quinta-feira, 25 de maio de 2017

A VISÃO DOS OSSOS SECOS: SIGNIFICADO

APRESENTAÇÃO             

         Esta é, talvez, uma das mais impressionantes narrativas da Bíblia Sagrada. Trata-se de uma visão que o Senhor deu ao profeta Ezequiel durante o exílio do povo hebreu na Babilônia.
         Mas qual é o significado da visão? Quais os ensinamentos que o texto nos traz?
         Selecionei dentre os estudos que encontrei na internet este, que é na verdade um pouco extenso, porém completo e esclarecedor.
Aprendamos juntos sobre esse legado profético do Velho Testamento.

"Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles. Eram mui numerosos na superfície do vale e estavam sequíssimos.
Então, me perguntou: Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos? Respondi: SENHOR Deus, tu o sabes.
Disse-me ele: Profetiza a estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR. Assim diz o SENHOR Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis. Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que eu sou o SENHOR.
Então, profetizei segundo me fora ordenado; enquanto eu profetizava, houve um ruído, um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam, cada osso ao seu osso. Olhei, e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes, e se estendeu a pele sobre eles; mas não havia neles o espírito.
Então, ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.
Profetizei como ele me ordenara, e o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso.
Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados.
Portanto, profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. Sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo meu. Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o SENHOR, disse isto e o fiz, diz o SENHOR."
Porque Deus dá essa visão à Ezequiel?
O profeta havia relatado a desolação que aconteceu na terra prometida nestes versículos: 5:14; 12:20; 23:33; 36:34. A despeito disso, o capítulo 37 é uma resposta de Deus para uma pergunta feita pela nação de Israel no capítulo 33:10:
Assim falais vós: Visto que as nossas prevaricações e os nossos pecados estão sobre nós, e nós desfalecemos neles, como, pois, viveremos?
Nesta visão dada por Deus à Ezequiel, o profeta entende que o Espírito de Deus reconstruiria os ossos mortos em uma nação, dando-lhes tendões, carne, pele e o sopro da vida.
Importa destacar que estes versículos devem ser lidos e interpretados em conjunto com a mensagem que se iniciou no capítulo 34 do livro de Ezequiel. A partir deste capítulo, o Senhor falou de um novo pastor (liderança) e novas oportunidades na terra de Israel (capítulo 35), com a esperança renovada para o crescimento e prosperidade (capítulo 36).
Estas promessas tão esplêndidas foram recebidas, logicamente, com dúvidas e incredulidade pelo povo de Israel. Vários exilados tinham testemunhado a total devastação de suas cidades. Além disso, estavam vivendo sob o punho de ferro dos babilônios, um país tão poderoso que uma mudança de dominação mundial parecia impossível nos próximos séculos. O povo de Israel via muitos aspectos negativos que os impedia de terem uma esperança de uma nação renovada. Como poderia vir, então, a restauração?
A resposta é: somente pelo poder de Deus! Deus regeneraria a nação de Israel, tornando-a forte e poderosa.
O Espírito do Senhor pôs Ezequiel “no meio de um vale” (v.1). Este vale havia sido o cenário de uma grande batalha e um enorme massacre: “o vale estava cheio de ossos” (v.1). Os mortos foram deixados onde caíram e ninguém se preocupou em sepultá-los.
Deus fez Ezequiel “andar ao redor dos ossos” (v.2), pois queria que o profeta tivesse uma ideia do número de vítimas e entendesse que ali não havia mais esperança de vida. Entretanto, Deus reafirma ao Seu povo, através desta visão, que Ele tem o poder de dar vida ao que está morto e que para Ele nada é impossível (Mc 10:27).
Deus explicou a Ezequiel que “estes ossos eram toda a nação de Israel” (v11), pois representavam a multidão de Seu povo. A aplicação havia de ser a toda casa de Israel, que incluía tanto o Reino do Norte como o Reino do Sul.
Alguns eruditos acham que Ezequiel teve a visão do vale dos ossos secos por volta de 585 a.C. Isto indica que a maioria dos cativos levados a Babilônia com o rei Joaquim haviam estado no exílio por mais de uma década. Muitos outros, como Daniel e reféns reais que os precederam, já estavam no cativeiro há pelo menos 20 anos (desde a primeira deportação em 606 a.C.). A destruição de Samaria em 722 a.C, e mais tarde a de Jerusalém, no ano 587 a.C, foram experiências dramáticas e traumáticas. Muitos israelitas “perderam a fé“, ou pelo menos viram suas esperanças reduzidas a pedaços por um Deus que parecia ter abandonado Seu povo à triste sorte (Is 49:14).
Os falsos profetas haviam anunciado que Israel ficaria pouco tempo (dois anos) no exílio babilônico. Mas, com o passar dos anos, a esperança dos exilados foram frustradas. Desvanecera-se toda a esperança de um exílio de pouca duração. Desalentados, os judeus consideravam-se como ossos mortos, branqueados pelo tempo, e espalhados à entrada da sepultura, incapazes de viver outra vez como nação. Segundo o profeta Ezequiel, muitos deportados estavam mais do que desanimados. Esta situação levou os exilados Israelitas a dizerem: “Nossos ossos se secaram e nossa esperança desvaneceu-se; fomos exterminados” (v. 11), visto que também o povo foi espalhado por todas as nações e isolados uns dos outros (conforme afirmam os livros de Jeremias e 2ªReis).
O povo não tinha mais esperança de um futuro melhor. A esperança é essencial à sanidade mental das pessoas. Por isso o sábio declarou: “A esperança que se adia faz adoecer o coração” (Pv 13:12). A perda da esperança produz cada vez mais a separação de Deus. Por isso, o Senhor tomou a iniciativa e deu ao profeta Ezequiel uma visão maravilhosa – uma mensagem de esperança para o povo.
Quanto à quantidade de ossos, Ezequiel observou que eram “mui numerosos” (v.2). Isso ilustra o grande número de israelitas no exílio. A nação que outrora fora muito poderosa era agora um vale de ossos. Além disso, os ossos estavam muito secos. Eles foram branqueados em conseqüência da exposição ao sol. Aparentemente, não havia mais esperança de restauração.
Deus perguntou a Ezequiel: “Filho do homem (quer dizer: homem mortal), acaso poderão reviver estes ossos?” (v. 3). O que Ezequiel poderia lhe responder? A resposta para aquela pergunta parecia óbvia. O que nós responderíamos? Humanamente falando, deveríamos responder com um sonoro “não” àquela pergunta divina. Os céticos e os incrédulos diriam: Isso é impossível!
No entanto, Ezequiel conhecia o incrível poder de Deus, de modo que respondeu, dizendo: “Eu não sei, mas Tu o sabes.” Seu senso como homem mortal lhe dizia que era impossível; mas por reverência a Deus, respondeu: “Senhor Deus, Tu o sabes.
Ezequiel sabia que estes ossos secos poderiam reviver por que Deus podia criar algo do nada absoluto, ademais, o profeta sabia que Deus sempre cumpre Suas promessas. É por isso que o apóstolo Paulo disse: “Pois tantas quantas forem as promessas feitas por Deus, todas elas têm em Cristo o ‘sim’. Por isso, por meio dele, o ‘Amém’ é pronunciado por nós para a glória de Deus” (2 Co 1:20).
Deus havia advertido séculos antes que os israelitas seriam levados ao cativeiro, mas também fez promessas de que os traria de volta das terras estrangeiras (Dt 4:27-29; 30:1-3; 2 Cr 6:36-38; Is 10:22; Os 3:5; Jr 30:10, etc.). A confortante mensagem para Ezequiel era que os ossos secos poderiam viver novamente, porque esse era o plano de Deus. Sobre isso, Deus falou por meio do profeta Jeremias:
Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado por vós, diz o SENHOR, e farei mudar a vossa sorte; congregar-vos-ei de todas as nações e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o SENHOR, e tornarei a trazer-vos ao lugar donde vos mandei para o exílio. (Jr 29:11-14)
O que Deus planejou pode tardar por causa das rebeliões humanas, mas os Seus planos jamais podem ser frustrados:
Bem sei que tudo podes, e que nenhum dos teus planos pode ser frustrado. (Jó 42:2)
O Senhor levará adiante os planos que tem para com o seu povo ao longo da história.
Deus demonstrou que o processo de reavivamento em Israel ocorreria respectivamente em duas etapas:
A primeira etapa consistiria na pregação da Palavra de Deus: “Então ele me disse: Profetize a estes ossos e diga-lhes: Ossos secos ouçam a palavra do Senhor!” (v. 4). Conforme se observa na criação e por toda a Escritura, a palavra de Deus tem um tremendo poder. Ele trouxe o mundo à existência com as palavras de Sua boca e a Sua palavra fará que o mundo chegue a seu fim (2 Pe 3:7).
Deus disse a Ezequiel para profetizar sobre aqueles ossos e dizer-lhes: “Ossos secos, ouçam a palavra do Senhor!“. Ironicamente, Ezequiel alcançaria melhores resultados profetizando sobre aqueles ossos secos do que pregando para as pessoas vivas em Israel.
O Senhor deu a Ezequiel uma visão das coisas que haveriam de acontecer. Disse que poria tendões e faria crescer carne naqueles ossos secos e os cobriria de pele. Finalmente, poria dentro deles o “fôlego de vida” e os faria viver novamente (vs. 5, 6).
Ezequiel, então, profetizou para aqueles ossos e, enquanto estava falando, Deus começou sua surpreendente obra. Durante o sermão de Ezequiel, ocorreu uma comoção. Um tremor perturbou sua mensagem. Era o ruído que os ossos secos faziam ao articularem-se, enquanto se juntavam uns aos outros, movendo-se cada um ao lugar que lhe correspondia no corpo. A versão da Sociedade Bíblica Brasileira traduz o verso 7 como segue: “Assim profetizei, como fui ordenado. Enquanto eu profetizava, houve um estrondo, e eis que se fez um terremoto, e os ossos se achegaram osso ao seu osso”. O “ruído” que se descreve não foi um terremoto, mas o barulho dos ossos que se encaixavam. Todos os 206 ossos do corpo humano se encaixaram em seu lugar. A frase “cada osso ao seu osso” representa uma completa restauração da nação israelita.
Logo após, os tendões, a carne e a pele apareceram sobre os ossos. Todo o vale estava cheio de corpos humanos. Porém, faltava algo. Ao final, o profeta fez uma constatação significativa: “não havia neles o fôlego de vida” (v. 8). O que havia acontecido era algo extraordinário, mas os “ouvintes”, no entanto, ainda consistiam em homens sem vida.
Da mesma forma como havia sucedido com outros grandes profetas de Deus, que haviam pregado grandes mensagens àquele povo, que se estilhaçaram contra ouvidos surdos (Is 6.10), pode ser que aos servos de Deus se lhes mande pregar a uma “igreja morta”. Não obstante, homens fiéis pregam seus sermões, crendo no poder da Palavra de Deus, para levar vida àqueles que estão mortos.
A segunda etapa do reavivamento consistiria no enchimento do Espírito Santo:
E ele me disse: Profetiza ao Espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao Espírito: Assim diz o Senhor DEUS: Vem dos quatro ventos, ó Espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. E profetizei como ele me deu ordem; então o Espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo.” (v. 9,10)
Assim como Deus amorosamente soprou o “fôlego de vida” nas narinas de Adão, de modo que este “se tornou um ser vivente” (Gn 2.7), Deus mandou que Ezequiel profetizasse ao Espírito pedindo a Ele para que outorgasse vida a este vasto exército de cadáveres.
Afirmar que o Espírito viria dos “quatro ventos“, significa dizer que Ele viria de todas as direções, ou seja, dos quatro cantos da terra (Ez 7.2). O Espírito do Senhor não procede dos ventos, no sentido de identidade com eles, mas de todos os cantos da terra. Temos aqui, portanto, o sentido da onipresença e plenitude do Espírito, para infundir naqueles corpos mortos o fôlego de vida.
Qual é o significado dessas duas etapas?
A diferença entre elas certamente se encontra no sentido das expressões proféticas de Ezequiel: primeiro ele dirige-se aos ossos, ordenando que eles ouçam; e depois, ao Espírito de Deus, invocando a sua inspiração. A primeira etapa deve ter sido muito semelhante à ocupação de Ezequiel, exortando pessoas sem vida a ouvirem a palavra de Deus. O efeito era limitado: aconteceu algo fora do comum, houve barulho, houve movimentação, mas os ouvintes ainda eram pessoas mortas. A segunda ação equivaleu ao ato de orar, pois Ezequiel suplicou que o Espírito de Deus efetuasse o milagre da recriação, soprando o fôlego de vida nas narinas dos seres viventes. Desta vez o efeito foi surpreendente. O que a pregação não conseguiu realizar por si mesma, tornou-se uma realidade pela oração.
O fiel profeta fez como lhe foi mandado e, igualmente como suas demais profecias, viu os resultados imediatos.
É interessante notar que, em toda a visão, Ezequiel havia atuado recebendo ordens e descreveu sua obediência implícita aos mandamentos de Deus (vs. 7 e 10). Ao fazer isto, ele realça que o avivamento é obra de Deus, do princípio ao fim. Se o homem desempenha alguma parte dela, somente o faz por obedecer a direção de Deus. O mesmo se pode dizer da contribuição do homem a qualquer avivamento espiritual.
O Espírito fez sua obra e um exército grande em extremo se encheu de vida, estando sobre seus pés e atentos. Foi deste modo que a visão terminou.
Deus prometeu que daria vida a Seu povo morto, colocando neles o seu Espírito e o traria de volta a terra de Israel. Ele disse: “Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra” (v. 14).
O poder humano jamais poderia dar vida àquela nação morta. Pelo poder do Espírito, eles seriam libertos de suas sepulturas no cativeiro, se lhes restituiria o favor divino, e haveriam de retornar à terra amada: “Eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel” (v. 12). “Trazer” é uma palavra chave, que aparece com freqüência neste livro (56 vezes) e em Jeremias (cerca de 40 vezes). Seu significado é visto neste evento como algo que acontece por intervenção divina. Somente Deus poderia trazer os israelitas de volta à sua terra.
Ao repetir uma das frases chave do livro de Ezequiel, Deus declarou que esta ação ensinaria a Israel que Ele é Senhor Jeová: “Sabereis que eu sou o SENHOR” (v. 13). Esses eventos lhes ensinariam a lição mais importante de que Deus é o Senhor Jeová e que Ele é Soberano.
O povo exilado reconhecia que não tinham esperança, pois tudo dava sinais de estarem perdidos. Deus referiu-se a eles como se estivessem sendo sepultados. Mas o Senhor procurou aquietar a lamentação e o pranto de Seu povo com a gloriosa promessa de que “ressuscitaria” a nação e tornaria a estabelecê-la na terra que lhe havia dado. Quando eles saíssem de suas sepulturas, ninguém poderia reivindicar reconhecimento para si mesmo: “Então, sabereis que eu, o SENHOR, disse isto e o fiz, diz o SENHOR” (v. 14). Aquele seria um ato exclusivo de Deus!
Agora, o plano estava completo. Em primeiro lugar, deveria haver a restauração física, a qual Deus fez quando ressuscitou a nação morta, levantando-os da sepultura (cativeiro). Em segundo lugar, a restauração espiritual era necessária, pois um povo espiritualmente vivo teria condições de obedecer às exigências da Aliança feita com o Senhor (Ez 36:27).
De maneira sobrenatural, o Espírito de Deus usou o rei Ciro como instrumento na “ressurreição” de Israel como nação. O decreto do rei, divulgado por todo o seu reino (Esdras 1), como que foi para os exilados um sopro revivificador. A nação pôde se levantar da sepultura do seu exílio, como um poderoso exército, marchando harmoniosamente em direção à pátria, para reassumir sua posição entre os países vizinhos.
O vale de ossos secos contém muitos ensinamentos. Ele retrata uma nação em ruínas, que Deus prometeu vivificar, reformar e restaurar, como antecipação da vinda do Messias. O poderoso Espírito que reavivou a Israel ainda é capaz de avivar todos aqueles que estão mortos espiritualmente: “Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará” (Ef 5:14).
Transcrito e adaptado de: Daniel Miranda Gomes
Fonte: http://www.raciociniocristao.com.br/2015/08/significado-visao-vale-ossos-secos/


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil.

E-mail: prebwilson@hotmail.com

segunda-feira, 22 de maio de 2017

MAIRINQUE E A IMPRENSA

APRESENTAÇÃO

         Assim como fizemos com outros sub títulos de nossa postagem denominada Pequena História do Município de Mairinque, estamos elaborando também este trabalho, dando-lhe uma formatação própria e enriquecendo-o com fotos das pessoas citadas no texto.
         Trata-se de matéria publicada na Revista Mairinque 94 Anos – Edição Comemorativa, sendo que um exemplar da mesma está guardada em nosso arquivo pessoal.
Vamos ao texto:

Assim como Mairinque já teve seus primeiros clubes, primeiras escolas, também preencheu nossa História seus primeiros jornais. Tivemos como primeiro jornal o "25 de Julho" - fundado em 1925 - O ORGAM OFFICIAL da Sociedade Beneficente "25 de Julho" que teve como redator Admur Antunes. Os primeiros números foram rodados na "Typographia Democrata", movida à eletricidade.
Fazia parte da Biblioteca "25 de Julho", hoje situada em Sorocaba, formada por ldaco Bertolini. Atualmente na sede da biblioteca em Sorocaba, existe uma foto do fundador da biblioteca e do jornal. O local da Sociedade Beneficente "25 de Julho" aqui em Mairinque, era situado onde hoje é a Academia da Mariângela.
O segundo jornal foi o "Mayrink Jornal" tendo como primeiro número em 21 de maio de 1949.
Sua sede era na antiga rua nº 3. Tinha como equipe: Presidente - Arganauto Ortolani; Redator Chefe - José Bertolini; Diretor Comercial - Fadul Bussamara; Secretário - Salvador de Camargo; Redator esportivo - Florindo Camargo.
Em 1951 aproximadamente, a equipe do jornal montou em Mairinque uma gráfica própria que imprimia o mesmo. Tivemos também o "MK em Noticias", cujo editor era Nilson Bertolini. Mais tarde em 01 de junho de 1981 foi fundado o MK Cidade por João Roberto Pinto Figueiredo e Mário Cesár J. M. Cintra, que depois cedeu suas quotas para Nélson Bertolini. Atualmente está circulando o nº 85 do jornal. Em janeiro de 1982, Paulo Assini Jr. e Eduardo José de Oliveira, fundaram o "Jornal de Mairinque", circulando cerca de 9 números de agosto de 1982 aproximadamente.
Circulou também uma revista intitulada "O Milagroso" editada pelo supermercado O Milagroso, de Narciso Joaquim Magalhães. O seu editor era Nelson Bertolini; o Chefe de artes: Mizael Vitório Garbim. O primeiro número circulou em março de 1973 e era mensal.

FOTOS DE ALGUMAS DAS PESSOAS MENCIONADAS NO TEXTO


Arganauto Ortolani


Nelson Bertolini



Toco Dias



Reinaldo Nunes


INFORMAÇÕES SOBRE IDACO BERTOLINI

Filho de Francisco Bertolini e Olympia Luchesi Bertolini, é natural de Piére Del’Afoscana na Itália onde nasceu aos 17-09-1881, tendo vindo com a família para Mairinque quando era muito novo.
Principal atividade: Pedreiro, tendo participado da construção da estação ferroviária da cidade, a primeira a ser edificada em concreto armado no Brasil. Participou da construção das casas da EFS na cidade.
Era um benemérito, sendo sempre um amigo disposto a trabalhar por tudo que fosse de interesse para o lugar. Foi casado com Judith da Costa Neves e teve os filhos Bruno, Francisco Rodolfo, Brasilina e Orphea, aqui residentes.

Participou da construção das casas da EFS na cidade.
Era um benemérito, sendo sempre um amigo disposto a trabalhar por tudo que fosse de interesse para o lugar. Foi casado com Judith da Costa Neves e teve os filhos Bruno, Francisco Rodolfo, Brasilina e Orphea, aqui residentes.


Natural de Sorocaba veio residir em Mairinque ainda criança e aqui viveu muitos anos de sua juventude. Casado com a professora Aparecida Dias Bertolini com quem teve a filha Raquel.
Principais atividades no Município: Magistério, jornalismo e organização da Festa do Pêssego.
Fonte: Livro Caminhos Percorridos (João R. Pinto Figueiredo - Pelica)


DOIS ÓRGÃOS DA IMPRENSA EM MAIRINQUE

"Caminhos Percorridos" (março de 1984), publicação
da imprensa mairinquense que marcou época
e é com satisfação que publicamos as matérias
nela contidas com a devida autorização de seu editor
Editor: João Batista Pinto Figueiredo, Pelica.



"Mairinque 94 Anos - Edição Comemorativa"
foi uma publicação extremamente importante
na imprensa de Mairinque. Tanto que 28 anos
depois a própria revista se tornou parte da
história

Equipe da Edição Comemorativa Mairinque 94 Anos: 

Edição Comemorativa
Mairinque - ( 94 Anos)
Realização: MOMENTO

Publicidade & Promoções Rua Dr. Gaspar Ricardo Jr., 30.
Fone, 428.3149
Capa: Toco
Diagramação:
Reinaldo Nunes  e Toco
Ricky E. Takeyama
Past-up e Apoio Visual Reinaldo Nunes, Toco
Ricky E. Takeyma
Fotolito:
Graphis Programação Visual
Redação:
Regiane A. Barros


CONCLUSÃO


         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil.

E-mail: prebwilson@hotmail.com







sábado, 20 de maio de 2017

O ESPÍRITO SANTO É DEUS OU É UMA FORÇA?

APRESENTAÇÃO


Eu, como cristão, servindo a Deus em uma Igreja Presbiteriana, acredito que Deus subsiste em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. É o que chamamos de Santíssima Trindade.

Encontramos respaldo bíblico para assim procedermos e, desejando compartilhar com outros, selecionei na internet este escrito que me pareceu adequado. Vamos a ele:


O Espírito Santo é uma pessoa ou é a "força ativa de Deus?" Gênesis 1.1,2

A MÁ INTERPRETAÇÃO: As Testemunhas de Jeová pensam que esse versículo diz que o Espírito Santo não é uma pessoa, e sim a força ativa de Deus. Deus utilizou declaradamente essa "força" na criação do universo. Uma vez que no hebraico o termo correspondente a "espírito" pode também ser traduzido como "vento", eles pensam que estão justificados por traduzir o termo como "força ativa" em Gênesis 1.2 (Should you believe in the Trinity?, 1989, pág.20).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: O termo hebraico ruach pode ter uma variedade de significados — incluindo "fôlego","vento" e "Espírito" (isto é, o Espírito Santo). Contudo, uma vez que as referên­cias ao Espírito Santo, tanto nessa passagem como em todas as demais ao longo das Escrituras, consistentemente provêem evidências acerca da personalidade desse elemento da Trindade, a tradução "força ativa" deveria ser excluída.

Em primeiro lugar, o Espírito Santo nessa passagem está comprometido com o ato da criação, que envolve uma ação inteligente no trabalho de formar o mundo. O próprio ato de "mover-se" sobre as águas implica um propósito inteligente.

Nas demais passagens do Antigo Testamento, o Espí­rito Santo manifesta os atributos de uma personalidade. Ele é capaz de ungir para um ministério de pregações (Is 61.1), e até mesmo se entristecer por causa de nossos pecados (Is 63.10; Ef 4.30). De fato, todas as característi­cas essenciais de personalidade são atribuídas ao Espírito Santo ao longo das Escrituras. Ele tem seus próprios pen­samentos. É dotado de razão (Rm 8.27; 1 Co 2.10; Ef 1.17), emoções (Ef 4.30) e vontade (1 Co 12.11). Uma mera "força" não possui esses atributos.

Além disso, o Espírito Santo pratica atos que somente uma pessoa poderia praticar. Por exemplo, Ele ensina (Jo 14.26), dirige (Rm 8.14), comanda (At 8.29), ora (Rm 8.26) e fala com as pessoas (Jo 15.26; 2 Pe 1.21).

Finalmente, o Espírito Santo é tratado como uma pessoa. Por exemplo, é possível alguém tentar mentir para Ele (At 5.3). Não se pode tentar mentir para uma força (digamos, para a eletricidade) ou para qualquer outra coisa impessoal. É possível mentir apenas para uma pessoa. Em vista de tais fatos, não se pode traduzir o termo ruach como "força ativa" quando aplicado ao Espírito Santo, porque está muito claro que Ele é uma pessoa. Veja mais comentários em Atos 2.4."

Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 

CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus

Fonte: http://desafioscristao.blogspot.com.br/2011/12/o-espirito-santo-e-uma-pessoa-ou-e.html

CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.
        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil.

E-mail: prebwilson@hotmail.com

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O ESPORTE EM MAIRINQUE

APRESENTAÇÃO

Esta postagem, como as putras que publicamos sobre o Município de Mairinque, é um desdobramento de nosso trabalho maior denominado “Pequena  História do Município de Mairinque”, que vc. pode acessar clicando aqui: http://wilson-ribeiro.blogspot.com.br/2012/05/pequena-historia-do-municipio-de.html

O trabalho na verdade é uma transcrição do texto publicado na Revista Comemorativa – Mairinque 94 Anos abordando o Esporte em Mairinque. Vamos ao texto
  
“Os Primeiros Clubes – O Esporte em Mairinque - Em 1920 os primeiros clubes esportivos foram o S. José e o Mairink Futebol Clube. Nessa época os recursos eram precários, onde os jogadores pagavam recibos e custeavam seus uniformes. Mas a vibração da torcida compensava todos esses esforços e em quase todos os jogos os jogadores eram recebidos com uma banda de música.
Na época faziam parte do time : Leão, Hélio Natale,  Fernandes, Chirú, Sr. Zé Angelini, etc. um fato curioso é que nos dias de treinos  dos atletas (que também eram operários da Sorocabana) a oficina dava seu apito meia hora antes  do habitual para que os mesmos pudessem treinar.  

SRM -
 Em 22 de novembro de 1903, fundou-se a "Sociedade Operária Musical e Recreativa Mayrink". Dela nasceu a Corporação Musical, que animava a população todos os domingos e feriados, com sua banda realizada no coreto da praça (hoje armazém de abastecimento). Após algumas alterações no decorrer dos anos, essa sociedade proporcionava aos sócios, sessões cinematográficas diárias com tela panorâmica. E em 09 de janeiro de 1937, a "Sociedade Operária Musical e Recreativa Mayrink, foi sucedida pela "Sociedade Recreativa Mairinque", que incorporou o patrimônio da primeira, constituído de móveis e imóveis, com sede atual (sede própria) à praça D. José Gaspar D’Afonseca, em Mairinque. A finalidade deste clube é de proporcionar a seus sócios diversões familiares, bailes, espetáculos cinematográficos, atividades culturais e recreações esportivas, contando atualmente com mais de 500 sócios. Em função do trabalho de seu atual Presidente, Dr. João Ideval Cômodo, foi reaberta a Biblioteca da SRM, à qual foi recomposta de livros novos, com entrada franca para o público em geral, principalmente para a classe estudantil, não sendo necessário estar vinculado ao clube para utilizar-se da biblioteca.
A atual Diretoria da Sociedade Recreativa Mairinque, cujo mandato expira-se em 31 de dezembro do corrente ano, está assim constituída: Presidente - Dr. João Ideval Cômodo;
Vice-Presidente - Dr. Paulo Assini Júnior; Secretário Geral - Sebastião Wiezbick; 1º Secretário - Osmir da Costa Mendes; 2º Secretário - Roberto Cômodo Mercado; Tesoureiro Geral - Dr. Juracy Lopes Câmara; 1º Tesoureiro. João Pires de Almeida; 2º Tesoureiro - Gilson Simões; Diretor Patrimonial - Joaquim Maria Silveira; Diretor Social - João André Pedrassi, Joaquim Carlos Silveira, Waldemir de Camargo e João Chesini Ir.; Conselho de Sindicância - José Toscano Filho, Benedito Xavier de Moraes e Nelson Braz Negrão.

CASM

Com a paralisação das atividades do Operário F. C., em 1937, ficou então a Vila de Mayrink sem representação esportiva. No dia 12 de março de 1940 foi realizada uma comissão composta pelos seguintes cidadãos: Elias Sódré, Sílvio Pedra Ramos, José Luiz Valim, Américo Pereira, José Gonçalves Silveira, João Benedito Espírito Santo, Francisco Merguizo, Francisco Rodolfo Bertolini, Pergentino Nascimento, Christóvão Mercado, Oswaldo Ghilardi e Álvaro Chagas, que tinham a incumbência de fazer um levantamento do esporte em Mairinque. Baseado nesse levantamento cujo resultado foi positivo ficou decidido então fundar o Clube Atlético Mayrink. Até que fosse formado um quadro social, os atletas colaboravam para com a manutenção do clube, pagando os recibos. Em 20 de março de 1940 foi eleita por nomeação a 1ª diretoria do Clube Atlético Mayrink, ficando assim constituída: Presidente: Silvio Pedra Ramos; Vice-Presidente: José Gonçalves Silveira; Iº Secretário: Álvaro Chagas; 2º Secretário: Francisco Rodolpho Bertolini; Iº Tesoureiro: Oswaldo Ghilardi; 2º Tesoureiro: Christóvão Mercado; Conselho Fiscal: Américo Pereira, José Luiz Valin e João Benedito E. Santos; Conselho de Sindicância: Elias Sodré, Pergentino Nascimento, Francisco Merguizo. Nessa mesma reunião ficou deliberado que as cores representativas do clube seriam: branco, azul e vermelho; e que o treinador seria o sr. Alan Rolin Barbosa. Em 17 de março de 1957, o Conselho Deliberativo sugeriu que fosse acrescido ao nome do clube uma designação alusiva a Estrada de Ferro Sorocabana e ficando portanto o nome de "Clube Atlético Sorocabana de Mayrink", ratificado em assembléia geral dos sócios em 25 de março de 1957. Na área esportiva, o CASM foi várias vezes campeão municipal, sendo que em 1956 foi campeão da 37ª região do Interior do Estado de S. Paulo. Conseguiu na época montar um grande esquadrão e que no ano de 1959 ingressou na 3ª divisão de Profissionais da Federação Paulista de Futebol, ficando até o ano de 1969. Atualmente o CASM é Bi-campeão Municipal e Intermunicipal. Hoje, o CASM, conta Com uma área de 33.535 m , onde foram construídos piscina, sauna, lanchonete e vestuário para piscina, campo de futebol, onde serão efetuados a construção do novo estádio, dentro das próprias dependências do Clube e no lugar do atual campo, o Ginásio de Esportes.

Esta postagem, como as outras que publicamos sobre o Município de Mairinque, é um desdobramento de nosso trabalho maior denominado “Pequena  História do Município de Mairinque”, que vc. pode acessar clicando aqui: http://wilson-ribeiro.blogspot.com.br/2012/05/pequena-historia-do-municipio-de.html

O trabalho na verdade é uma transcrição do texto publicado na Revista Comemorativa – Mairinque 94 Anos abordando o Esporte em Mairinque. Vamos ao texto
  
“Os Primeiros Clubes – O Esporte em Mairinque - Em 1920 os primeiros clubes esportivos foram o S. José e o Mairink Futebol Clube. Nessa época os recursos eram precários, onde os jogadores pagavam recibos e custeavam seus uniformes. Mas a vibração da torcida compensava todos esses esforços e em quase todos os jogos os jogadores eram recebidos com uma banda de música.
Na época faziam parte do time : Leão, Hélio Natale,  Fernandes, Chirú, Sr. Zé Angelini, etc. um fato curioso é que nos dias de treinos  dos atletas (que também eram operários da Sorocabana) a oficina dava seu apito meia hora antes  do habitual para que os mesmos pudessem treinar.  

SRM -
 Em 22 de novembro de 1903, fundou-se a "Sociedade Operária Musical e Recreativa Mayrink". Dela nasceu a Corporação Musical, que animava a população todos os domingos e feriados, com sua banda realizada no coreto da praça (hoje armazém de abastecimento). Após algumas alterações no decorrer dos anos, essa sociedade proporcionava aos sócios, sessões cinematográficas diárias com tela panorâmica. E em 09 de janeiro de 1937, a "Sociedade Operária Musical e Recreativa Mayrink, foi sucedida pela "Sociedade Recreativa Mairinque", que incorporou o patrimônio da primeira, constituído de móveis e imóveis, com sede atual (sede própria) à praça D. José Gaspar D’Afonseca, em Mairinque. A finalidade deste clube é de proporcionar a seus sócios diversões familiares, bailes, espetáculos cinematográficos, atividades culturais e recreações esportivas, contando atualmente com mais de 500 sócios. Em função do trabalho de seu atual Presidente, Dr. João Ideval Cômodo, foi reaberta a Biblioteca da SRM, à qual foi recomposta de livros novos, com entrada franca para o público em geral, principalmente para a classe estudantil, não sendo necessário estar vinculado ao clube para utilizar-se da biblioteca.
A atual Diretoria da Sociedade Recreativa Mairinque, cujo mandato expira-se em 31 de dezembro do corrente ano, está assim constituída: Presidente - Dr. João Ideval Cômodo;
Vice-Presidente - Dr. Paulo Assini Júnior; Secretário Geral - Sebastião Wiezbick; 1º Secretário - Osmir da Costa Mendes; 2º Secretário - Roberto Cômodo Mercado; Tesoureiro Geral - Dr. Juracy Lopes Câmara; 1º Tesoureiro. João Pires de Almeida; 2º Tesoureiro - Gilson Simões; Diretor Patrimonial - Joaquim Maria Silveira; Diretor Social - João André Pedrassi, Joaquim Carlos Silveira, Waldemir de Camargo e João Chesini Ir.; Conselho de Sindicância - José Toscano Filho, Benedito Xavier de Moraes e Nelson Braz Negrão.

CASM


Com a paralisação das atividades do Operário F. C., em 1937, ficou então a Vila de Mayrink sem representação esportiva. No dia 12 de março de 1940 foi realizada uma comissão composta pelos seguintes cidadãos: Elias Sódré, Sílvio Pedra Ramos, José Luiz Valim, Américo Pereira, José Gonçalves Silveira, João Benedito Espírito Santo, Francisco Merguizo, Francisco Rodolfo Bertolini, Pergentino Nascimento, Christóvão Mercado, Oswaldo Ghilardi e Álvaro Chagas, que tinham a incumbência de fazer um levantamento do esporte em Mairinque. Baseado nesse levantamento cujo resultado foi positivo ficou decidido então fundar o Clube Atlético Mayrink. Até que fosse formado um quadro social, os atletas colaboravam para com a manutenção do clube, pagando os recibos. Em 20 de março de 1940 foi eleita por nomeação a 1ª diretoria do Clube Atlético Mayrink, ficando assim constituída: Presidente: Silvio Pedra Ramos; Vice-Presidente: José Gonçalves Silveira; Iº Secretário: Álvaro Chagas; 2º Secretário: Francisco Rodolpho Bertolini; Iº Tesoureiro: Oswaldo Ghilardi; 2º Tesoureiro: Christóvão Mercado; Conselho Fiscal: Américo Pereira, José Luiz Valin e João Benedito E. Santos; Conselho de Sindicância: Elias Sodré, Pergentino Nascimento, Francisco Merguizo. Nessa mesma reunião ficou deliberado que as cores representativas do clube seriam: branco, azul e vermelho; e que o treinador seria o sr. Alan Rolin Barbosa. Em 17 de março de 1957, o Conselho Deliberativo sugeriu que fosse acrescido ao nome do clube uma designação alusiva a Estrada de Ferro Sorocabana e ficando portanto o nome de "Clube Atlético Sorocabana de Mayrink", ratificado em assembléia geral dos sócios em 25 de março de 1957. Na área esportiva, o CASM foi várias vezes campeão municipal, sendo que em 1956 foi campeão da 37ª região do Interior do Estado de S. Paulo. Conseguiu na época montar um grande esquadrão e que no ano de 1959 ingressou na 3ª divisão de Profissionais da Federação Paulista de Futebol, ficando até o ano de 1969. Atualmente o CASM é Bi-campeão Municipal e Intermunicipal. Hoje, o CASM, conta Com uma área de 33.535 m , onde foram construídos piscina, sauna, lanchonete e vestuário para piscina, campo de futebol, onde serão efetuados a construção do novo estádio, dentro das próprias dependências do Clube e no lugar do atual campo, o Ginásio de Esportes.

FOTOS ILUSTRATIVAS


Clube Atletico Mairinque - 16 partidas invicta. 
C.A.M - 4 x São Bento = 0
Alvarinho , Cesario, David, Ditinho, Roque, Burrica,
 Carlito, Machado, Luiz Sodre,
Gambeta, Tide, Chico, Ze Pompiani, 
Ze Pereira, Chato, Mario Rosa.
(Foto de Du Messias)


 
CASM em 1956 - (foto dede Doroti
Laurindo Berro Antunes)
  
Regional em São Roque, julho de 2000.
 Em pé Pangué, Pavão, Jairo, Edson, 
Aguinaldo, Miguel, Vande, não sei.
 Agachados: Benatinho, Mané, não sei, Angelo e Roque.
Este time de Mairinque foi campeão dos regionais 
deste ano. (foto e descrição de Ana Jorge)
Comemoração do título de campeão dos jogos regionais de 2000 (bocha), 
no Conselheiro em Mairinque. Em pé no canto Lélis, Edson, José Tiseu, 
Merinho, Satã, Paulinho, Ângelo, Mané e Pavão. Agachados: Roque e Eli.
(foto e descrição de Ana Jorge)
  
Equipe de Basquete de Mairinque (foto de Ana Maria Merguizo)
Marcos Capato, Nei Pompiani, Uvadil, Luiz Carlos (Leitão), Beleu, Paulo Theofilo, 
Gilmar Soliani, Pica e abaixados Zé Roberto Merguizo, Jorge Germano, 
Marquinho Merguizo, e o Prof. Newton.
(Álbum Joubert Anderson Martins)



























Fotos de Claudio Ceretta























Álbum de Rita C. Merguizo



Ana Jorge e seu pai Sr. Roque levantando a taça de
campeão de Bocha nos Jogos Regionais disputados
em São Roque no ano 2000


A.A. Ferroviária de Mairinque: Em pé: Oscar Angelini, 
Zé Merguizo, Archimedes, Nardo Bordoada, Monteiro, Ribota,
Agachados: Percio, Vardinho, ..., Jurinha,, Pani e Bonino.
(Foto publicada por Rubia Panin Ruiz e descrição
de Francisco Angelini Neto) 


Antonio Carlos Pecorari, o Tatu, jogador de futebol nascido em 
Mairinquee m 1962 atuou pelo SPFC nos anos de 1979 a 1981. Foi para
O Estados Unidos, jogando Futsal pelo Tampa Bay de 1982 
a 1984 e pelo Dallas Sidevicks de 1985 a 1992


Expressinho do SPFC que venceu na decisão
do título da Copa Conmebol em 1994. 
O zagueiro central era o mairinquense Nelson, 
atualmente trabalhando no Centro de Formação 
de Jogadores do tricolor em Cotia 
(foto - site do SPFC)



O TIME DO BIÉ


Benedito Roque Rodrigues, o Bié



 
"No meu time todo mundo joga" (Bié)

"Bié sempre se dedicou às crianças e vem trabalhando com elas desde 1/3/62 quando começou a montar seu primeiro time e deu a um grupo de garotos de sua rua uma bola de futebol, e a partir daí passou a se interessar pelo grupo, onde participavam: Airton Pompiani, Plínio, Faraó, Ilson, Bid, Bima, Gerson, Joninhas, Jair, Garcia, Kim, Caristia, Nido, Pangué e outros. Esse time passou a se denominar "Águias Negras FC", onde realizavam as competições em campinhos; seu time pertenceu também a Ferroviária, Estrela do Marmeleiro, CASM onde é vinculado até hoje, e utiliza também o campo da Takara. Na maioria das vezes, as despesas eram por sua conta: uniformes, medalhas, troféus, viagens, etc. O "Águias Negras" não era registrado, e esse fato, serviu de argumentação para que os poderes públicos não contribuíssem através de recursos, para o time. Apesar de tudo, Bié sempre levou sua equipe em frente, sendo bi-campeão em 1962 e 1963.
Seu time já enfrentou quatro grandes cubes: o São Paulo F. C. no Morumbi, ganhando de 3x 2 - o Santos F. C. ganhando de 11 x O e Corinthians Paulista também ganhando de 10 x O.
Mais tarde jogou com o Palmeiras, em dois jogos - O Mirim empatando por 2 x 2 e dente-leite perdendo por 9 x 2. Certa ocasião, Bié resolveu realizar um jogo noturno, o primeiro aqui em Mairinque, (num campinho ao lado da Fepasa) contra a equipe do Sr. Claro (massagista já falecido).
Improvisaram a iluminação com fogueiras e aproveitaram a luz que vinha do Depósito (Fepasa).
O jogo começou às vinte horas e o resultado foi empate: 2 x 2, onde um dos gols foi marcado por Davi, num gol olímpico.
A maioria das competições, não eram oficializadas e esse ano aconteceu o 1º campeonato oficializado, organizado pela Liga de São Roque e Rádio Universal em março e junho deste ano, realizado em Mairinque e São Roque. Jogaram contra: Ferroviária de Mairinque, Colorado, Paulistano e outros. Foram vice-campeões. Uma das passagens importantes em sua vida, foi na época (68/69) em que levava o "Águias Negras" para jogar em São Paulo, indo de subúrbio e responsabilizando-se por 40 garotos, mas sempre muito cuidadoso, dando-lhes carinho especial. Hoje, Bié pensa em parar com os campeonatos e pretende realizar times não competitivos, e sim por lazer, com a participação de todos os atletas, unindo-os sem rivalidade. Já passaram por Bié um média de 2.000 atletas, e nesses 2 últimos jogos, ofereceu 70 medalhas e 10 troféus gravados. Uma maneira de premiar os esforços desses jogadores."

Fonte:(Revista Comemorativa 94 Anos de Mairinque)



CONCLUSÃO


         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil.

E-mail: prebwilson@hotmail.com