segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A HISTÓRIA E O VERTIGINOSO CRESCIMENTO DO PRESBITERIANISMO NA CORÉIA DO SUL

APRESENTAÇÃO

Ao me deparar com uma mensagem que recebi dia destes do irmão e amigo professor  Juliano Camargo lá da *Igreja Presbiteriana de Nova Campina, achei por bem utilizar-me das informações que o referido irmão compartilhou comigo sobre a Igreja Presbiteriana na Coréia do Sul.
Na verdade temos visto e ouvido falar muito nesse assunto e são maravilhosos os vídeos que observamos nas redes sociais, especialmente de conjuntos corais e orquestras que, via de regra, apresentam hinos tradicionais utilizados no presbiterianismo brasileiro.
Vamos então primeiramente conhecer um pouco da História do presbiterianismo naquele país asiático e depois ler sobre o vertiginoso crescimento da Igreja Presbiteriana lá.
Coletamos e apresentamos também alumas fotos e vídeos sobre o presbiterianismo na Coréia do Sul.


HISTÓRIA DO PRESBITERIANISMO NA CORÉIA DO SUL

Em 1959, na Quadragésima Quarta Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana da Coreia a denominação se dividiu em duas partes iguais devido à visão da igreja  quanto ao ecumenismo e a participação do Concílio Mundial de Igrejas. O grupo HapDong representou a ala mais conservadora teologicamente e o grupo TongHap, a ala liberal e ecumenica. Este manteve sua filiação ao Concílio Mundial de Igrejas e ao Conselho Nacional de Igrejas na Coreia e permitiu relativamente uma ampla gama de posições teológicas em seu meio.
 A Igreja Presbiteriana na Coreia (HapDong) tornou-se um grupo mais conservador. Na sua estrita base doutrinária, foi possível unir-se em 1960 com a Igreja Presbiteriana na Coreia (Kosin) (outro grupo conservador que separou-se da Igreja Presbiteriana da Coreia em 1952). Todavia, o grupo Kosin separou-se novamente em 1962. Cerca de 150 congregações do grupo Kosin de 1952 decidiram permanecer com o HapDong.
A igreja formada pelo grupo HapDong começou posteriormente um seminário e jornais, que deram origem a diversas escolas no país.
Em 1961 um grupo chamado a Igreja Presbiteriana Bíblica separou-se. Este grupo deu origem a atual Igreja Presbiteriana na Coreia (Daeshin).
 Na Sexagésima Quarta Assembleia Geral, em 1979, a igreja sofreu uma outra divisão. Kim Hee Bo, o Presidente do Seminário ChongShin, tornor-se defensor da abordagem histórico-crítica do Pentateuco. A igreja se dividiu em uma linha principal que se opunha a visão de Kim Hee Bo e um grupo minoritário que o apoiou.
O debate centrou-se sobre duas questões: a autoria do Pentateuco e da relação com o Seminário ChongShin. A linha principal manteve-se e não fragmentou nos próximos anos e o grpo minoritário formou a Igreja Presbiteriana na Coreia (HapDongJinRi).


O CRESCIMENTO DA IGREJA PRESBITERIANA NA CORÉIA DO SUL


A Coréia o Sul é 82 vezes menor que o Brasil em extensão territorial e apenas 3 vezes menor em população. O país tem cerca de 99.000 km² e 46 milhões de habitantes, dos quais, 30% são evangélicos. A Igreja Presbiteriana representa 75% dos evangélicos e possui 10 milhões de membros. Embora a Igreja Presbiteriana da Coréia seja 28 anos mais nova que a Igreja Presbiteriana do Brasil, ela é 20 vezes maior.
Enquanto os presbiterianos do Brasil representem apenas 0,3% da população, na Coréia representam 22%. Só em Seul, capital da Coréia do Sul, uma cidade com 12 milhões de habitantes, há 10 mil igrejas presbiterianas. As principais denominações evangélicas da Coréia são:
1) Presbiteriana – 10.000.000 de membros
2) Metodista – 1.500.000 membros
3) Assembléia de Deus – 1.000.000 de membros
4) Batista – 500.000 membros
As principais causa do crescimento da igreja evangélica coreana são:
1) Uma Igreja que é Cabeça e Não Cauda
A igreja sempre esteve à frente nas grandes lutas e tensões sociais, determinando o rumo das mudanças mais importantes do país. Os crentes ocupam os principais postos estratégicos de liderança da nação. A Igreja, na verdade, é a esperança da nação.
2) Uma Igreja de Mártires
Deus sempre honrou o sangue dos mártires. Como dizia Tertuliano, ilustre pai da igreja: “o sangue dos mártires é o fermento da igreja”. A plantação da igreja na Coréia do Sul foi regada por muitas lágrimas e banhada por muito sangue. Centenas de crentes foram decapitados, estrangulados e mortos com requinte da mais perversa crueldade. Milhares de cristãos foram torturados por causa de sua fé, selando com seu sangue o testemunho do evangelho.
3) Uma Igreja com Vida Intensa de Oração
Não existe na Coréia do Sul, igreja evangélica sem reunião de oração de madrugada. Eles não acreditam em crescimento da igreja sem prática efetiva e intensa de oração. Os crentes afluem para o templo de madrugada para buscar a face de Deus, mesmo sobre o frio implacável de 20 graus negativos no inverno. Os pastores oram em média de 2 a 4 horas por dia. Oração é para eles prioridade fundamental e a causa precípua do crescimento da igreja.
4) Evangelismo Através de Grupos Familiares
A base da evangelização e da comunhão dos crentes são os grupos familiares. Para eles esse é o investimento estratégico mais importante para ganhar novas pessoas para Cristo e discipulá-los.
5) Grande Ênfase no Discipulado e Treinamento de Leigos
Estando na Coréia com um grupo de 80 pastores em abril de 1997, visitamos igrejas de 6.000, 12.000, 18.000, 30.000, 55.000, 82.000, e 700.000 membros. Em todas elas vimos a forte ênfase no treinamento da liderança e no discipulado dos novos convertidos. A igreja, na verdade, é um exército em ação, onde cada crente exerce o seu ministério, conforme os dons que recebeu.
6) Grande Zelo Missionário
A igreja coreana investe pesado em missões. 25% dos pastores formados na Coréia do Sul estão se consagrando às missões. Há igrejas que investem 62% do seu orçamento em evangelização e missões. Em 1995, no Estádio Olímpico de Seul, 100.000 jovens coreanos consagraram-se para a obra missionária.
Cremos que a qualidade de vida dos crentes coreanos daságua num fenomenal crescente numérico. Qualidade gera quantidade. Quando a igreja anda com Deus, Deus a faz crescer. Creio que Igreja pujante, guerreira, ousada e viva da Coréia do Sul é um modelo digno de ser imitado por nós, se queremos ver aqui nestas plagas os mesmos resultados.

Reverendo Hernandes Dias Lopes (Editora Luz Para o Caminho)


ILUSTRAÇÕES



Localização da Coréia do Sul no mapa mundi


Vista noturna de Seul, a capital coreana


Culto de inauguração da Igreja Presbiteriana de Sarang

Igreja Presbiteriana de Minug Su

Igreja Presbiteriana Myong Sung

Templo presbiteriano Pyung cheil 
(60.000 pessoas em cada culto)


Culto de inauguração da Igreja
Presbiteriana de  Sarang


Hino Forte Rocha (Martinho Lutero) cantado
por coral coreano


Coral jovem coreano cantando em Jerusalém


CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com


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