho de Capela do Alto



ACERVO FOTOGRÁFICO


Oitava Festa da Mandioca


APAE


Facebook da Prefeitura


 Corrida Pedestre e Festa do Trabalhador 2014


Desfile Cívico 2015


Festa do Milho 2015



Matriz de S. Francisco de Assis



Praça ao lado da igreja



Shangri-La Ind. e Com. de Espanadores



Terminal Rodoviário



Acampamento Sítio Bom Pastor



Pousada Viajante



Praça e rua no centro da cidade



Rodovia Raposo Tavares duplicada no município


Fontes: http://www.capeladoalto.sp.gov.br/galeria-de-fotos
             http://www.cidade-brasil.com.br/foto-capela-do-alto.html









DEDICATÓRIA




Dedico esta postagem a um filho do de Capela do Alto, nosso amigo e ex companheiro de muitos anos de trabalho na Cia. Brasileira de Alumínio, o José Antonio Corrêa, que traz incorporado à sua pessoa o apelido com o nome da cidade natal: Zé Capela.
Estendemos a homenagem à sua família.



CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.



SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM



Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com









sábado, 4 de fevereiro de 2017

ÁRVORES:LINDAS E NECESSÁRIAS, MAS ÀS VEZES, PERIGOSAS

APRESENTAÇÃO


Em Mairinque, na década de 1970 na primeira administração do prefeito Antonio Alexandre Gemente foram plantadas na cidade, árvores como essas das fotos, chamadas Quaresmeira. Foi feito um estudo e levado em conta fatores como crescimento não muito elevado, raiz profunda (tipo pião), etc.
Anualmente, na época apropriada as árvores (havia também da espécie conhecida como Pata-de-Vaca) eram podadas com muita técnica por um funcionário da prefeitura que era de origem japonesa, o Sr. Gengi Kawakubo. Assim a cidade ficava (e creio que continua ficando) bonita e sem oferecer perigo de queda da árvore toda ou de galhos quando ocorrem tempestades, como está acontecendo agora. Exceção: Haviam árvores maiores na Praça Central).
Aqui em Sorocaba, em São Paulo e em muitas outras cidades as árvores crescem livremente, como se estivessem na floresta (onde elas ou parde delas caem naturalmente, sem causar dano, pois isso faz parte da Natureza).
Temos em nosso bairro muitas dessas árvores conhecidas como Chapéu de Praia, que são frágeis e crescem vertiginosamente, devendo ter seu crescimento controlado (eu fazia isto dentro da minha pequena chácara em Araçoiaba). Corta-se o "ponteiro" e parte da galhada.
As que existem na rua onde moro estão enormes e ao invés de poda/controle, o que foi feito foi isolar os cabos condutores de energia que passam pelo meio delas e acabam envolvidos pelas copas.
Com a palavra, quem deve ou deveria cuidar tecnicamente dessa área tão importante para o meio-ambiente.

MANEJO – A PODA DAS ÁRVORES EVITANDO DANOS AO PATRIMÔNIO E À VIDA

É bastante frequente a queda de árvores ou parte delas quando ocorrem chuvas torrenciais acompanhadas de fortes ventos. Não raro, são atingidas residências, veículos e a rede de energia elétrica.
Leigo no assunto, me parece no entanto que a arborização, tão útil nas cidades, deveria ser formada por espécies que não atinjam grandes portes e tenham certas características como o tipo da raiz que não pode ser daquelas muito superficiais, mas sim daquelas que se aprofundam bastante no solo.
Assim, além do texto que utilizei na “Apresentação” deste trabalho, transcrevo de um manual especializado, ao final devidamente identificado,  os critérios que devem ser adotados na poda das árvores para que, de um lado elas continuem exercendo seu importante papel na Natureza sem no entanto crescer descontroladamente, provocando desastres que, em alguns casos, chegam a provocar, além dos danos materiais, a morte de pessoas. Eis o texto, um tanto longo, porém muito esclarecedor:
“A palavra poda pode ser entendida como a retirada de partes de uma planta. Esta operação visa a execução de um conjunto de cortes com finalidades diversas, como o estímulo ao crescimento, à floração, à frutificação (ações comuns na fruticultura) ou mesmo a formação de madeira livre de nós, visando aumentar seu valor comercial pela melhoria de sua qualidade (prática rotineira na silvicultura). 

A poda pode também servir para a eliminação de ramos mortos, doentes ou indesejáveis, seja por sua posição inadequada, seja por características estéticas. Portanto, a poda nada mais é do que a remoção, sob determinadas técnicas, de partes de uma planta com o objetivo de melhorá-la em algum aspecto de interesse da sociedade. A poda em árvores urbanas é a prática mais comum de manejo.

Tem como principal objetivo o desenvolvimento de árvores seguras, com aspecto visual agradável e compatíveis com o local onde estão inseridas. É usada principalmente para a solução de conflitos, tais como a interferência de partes da árvore com a rede elétrica, com a iluminação pública, com a sinalização de trânsito ou mesmo com as fachadas de edificações. Em algumas situações, também é usada nas raízes, devido a danos às redes subterrâneas de serviços.

 Para que produza os resultados esperados, a poda deve ser aplicada com moderação e oportunidade, considerando o funcionamento natural da árvore, pois, se mal praticada, causa agressões a ela ou mesmo problemas futuros de manejo, pois: • O processo de fechamento da lesão provocada pelo corte pode não ocorrer por completo ou mesmo em tempo hábil para evitar o ataque de organismos decompositores de madeira ou causadores de doenças. • Pode estimular a brotação de ramos denominados “ladrões” que são mais susceptíveis às quebras proporcionadas por ações climáticas. A poda pode ser utilizada com as seguintes finalidades: • Corrigir defeitos estruturais, possibilitando uma ligação mais forte dos galhos com o tronco. • Melhorar aspectos estéticos. • Corrigir a copa de árvores danificadas. • Adequar a copa a outros componentes da paisagem urbana. • Manter distância de segurança entre os galhos da árvore e condutores de energia elétrica. • Reduzir o potencial de risco de acidentes. 59 6 Manejo da arborização urbana Como as árvores reagem à poda A perda de galhos é um processo natural numa árvore e está relacionada à maturação do indivíduo e mesmo à sua senescência.

Na maioria das vezes a perda se dá em função do sombreamento a que os galhos ficam sujeitos, comprometendo sua capacidade de realizar fotossíntese e contribuir para o funcionamento da árvore. Para minimizar um possível prejuízo potencial com a poda, é preciso estar atento a algumas características importantes relacionadas aos galhos e sua relação com a árvore. A análise das características morfológicas do galho permite avaliar a sua atividade e desenvolvimento, facilitando a decisão sobre o momento e o local mais adequado para seu corte. 

A maioria das espécies possui mecanismos para reagir à perda de galhos, como proteção contra a ação de organismos degradadores ou causadores de doenças. São reações fisiológicas que ocorrem nas células do tronco e da base do galho, criando barreiras para impedir o avanço de organismos, como fungos e bactérias, no momento da perda do galho. Este processo de proteção recebe o nome de compartimentalização da lesão e, mesmo não sendo igual para todas as espécies, segue um modelo básico constituído de quatro etapas: Os elementos da base do galho são: • A crista de casca, representada pelo acúmulo de casca na parte superior do galho, na inserção com o tronco. • O colar, porção inferior do galho, também localizado na inserção com o tronco. • A fossa basal é uma depressão que surge no tronco abaixo da base dos galhos que já não contribuem mais para o crescimento da árvore.

 Reação 1 – Produção de compostos químicos pelas células próximas à base do galho que dificultam a dispersão de organismos contaminantes para o interior do tronco, quando da queda do galho. Reação 4 – Recobrimento da lesão com a multiplicação de novas células e consequente isolamento do interior do tronco em relação ao ambiente externo. Reação 3 – Aumento da atividade metabólica junto ao ponto da queda do galho, para dar início ao processo de cicatrização do ferimento. Reação 2 – Obstrução efetiva de vasos que dão acesso ao interior do tronco, através da deposição de resinas, gomas ou cristais. Crista da casca Colar Fossa basal Manual de Arborização 60 Quando os galhos vitais e de grandes dimensões se quebram ou são eliminados mediante podas, a planta normalmente não está preparada para esta perda, podendo ocorrer: • Compartimentalização incompleta: devido à presença de células já mortas no centro do galho, uma vez que o processo de compartimentalização depende da atividade de células vivas. • Brotação de gemas epicórmicas: estímulo de gemas dormentes na casca do tronco, dando origem a galhos que apresentam uma ligação deficiente com a parte central do tronco, podendo se constituir em fator de risco no futuro. • Queima da casca: devido à exposição súbita dos galhos remanescentes a temperaturas mais altas geradas pela insolação direta, podendo ocorrer a morte das células na parte exposta da casca, prejudicando sensivelmente a árvore. Fatores que prejudicam a compartimentalização: • Tratamento da superfície do corte com inibidores de crescimento de organismos causadores de doenças (fungicidas, caldas etc.) ou pinturas protetoras, pois interferem no processo natural da compartimentalização. • Lesão no colar ou na crista da casca: comprometimento do processo de compartimentalização, podendo se tornar porta de entrada para contaminação de organismos causadores de doenças. Fatores que favorecem a compartimentalização: • Diâmetro do galho retirado: a poda deve ocorrer em galhos mais novos e, portanto, mais finos. • Época do ano: células têm maior atividade no período vegetativo, sendo por isso a época mais propícia para a realização da poda. 

Etapas do processo de compartimentalização 1. Inicial. 2. A Técnicas de poda A poda deve ser efetuada de acordo com o estado anatômico e fisiológico do galho. Galhos com diâmetros menores devem ser cortados no limite entre o colar e o galho, sem lesionar a crista e o colar. Estes cortes normalmente são oblíquos em relação à superfície do tronco. Os galhos pesados, com diâmetro acima de 5 cm, exigem o corte em três etapas: Em algumas situações, o corte de um galho pode ser feito de baixo para cima, em um único lance, desde que o galho não esteja sendo forçado pelo seu próprio peso, visando preservar o colar e a crista da casca intactos. Isto poderá ser necessário quando o equipamento não puder ser corretamente posicionado na parte superior do galho, devido a um ângulo de inserção muito pequeno. 

Através do primeiro e segundo cortes, pode se dar uma direção de queda ao galho, sendo possível assim desviar obstáculos entre o galho e o solo, como fios de energia elétrica ou de telefone, beirais de telhados ou mesmo outras plantas no solo. Com o auxílio de cordas este direcionamento se torna ainda mais fácil. 6 Manejo da arborização urbana 1º Corte – Inferior: para evitar danos ao colar, na quebra. 2º Corte – Superior: mais afastado do tronco, para eliminação do galho. 3º Corte – Acabamento: junto ao colar e à crista de casca. Manual de Arborização 62 A qualidade da poda é definida por cortes corretamente posicionados e executados. Os defeitos mais comuns nos cortes são: É importante que se tenha em mente que podas mal feitas, de alta intensidade e repetidas constantemente podem acelerar a morte da árvore. Além de diminuir a vida útil da planta, podas drásticas ou realizadas sem considerar as técnicas apropriadas podem criar situações de risco futuro – acidentes provocados pela queda de galhos ou mesmo da árvore inteira. 2. Desproporção entre diâmetros de galhos: quando a poda dos galhos é realizada muito tardiamente, em galhos de grandes diâmetros. 1. Tocos residuais ou cabides: quando o corte foi feito muito afastado do tronco, o que impossibilita o processo de cicatrização da ferida. 4. Linhas de corte irregulares: quando o corte deixa porções de galho ou lesiona o colar. 3. Lesões: são causadas pela ferramenta de poda, na crista ou no colar do galho a ser podado ou em galhos próximos. 5. Lascas: quando o galho quebra antes de concluído o corte. 63 6 Manejo da arborização urbana 

Principais tipos de poda: Conforme o estágio de desenvolvimento da árvore, duas categorias de poda podem ser utilizadas, exigindo cada uma delas ferramentas e equipamentos próprios, visando garantir assim um trabalho eficiente e seguro:

 1. Poda de formação (ou educação) Usada na fase jovem da árvore, através do corte de galhos mais finos, visando a obtenção de uma copa bem conformada, respeitando o modelo arquitetônico da espécie e adequado às características do local de plantio. Seu objetivo é orientar o crescimento da copa da árvore, eliminando precocemente os: • Galhos baixos que dificultarão a passagem de pedestres e veículos, obstruirão luminárias ou outros equipamentos. • Galhos com inserção defeituosa ou que cruzam a copa. • Galhos com atritos entre si que possam provocar danos no lenho. • Galhos desorganizados em relação ao modelo arquitetônico original da espécie. • Galhos com direção de crescimento tendendo causar conflitos com redes aéreas de serviço. Neste tipo de poda, a copa é mantida com a parte interna aberta e com um número adequado de ramos laterais. Essas características trazem vantagens, como maior iluminação e aeração da copa, facilidade nos tratamentos sanitários e obtenção de árvores menos vulneráveis a ventos fortes. 

2. Poda de manutenção Usada na fase adulta da árvore, buscando evitar eventuais quebras de galhos secos ou mal formados ou para manter a convivência da copa com os equipamentos urbanos instalados no seu entorno. A poda de manutenção pode eliminar galhos onde o processo natural de compartimentalização já tenha sido iniciado ou não. No primeiro caso, deve ser dada especial atenção às características morfológicas da base do galho e sua relação com a árvore. Basicamente, são eliminados os galhos secos, doentes, apresentando baixo vigor e aqueles fracamente ligados à árvore. No segundo caso, quando o processo natural de compartimentalização ainda não foi iniciado, também se deve dar especial atenção à proteção da base do galho e busca-se realizar a poda para contornar conflitos. O procedimento ideal para o corte do galho, neste caso, é realizado em duas etapas: • Na primeira, o galho deve ser cortado a uma distância de 50 a 100 cm do tronco, para provocar a ativação dos mecanismos de defesa. • Na segunda, após um ou mais períodos vegetativos, o galho restante deve ser cortado junto ao tronco, concluindo a operação de remoção do galho.”


ACERVO ILUSTRATIVO



Capa do Manual de Arborização elaborado pela 
CEMIG, do qual extraímos textos e fotos



Instruções para arborização



Ciclo da árvore


Manutenção da árvore


Praça arborizada


Floresta


Poda correta


Poda (2)


Poda (3)



Remoção de árvores


Alecrim


Escumilha-africana


Ipê-amarelo


Ipê-branco


Sibipiruna


Tipuana

Sugestão: Quem tiver interesse de conhecer o manual no seu todo ou em parte é só clicar em: 






CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.



SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM




Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com