segunda-feira, 1 de maio de 2017

COTIA: HISTÓRIA ILUSTRADA DO MUNICÍPIO

APRESENTAÇÃO

Passei pela cidade de Cotia pela primeira vez em fins de 1959 num ônibus da Viação Cometa com destino a São Paulo, em busca de uma cirurgia de varizes no Hospital das Clínicas que me possibilitasse ser admitido para trabalhar na Cia. Brasileira de Alumínio.

Minha família, vinda do interior em fins de 1958, trabalhara fazendo tijolos para o Sr. Paulo Dias, que construiu uma vila em Alumínio, a qual acabou ficando com o nome dele, que por sua vez era Chefe do Escritório da CBA.

Nessa época a Rodovia Raposo Tavares passava pelo centro da cidade de Cotia. Algum tempo depois ela teve seu trecho alterado para o lado direito da cidade, sentido capital interior. No entanto, Cotia cresceu de tal forma que quem utiliza a rodovia vê a cidade tanto de um lado como do outro da estrada.

Na década de 1970 passamos por Cotia inúmeras vezes, visto que visitávamos nossos familiares em Osasco. Foi também em 1973 que visitamos  Roselândia (uma caravana formada por gente da Igreja Presbiteriana de Alumínio).

Ultimamente, nas poucas vezes que vamos à capital, fazemo-lo pela Rodovia  Castelo Branco por uma questão de praticidade, pois passamos a residir em Sorocaba.

Senti o desejo de fazer uma postagem sobre a cidade para recordar aqueles bons tempos que passávamos por lá e também para homenagear um amigo que escolheu a cidade para residir e tocar seu comércio, o Gerson Getúlio Machado.  Vamos, pois, a ela:


ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
Poder Executivo

Paço Municipal


Rogério Franco
Prefeito

Almir Rodrigues da Rocha
Vice-Prefeito



PODER LEGISLATIVO


Câmara Municipal


Vereadores




“HISTÓRIA
A história de Cotia começa por volta de 1700, quando os viajantes que iam para o interior dos estados, principalmente do Sul do Brasil e Sorocaba em São Paulo paravam aqui para descansar e alimentar-se por ser um antigo pouso de tropeiros e burros onde circulavam cargas e mantimentos.
A origem do nome da cidade é indígena e se deve ao fato de seus caminhos serem sinuosos como o trajeto feito pelos animais do mesmo nome (Cutia). Cotia era um ponto de passagem, próximo ao aldeamento de Aku'ti, no Caiapiá, que, mais tarde, passou a chamar-se Cuty e depois Acutia.
Apesar das várias denominações que lhe foram dadas pelos jesuítas e pelos primeiros habitantes do local, como Capela do Monte Serrat de Cotia e caminho de São Tomé, os indígenas continuavam a chamá-lo de Acoty. O primeiro registro em que a localidade é referida como Acutia foi feito pelo marujo alemão Hans Staden, no século XVI, quando publicou um livro sobre o Brasil.
A Acutia foi se consolidando junto à Capela de Nossa Senhora de Monte Serrat, no ano de 1713, na região hoje conhecida como São Fernando. Em 1723, a capela foi elevada à categoria de freguesia. Nessa época a capela foi transferida para atual Praça da Matriz.
O município teve um crescimento acelerado a partir de 1750. Segundo o censo da época, Cotia tinha 3.770 habitantes, sendo 17% escravos trabalhando em fazendas e sesmarias, e 83% cidadãos livres.
Histórica e geograficamente, pontos como Cotia, Embu, Itapevi, Barueri e Itapecerica da Serra passaram a ser fortes e postos naturalmente avançados para defesa e o abastecimento da Vila e do Planalto de Piratininga.
Em 1842, o povoado serviu de acampamento para os políticos liberais que estavam em luta com o governo imperial brasileiro nos tempos de D. Pedro II. No plano econômico a vila continuava com sua pequena lavoura de subsistência.
Em 2 de abril de 1856, a freguesia de Acutia é elevada a condição de vila pelo vice-presidente da província de São Paulo, Roberto de Almeida. Instalou-se então a primeira Câmara de Vereadores.
Posteriormente, Cotia entrou num período importante de sua história. A agricultura desenvolveu-se extraordinariamente, quando surgiram no município notáveis organizações agrícolas. A produção dinamizou-se, e centenas de sítios novos cobriram a região. Iniciou-se, também, a época industrial. Na estrada que vai de São Paulo a Sorocaba, e ao longo da Sorocabana, as chaminés começaram a despontar.
Em 19 de dezembro de 1906, através da Lei Estadual nº 1.030, foi elevada à categoria de município, já conhecida como Cotia.
De 1875 a 1920, Cotia perdeu habitantes e, em contrapartida, Itapecerica da Serra município vizinho, aumentou sua população, com posseiros que chegavam até suas elevadas escarpas antes de descer para o Vale do Ribeira. Nessa época, a rota do café, que subia o Vale do Paraíba vinda do Rio de Janeiro, seguiria para o oeste, a partir da Capital. Entretanto, ela não passou por Cotia , pois esta era considerada terra improdutiva e de difícil acesso.
Esse fato gerou um isolamento da região do processo evolutivo que ocorreu no oeste paulista, e que conquistou grande riqueza para todo o estado. Do mesmo modo, a ferrovia, que chegava a Sorocaba aproveitando o Vale do Tietê, evitou o "caminho de São Tomé". Cotia ganhou uma estação distante de seu núcleo urbano original, e que seria depois a cidade de Itapevi.
Com o passar do tempo, Cotia se beneficiou com o êxodo de pessoas vindas do Norte e do Nordeste, e também do próprio Sudeste, do Estado de Minas Gerais. A partir de 1910, Cotia começou a se ligar intimamente à capital e às adjacências do Estado. A cidade passou a desempenhar o papel de fornecedoras de alimentos, carvão combustível, madeira para construção e tijolos.
Em 1913, a cidade começa a receber os primeiros imigrantes japoneses que deram origem a uma evolução técnico-rural, como a antiga Cooperativa Agrícola de Cotia, no Moinho Velho, em 1928 que alguns anos mais tarde se transformaria em uma empresa poderosa e rentável, de importância internacional.
Em 1931, foi inaugurada a Estação Férrea de Caucaia, entre os trechos Mairinque/Santos da Sorocabana. Por ser a estação mais alta do ramal ferroviário com 936 metros de altitude, foi incorporado ao nome “Caucaia” o “do Alto”. Em novembro de 1944, Caucaia do Alto é elevada a distrito. A urbanização, caótica, ignorou os traços fundamentais das antigas cidades.
Os fatores contingentes apontados acima deram à cidade uma imagem deturpada. Em 1.964, quando São Paulo era uma das cidades mais modernas do mundo, Cotia era chamada de "sonolentos subúrbios agrícolas", onde o progresso passa, "mas não deixa marcas". Dona de uma história riquíssima, onde praticamente todos os acontecimentos fundamentais da história do Brasil tiveram reflexo, Cotia tinha grandes interrogações e perspectivas para o futuro.
Mas a partir dos anos 70, a cidade se recuperou e novas indústrias de grande porte se instalaram ao longo da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), e desde então Cotia teve um crescimento acima da média do estado de São Paulo e sua população que não passava de 50 mil pessoas superou a casa dos 110 mil habitantes.

Houve um extraordinário desenvolvimento e então várias estradas locais foram asfaltadas para garantir o desenvolvimento do Município, mesmo com o desmembramento de Vargem Grande Paulista (na época Raposo Tavares) seu distrito mais próspero, foi conhecido um surto que atraiu migrantes de outros municípios e estados do Brasil.
Mas no começo da década de 90, Cotia conheceu problemas já existentes em municípios vizinhos como violência, crescimento desordenado, falta de assistência médica adequada, mas o governo municipal soube diminuir em até 50% os problemas que ocorriam. Hoje a cidade conta com várias atrações turísticas como a Roselândia, o Sítio do Padre Inácio, a Estação Férrea de Caucaia, o Centro Antigo com a Capela de Nossa Senhora de Monte Serrate, e muitas outras.

ECONOMIA
A economia da cidade é bem variada, tendo como destaque os setores industrial e agrícola. No setor industrial localizado ao longo da Rodovia Raposo Tavares e seus arredores, os produtos mais importantes são de materiais elétricos, químicos, cerâmicos, brinquedos, têxteis, explosivos, alimentos, vinho, aguardente e máquinas agrícolas. Na agricultura merecem destaque a batata, tomate, milho, feijão, alho e frutas diversas, sendo a maioria proveniente de Caucaia do Alto. Também a avicultura é desenvolvida no município.tendo também como um ponto muito importante o turismo.

O município se estende por 323,1 km² e contava com 201 023 habitantes no último censo. A densidade demográfica é de 622,2 habitantes por km² no território do município.
Vizinho dos municípios de ItapeviEmbu das Artes e Jandira, Cotia se situa a 9 km a Norte-Oeste de Embu das Artes.
Situado a 797 metros de altitude, de Cotia tem as seguintes coordenadas geográficas: Latitude: 23° 36' 15'' Sul, Longitude: 46° 55' 27'' Oeste.
Gentílico: Cotiano.
Fonte: Wikipédia


FOTOS ILUSTRATIVAS



Desfiles cívicos de antigamente


Cotia antiga (Anos 50)

Caucaia antiga



Cooperativa Agrícola de Cotia 


Ídem


Kaza du Kejo


Centro de Formação de Atletas do São Paulo F.C.


O trânsito na cidade


Centro da cidade


Distrito de Caucaia do Alto



shopping Patio Cotia


Paróquia N. S. Monte Serrat


Rodovia Raposo Tavares no trecho urbano



Condomínio Passárgada - Granja Viana



Realizza Residencial - Granja Viana



Restaurante Ladrilho - Granja Viana



Sítio do Padre Inácio


Portal de entrada da extinta Roselândia



Que deixou saudade


Vídeo - Cachoeira da Graça (como chegar)



CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.



SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM




Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com


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