sexta-feira, 28 de julho de 2017

OSTEOPOROSE; PREVENÇÃO E TRATAMENTO

APRESENTAÇÃO

Volta e meia ouvimos dizer que alguém caiu e sofreu fratura de ossos. Geralmente a pessoa envolvida é do sexo feminino, tem idade acima de 60 anos e a região mais afetada são os membros inferiores, em especial o fêmur e também a bacia.
Grande parte dessas desagradáveis e doloridas ocorrências se devem ao enfraquecimento dos ossos devido a idade avançada. Trata-se de uma doença cham ada Osteoporose.
Mas o que é a osteoporose? Como fazer a prevenção e o tratamento dela?

Deixemos que o conhecido médico e comunicador Dr. Dráusio Varella nos explique:
Osteoporose é uma condição metabólica que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e aumento do risco de fraturas.Para entender o que acontece, é preciso lembrar que os ossos são compostos de uma matriz na qual se depositam complexos minerais com cálcio. Outra característica importante é que eles estão em constante processo de renovação, já que são formados por células chamadas osteoclastos encarregadas de reabsorver as áreas envelhecidas e por outras, os osteoblastos, cuja função de produzir ossos novos. Esse processo permanente e constante possibilita a reconstituição do osso quando ocorrem fraturas e explica por que a mais ou menos a cada dez anos o esqueleto humano se renova por inteiro.
Com o tempo, porém, a absorção das células velhas aumenta e a de formação de novas células ósseas diminui. O resultado é que os ossos se tornam mais porosos, perdem resistência. Perdas mais leves de massa óssea caracterizam a osteopenia. Perdas maiores são próprias da osteoporose e podem ser responsáveis por fraturas espontâneas ou causadas por pequenos impactos, como um simples espirro ou uma crise de tosse, por exemplo.
1.    OSTEOPOROSE

Na maioria dos casos, a osteoporose é uma condição relacionada com o envelhecimento. Ela pode manifestar-se em ambos os sexos, mas atinge especialmente as mulheres depois da menopausa por causa da queda na produção do estrógeno.
Causas e fatores de risco
Entre os fatores de risco que podem levar à osteoporose destacam-se:
* história familiar da doença;
* pessoas de pele branca, baixas e magras;
* asiáticos;
* deficiência na produção de hormônios;
* medicamentos à base de cortisona, heparina e no tratamento da epilepsia;
* alimentação deficiente em cálcio e vitamina D;
* baixa exposição à luz solar;
* imobilização e repouso prolongados;
* sedentarismo;
* tabagismo;
* consumo de álcool;
* certos tipos de câncer;
* algumas doenças reumatológicas, endócrinas e hepáticas.
Sintomas
A osteoporose é uma doença de instalação silenciosa. O primeiro sinal pode aparecer quando ela está numa fase mais avançada e costuma ser a fratura espontânea de um osso que ficou poroso e muito fraco, a ponto de não suportar nenhum trauma ou esforço por menor que sejam.
As lesões mais comuns são as fraturas das vértebras por compressão, que levam a problemas de coluna e à diminuição da estatura e as fraturas do colo do fêmur, punho (osso rádio) e costelas. Nas fases em que se manifesta, a dor está diretamente associada ao local em que ocorreu a fratura ou o desgaste ósseo.
Diagnóstico

A densitometria óssea por raios X é um exame não invasivo fundamental para o diagnóstico da osteoporose. Ele possibilita medir a densidade mineral do osso na coluna lombar e no fêmur para compará-la com valores de referência pré-estabelecidos. Os resultados são classificados em três faixas de densidade decrescente: normal, osteopenia e osteoporose.
Prevenção

Como até os 20 anos, 90% do esqueleto humano estão prontos, medidas de prevenção contra a osteoporose devem ser tomadas desde a infância e, especialmente, na adolescência para garantir a formação da maior massa óssea possível. Para tanto, é preciso pôr em prática três medidas básicas: ingerir cálcio, tomar sol para fixar a vitamina D no organismo e fazer exercícios físicos, Na verdade, essas regras devem ser mantidas durante toda a vida.
rincipalmente, a atividade física tem efeito protetor sobre o tônus e a massa muscular, que se reflete na melhora do equilíbrio e ajuda a evitar as quedas ao longo da vida.
Tratamento

Como a osteoporose pode ter diferentes causas, é indispensável determinar o que provocou a condição, antes de propor o tratamento, que deve ter por objetivo evitar fraturas, diminuir a dor, quando existe, e manter a função.
Existem várias classes de medicamentos que podem ser utilizadas de acordo com o quadro de cada paciente. São elas: os hormônios sexuais, os bisfosfanatos, grupo que inclui diversas drogas (o mais comum é o alendronato), os modeladores de receptores de estrogênio e a calcitonina de salmão. A administração subcutânea diária do hormônio das paratireoides está reservada para os casos mais graves de osteoporose, e para os intolerantes aos bisfosfonatos.
Recomendações

Sempre é bom lembrar que:
1) a osteoporose não é problema que atinge só as mulheres. Ela afeta também os homens. Nelas, a causa mais comum é a queda na produção de estrógeno depois da menopausa; neles, o índice da massa corpórea abaixo de 20, a falta ou excesso de exercício, diabetes, hipertireoidismo, doença do glúten, drogas contra a epilepsia ou imunossupressores usados em transplantes de órgão;
2) a dieta diária deve incluir alimentos ricos em cálcio como leite, queijos, iogurtes; o cálcio é um mineral indispensável para garantir a recomposição da estrutura óssea;
3) suplementos de cálcio e vitamina D são recomendados para manter a massa óssea, especialmente nos pacientes cujas dietas são pobres em leite e laticínios, e que apanham pouco sol;
4) caminhar, andar de bicicleta, nadar, correr e, especialmente, exercícios com pesos são fundamentais para manter o tônus muscular e prevenir a osteoporose;
5) os esportes mais indicados para a produção contínua de massa óssea são os que provocam grande tensão muscular. Músculos exercitados e em movimento colaboram para que os ossos fiquem mais fortes e reduzem o risco de quedas e fraturas nas pessoas de idade;Publicado em 02/02/2012.
Fonteh https://drauziovarella.com.br/mulher-2/osteoporose-3/
OSSOS COM OSTEOPOROSE

















SOBRE O AUTOR DO ARTIGO

Dr Drauzio Varella (1943) é um médico cancerologista, pesquisador e escritor brasileiro conhecido pelas campanhas que fez contra o tabagismo e a AIDS.
Drauzio Varella (1943) nasceu em São Paulo, no dia 3 de maio de 1943. Neto de imigrantes espanhóis e portugueses passou sua infância no bairro do Brás. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Foi um dos fundadores do Curso Objetivo, onde ensinou química por muito tempo.
No início dos anos 70, trabalhou na área de moléstias infecciosas, com o professor Vicente Amato Neto, no Hospital do Servidor Público de São Paulo. Foi um dos primeiros médicos a trabalhar, através dos meios de comunicação, em campanhas para a divulgação dos métodos de prevenção e do tratamento da AIDS. Foi pioneiro na pesquisa e tratamento do sarcoma de Kaposi, tipo de câncer geralmente desenvolvido a partir da AIDS.
Em 1989, Drauzio Varella desenvolveu pesquisas sobre a disseminação do HIV entre a população carcerária da Casa de Detenção do Carandiru, onde também foi médico voluntário. A experiência gerou um livro, "Estação Carandiru" (2000), que recebeu o prêmio Jabuti e foi adaptado para o cinema, em 2003, pelo cineasta Hector Babenco. Durante 20 anos, Drauzio dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer de São Paulo. Foi diretor do Serviço de Câncer do Hospital do Ipiranga, entre os anos de 1990 e 1992.
Apoiado pela Universidade Paulista e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, dirige um projeto na Amazônia, na região do Baixo Rio Negro, para análise de plantas brasileiras, buscando obter extratos para testes experimentais em células tumorais malignas e bactérias resistentes a antibióticos.
Drauzio Varella tem vários livros publicados, entre eles: "Nas Ruas do Brás" (2002), que ganhou prêmio na Feira Internacional do Livro em Bolonha, na Itália, “Por Um Fio”, “O Médico Doente”, “Borboleta da Alma”, “Floresta do Rio Negro” e “Correr” (2015), onde relata suas experiências correndo em diversas maratonas pelo mundo.


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O EDITOR


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil.
E-mail: prebwilson@hotmail.com

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