segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A RODOVIA RAPOSO TAVARES E SUA HISTÓRIA

APRESENTAÇÃO

Em 1955, quando eu tinha quatorze anos de idade minha família transferiu residência para o Município de Bernardino de Campos, SP. Fomos morar num bairro rural onde existe o acesso da Rodovia Raposo Tavares para aquela cidade.
         Dali fomos para Ipaussu no ano seguinte e, em 1958 viemos para Alumínio. Em 1980, já casado, mudei-me com minha família para Mairinque, em 1997 para Araçoiaba da Serra e em 2011 para Sorocaba, agora já na terceira idade, com todos os filhos casados.
         Resumindo: Desde os quatorze anos até hoje, sempre morei próximo à Rodovia Raposo Tavares. Tive o prazer de fazer muitas viagens através dela, em especial para rever parentes no interior paulista.
É sobre essa importante estrada que desejo trabalhar nesta postagem. Vamos pois a ela.

SUA HISTÓRIA

Uma das principais rodovias do Estado de São Paulo completou 90 anos. A Raposo Tavares, que foi aberta para levar progresso para o interior do estado, ultrapassou os limites dos municípios e já fez história. A Raposo foi o primeiro acesso da capital ao oeste paulista.
Hoje a rodovia faz parte de muitas cidades, ajuda a criar oportunidades, empregos e chega a mudar a vida de muita gente.
A rodovia começa no fim de uma rua, no bairro Butantã, na zona sul de São Paulo. Ela começa oficialmente no km 9,8 e tem seu início e fim dentro do estado. No total são 654 km que passam por 30 municípios até chegar a Presidente Venceslau (SP), na divisa com o Mato Grosso do Sul.
A paisagem muda à medida que a capital fica para trás. O cinza da região metropolitana, em Cotia (SP), dá lugar ao verde da natureza já a partir de São Roque (SP), no km 47. A pista alterna entre duplicada e simples. Tudo bem diferente de quando foi inaugurada, em 26 de agosto de 1922. O presidente do estado de São Paulo, como era chamado o governador na época, era Washington Luiz.
Com o lema "governar é abrir estradas", ele inaugurou o trecho São Paulo-Cotia-São Roque da estrada denominada 'São Paulo-Paraná'.
O historiador, Adilson Cézar, explica que era um período de crescimento econômico e, por isso, necessário atingir pontos mais distantes. Na época, São Paulo estava crescendo com a agricultura do café e se expandindo cada vez mais para o oeste, então, a necessidade de ligar a capital com boas estradas.
Um marco da inauguração está em uma área verde, discretamente instalado na praça do pedágio em Alumínio (SP). A inscrição na pedra tem o nome de Washington Luiz, do então secretário da agricultura do estado, Heitor Penteado, e as indicações dos caminhos para Sorocaba (SP) e São Roque. Um morador doou o monumento à concessionária que hoje administra a rodovia. A pedra foi encontrada em uma chácara na região.
Em 1954, a rodovia recebeu o nome de Raposo Tavares, em homenagem ao bandeirante que desbravou o oeste paulista. Neste mesmo ano, a rodovia - que era de terra - foi asfaltada. Durante duas décadas, a Raposo Tavares foi o único meio de se chegar ao oeste do estado. Mas mesmo asfaltada, era um caminho complicado. A rodovia passava dentro das cidades. Somente na década de 60, o percurso foi desviado.
Hoje, o trecho que corta a cidade é todo duplicado. Em São Roque, um novo traçado foi inaugurado há 4 anos, mas não desviou totalmente a rodovia. Nove bairros são cortados pela rodovia na cidade, fazendo parecer uma simples avenida.



TODOS OS MUNICÍPIOS SERVIDOS PELA RODOVIA



km 14 no bairro do Butantã, São Paulo. km 10 -
Início da Rodovia Raposo Tavares


São Paulo

Osasco

Cotia

Vargem Grande Paulista


São Roque


Mairinque


Alumínio


Sorocaba


Votorantim


Araçoiaba da Serra


Sarapuí


Alambari


Itapetininga


Angatuba


Paranapanema


Itaí


Cerqueira Cezar


Piraju


Bernardino de Campos


Ipaussu
Chavantes


Canitar


Ourinhos


Salto Grande


Ibirarema


Palmital


Cândido Mota


Assis


Maracaí


Paraguaçu Paulista


Rancharia


Martinópolis


Regente Feijó


Presidente Prudente


Álvares Machado


Presidente Bernardes


Santo Anastácio


Piquerobi


Presidente Venceslau


Caiuá


Presidente Epitácio


Fim 



Fonte:  Internet (diversos)



CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com


























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