sexta-feira, 23 de junho de 2017

AGONIA E VERGONHA NA MORTE PELA CRUZ

APRESENTAÇÃO

Embora vejamos ou assistamos todos os anos por ocasião da Páscoa as encenações populares e nos filmes a cenas relativas a crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo, talvez não tenhamos uma exata compreensão do que realmente ocorria com os condenados a esse tipo de execução, a qual foi aplicada ao nosso divino Mestre.
Resolvi assim escolher uma exposição que fosse sucinta e ao mesmo tempo esclarecedora para compartilhar com os amigos e amigas no meu blog.
Optei por essa que ora transcrevo. Deus te abençoe.
Uma das mais terríveis formas de punição na Roma antiga, a crucificação combinava vergonha, tortura, agonia e morte. Era a mais humilhante das formas de execução.
Despojado de suas vestes, o condenado era açoitado impiedosamente pelos carrascos com um azorrague, espécie de chicote com cerca de oito tiras de couro cujas pontas eram reforçadas com objetos perfuro cortantes como pregos e pedaços de ossos, para aumentar o sofrimento da vitima.
Muitos não resistiam ao acoitamento e morriam antes da crucificação. Os que sobreviviam ao flagelo eram, muitas vezes, obrigados a carregar a sua cruz pelas ruas da cidade até o local da execução. Seminus, com a pele e a carne dilaceradas pelo castigo, eram expostos ao escárnio popular.
Pessoas cuspiam, atiravam coisas e insultavam os condenados. O peso da cruz era insuportável para eles, já fragilizados e extenuados pela longa sessão de tortura. Durante o percurso, as quedas eram freqüentes e as vítimas obrigadas a retomar a caminhada com a cruz sobre os ombros. Hoje, acredita-se que os condenados carregavam apenas a viga horizontal da cruz, a outra parte era fincada antes, no local da execução.
Finalmente, os braços do condenado eram atados à trave e seu corpo içado. Normalmente, os punhos eram atados à viga por cordas, mas em alguns casos, como o de Jesus, eram usados, além das amarras, cravos de ferro, que perfuravam a carne, destruindo nervos e ossos, multiplicando o sofrimento.
O cirurgião francês Pierre Barbet, do hospital Saint Joseph, de Paris, descreve a agonia da crucificação no livro A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Segundo o cirurgião, com a carne e a pele dilaceradas pelas chibatadas com o azorrague, Jesus recebeu na cabeça espécie de coroa ou capacete feita com galhos entrelaçados de uma planta com espinhos, que perfuraram seu couro cabeludo, provocando fortes dores e sangramento abundante.
Em seguida, foi vestido com uma túnica. O tecido, em contato com as feridas abertas, gruda na carne. O braço horizontal da cruz é posto sobre seus ombros e ele é exposto à multidão feroz. Já sem forças, Jesus é rebocado com cordas pelos soldados, num percurso de cerca de 600 metros. Seus passos são arrastados, o peso da trave e a fadiga causam várias quedas, ferindo seus joelhos. Os soldados o agridem, o açoitam e o forçam a prosseguir.
Chegando ao Gólgota, os carrascos lhe arrancam violentamente a túnica – a carne grudada no tecido é dilacerada, gerando violentas dores.
Deitado de costas sobre a trave da cruz, Jesus tem os pulsos transpassados por longos cravos que se fixam na madeira e depois são rebatidos.
Outros especialistas defendem a hipótese de que, além dos cravos, os algozes tenham usado cordas para prender seus braços a cruz. Então foi içado rapidamente para o alto da estaca.
O nervo mediano lesionado pelos cravos se estica como uma corda de violino quando o corpo é suspenso. A cada solavanco, o nervo exposto em contato com o cravo provoca dores atrozes. As pontas dos espinhos rasgam o couro cabeludo e o crânio, cada vez que Jesus mexe a cabeça. Em seguida, seus pés são pregados a uma espécie de apoio fixado na estaca, para prolongar sua agonia.
A posição da cruz provoca o enrijecimento da musculatura dos braços, numa contração progressiva que se espalha pelos músculos do tórax, pescoço e abdômen. O processo, chamado de tetania, vai aos poucos tornando a respiração cada vez mais penosa até provocar a parada respiratória . O ar entra nos pulmões e não sai e, com isso, a vitima não consegue puxar o ar – lentamente vem a morte por asfixia.
Nos momentos finais de sua agonia, Jesus, num esforço sobre- humano, se apoiava nos pregos cravados em seus pés e erguia o corpo, aliviando a tração dos braços, para poder respirar e falar. Pede ao pai que perdoe seus algozes, e desabafa: “Eli, Eli, lama azavtani”(Pai, Pai, porque me abandonastes?).
Num último e derradeiro esforço, grita: “Pai em tuas mãos entrego meu espírito! Tudo está consumado!”. E morre, cumprindo com seu sacrifício a lei ditada por Moisés. O Cordeiro de Deus livra, com seu sangue derramado os pecados do mundo.
Fonte: http://www.tribunabm.com.br/vergonha-e-agonia-na-morte-pela-cruz/ (com algumas adequações de formatação).


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil.

E-mail: prebwilson@hotmail.com


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