quarta-feira, 28 de junho de 2017

ANJOS DA GUARDA - ELES EXISTEM?

APRESENTAÇÃO

Muito se fala em anjo da guarda, dando a entender que cada pessoa tem para si um desses seres angelicais a fim dar-lhe a proteção que necessita.

Muito se fala também na atuação dos anjos na Bíblia, atuando nas mais diversas situações.
Aí então pensei em pesquisar, e,  entre vários textos na internet  encontrei este que desejo compartilhar com vocês.
Deus vos abençoe na leitura.


Anjo da guarda existe? É bíblico?


A Escritura menciona claramente que Deus envia os seus anjos para a nossa proteção:“Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos; com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra” (Sl 91.11,12).

Mas algumas pessoas vão além dessa ideia de proteção geral e pensam que Deus dá um “anjo da guarda”específico para cada indivíduo no mundo, ou ao menos para cada cristão.

As palavras de Jesus a respeito dos pequeninos têm servido de apoio para essa ideia: “Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste” (Mt 18.10). Contudo, nosso Senhor pode estar dizendo que os anjos designados para a tarefa de proteger as criancinhas têm pronto acesso à presença de Deus. (Para usar uma analogia esportiva, os anjos podem valer-se da marcação “por zona” em vez da marcação “homem a homem”.)

Quando os discípulos em Atos 12.15 dizem que o “anjo” de Pedro devia estar batendo à porta, isso não implica necessariamente na crença do anjo da guarda individual. Poderia ser que um anjo estivesse guardando ou tomando conta de Pedro naquela situação específica.

Parece não haver, entretanto, qualquer apoio convincente para a ideia de “anjos da guarda” individuais no texto da Escritura. Mas cremos que os anjos em geral têm a tarefa de proteger o povo de Deus.


Não adore anjos, não ore a eles nem os procure.

A ”adoração de anjos” (Cl 2.18) era uma das doutrinas falsas ensinadas em Colossos. Além disso, no livro de Apocalipse um anjo adverte João para que ele não o adore: “Não faça isso! Sou servo como você e como os seus irmãos que se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus. Adore a Deus!” (Ap 19.10).

Nem devemos orar aos anjos. Devemos orar a Deus somente, o único que é onipotente e, assim, capaz de responder à oração e o único que é onisciente e, portanto, capaz de ouvir as orações de todo o seu povo de uma só vez.

Paulo nos adverte contra o pensamento de que outro “mediador” possa estar entre nós e Deus: “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1Tm 2.5).

Se oramos aos anjos, estamos implicitamente atribuindo-lhes posição igual à de Deus, o que não devemos fazer. Não há exemplo na Escritura de alguém orando a um anjo específico ou pedindo ajuda a anjos.

Além disso, a Escritura não nos autoriza a buscar aparições de anjos. Eles se manifestam a nós de forma que não os vemos. Buscar tais aparições parece indicar curiosidade doentia ou o desejo por uma espécie de evento espetacular em vez do amor a Deus e a devoção a ele e à sua obra.

Embora os anjos tenham realmente aparecido em várias ocasiões na Escritura, com toda a certeza as pessoas a quem eles apareceram nunca procuraram essas aparições. Nosso papel é antes conversar com o Senhor, que é o próprio comandante das forças angelicais.

Contudo, não parece errado pedir a Deus para cumprir a sua promessa em Salmos 91.11 de enviar anjos para proteger-nos em tempos de necessidade.

Autoria: Wayne Grudem



SOBRE O AUTOR DO TEXTO

Wayne A. Grudem

Wayne A. Grudem é um teólogo protestante e autor. Ph.D. pela Universidade de Cambridge É titular do Departamento de Teologia Bíblica e Sistemática na Trinity Evangelical Divinity School, nos Estados
Nascimento: 11 de fevereiro de 1948 (69 anos), Chippewa Falls, Wisconsin, EUA



CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil.

E-mail: prebwilson@hotmail.com



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