terça-feira, 29 de novembro de 2016

TARCISIO MARINHO DE ALCÂNTARA SERÁ NOME DE CAMPO DE FUTEBOL EM ALUMÍNIO - SP

APRESENTAÇÃO


Um ano após  minha admissão na Cia. Brasileira de Alumínio em janeiro de 1960, entre tantos outros que vieram a ser companheiros de trabalho estava o rapaz Tarcísio Marinho de Alcântara, um nordestino que viera em busca de melhores condições de vida para constituir sua família.
         Enquanto eu laborei a maior parte de meu tempo nos setores administrativos, Tarcísio trabalhou numa das divisões do Departamento Mecânico chamada Lubrificação.
         Se não tivemos um relacionamento mais estreito em função de nossos locais de trabalho, nem por isso deixamos de nos relacionar e Tarcísio, assim como tantos outros, foi e continua sendo para mim uma figura muito conhecida.
         Com a ajuda de sua filha Ana Claudia Azevedo Alcântara, faço este pequeno trabalho sobre o Tarcísio, destacando que um campo de futebol na Vila Paraíso em Alumínio estará sendo inaugurado no próximo dia 3 de dezembro com o nome dele, numa merecida homenagem.
A seguir, a biografia dele, produzida pela filha já citada, com pequenas adequações:

No interior do Estado do Ceará em uma cidade chamada Mucambo, perto de Sobral, no dia 03 de junho de 1933 nascia TARCISIO MARINHO ALCÂNTARA mais um filho de Francisco e Laura Alcântara que tiveram 11 filhos. Na cidade onde Tarcisio nasceu não oferecia muitas oportunidades de trabalho e obriga os filhos de seu Francisco a tentar a vida em São Paulo.

Esse estado é visto pelos nordestinos como uma oportunidade de trabalho, crescimento e de construção de uma vida mais digna para a família. Assim, com Tarcísio não foi diferente.
Mesmo estando noivo de Rita,ele partiu para São Paulo em busca de um bom trabalho para constituir família.

Deste modo ele veio tentar a vida em São Paulo e escolheu Alumínio como local para trabalhar. Na época Alumínio não era uma cidade emancipada e pertencia ainda a Mairinque.
Neste local eram grandes as possibilidades de emprego pois a cidade tinha uma grande fábrica, a Cia. Brasileira de Alumínio.

Assim logo que chegou à localidade, foi contratado pela Cia. Brasileira de Alumínio. A locadalidade era bem pacata e aconchegante.
Na CBA Tarcisio teve a oportunidade de trabalhar inicialmente como Guarda em março de 1961, passando para a função de ajudante no mesmo ano.

Agora com emprego fixo, Tarcísio retorna ao Ceará no ano de 1969 em suas férias para casar-se com Rita. Após o casamento eles vêm residir em Alumínio, na Vila Brasilina, onde estabelecem moradia e nasce a primeira filha do casal no Hospital Maria Regina.

Nesta época Tarcísio já ocupava o cargo de Oficial Lubrificador na Cia Brasileira de Alumínio e chegou a residir por algum tempo na Colônia da CBA que ficava próxima à Raposo Tavares.

Tarcísio, sempre trabalhador, responsável, esposo dedicado pai exemplar, católico, frequentador assíduo das missas e festividades da Igreja Católica, torcia para o São Paulo FC, seu time desde que migrou para São Paulo.

Homem sério porém sempre tinha um aceno para cumprimentar a todos com respeito, construiu sua vida em Alumínio, criou seus filhos aqui, os quais constituíram também família nesta cidade, e  trabalhou na Cia. Brasileira de Alumínio até se aposentar.

Aposentado foio residir na Vila Paraíso. Faleceu em 28 de abril de 2007, aos 74 anos, dos quais 39 foram vividos em Alumínio, deixando sua esposa Rita que continuou a residir na cidade. Suas filhas Laura, Vera, Idelzuite e Ana Claudia e os netos João Pedro, Marcos Paulo, Vinicius, Renan e Davi.

Tarcisio partiu deixando um exemplo a todos seus familiares e amigos de um morador aluminense que teve como lema: o trabalho, a honra e a amizade.


ACERVO FOTOGRÁFICO


Mucambo, CE - terra natal


Alumínio, SP (Vila Industrial)


Vista aérea da CBA

Rua Moraes do Rego - Acesso à Portaria


Portaria da CBA, Escritório e a igreja antiga

Dr. Antonio Ermírio de Moraes-O grande patrão

Dr. Antonio de Castro Figueirôa
O diretor e incentivador dos funcionários


Décio José Antunes, o 
Encarregado

Trevo de acesso a Alumínio - Tarcisio morou
com a família bem próximo desse local


A antiga Igreja de São Vicente de Paulo

E a atual. Tarcisio frequentou ambas

Vila Paraíso (onde Tarcisio foi morar após
 a aposentadoria  e um campo de futebol vai receber 
o nome de Tarcisio Marinho Alcântara)

FOTOS DA REVITALIZAÇÃO DO CAMPO DE FUTEBOL TARCISIO MARINHO ALCÂNTARA

No dia 03-12-2016, com a presença do Prefeito Municipal de Alumínio José Aparecida Tisêo, autoridades e familiares do saudoso Tarcisio Marinho Alcântara, foi inaugurada a revitalização do campo de futebol que leva seu nome na Vila Paraíso.
A seguir, fotos do evento, publicada pela filha do homenageado Laura Alcântara no Facebook.














CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A RODOVIA RAPOSO TAVARES E SUA HISTÓRIA

APRESENTAÇÃO

Em 1955, quando eu tinha quatorze anos de idade minha família transferiu residência para o Município de Bernardino de Campos, SP. Fomos morar num bairro rural onde existe o acesso da Rodovia Raposo Tavares para aquela cidade.
         Dali fomos para Ipaussu no ano seguinte e, em 1958 viemos para Alumínio. Em 1980, já casado, mudei-me com minha família para Mairinque, em 1997 para Araçoiaba da Serra e em 2011 para Sorocaba, agora já na terceira idade, com todos os filhos casados.
         Resumindo: Desde os quatorze anos até hoje, sempre morei próximo à Rodovia Raposo Tavares. Tive o prazer de fazer muitas viagens através dela, em especial para rever parentes no interior paulista.
É sobre essa importante estrada que desejo trabalhar nesta postagem. Vamos pois a ela.

SUA HISTÓRIA

Uma das principais rodovias do Estado de São Paulo completou 90 anos. A Raposo Tavares, que foi aberta para levar progresso para o interior do estado, ultrapassou os limites dos municípios e já fez história. A Raposo foi o primeiro acesso da capital ao oeste paulista.
Hoje a rodovia faz parte de muitas cidades, ajuda a criar oportunidades, empregos e chega a mudar a vida de muita gente.
A rodovia começa no fim de uma rua, no bairro Butantã, na zona sul de São Paulo. Ela começa oficialmente no km 9,8 e tem seu início e fim dentro do estado. No total são 654 km que passam por 30 municípios até chegar a Presidente Venceslau (SP), na divisa com o Mato Grosso do Sul.
A paisagem muda à medida que a capital fica para trás. O cinza da região metropolitana, em Cotia (SP), dá lugar ao verde da natureza já a partir de São Roque (SP), no km 47. A pista alterna entre duplicada e simples. Tudo bem diferente de quando foi inaugurada, em 26 de agosto de 1922. O presidente do estado de São Paulo, como era chamado o governador na época, era Washington Luiz.
Com o lema "governar é abrir estradas", ele inaugurou o trecho São Paulo-Cotia-São Roque da estrada denominada 'São Paulo-Paraná'.
O historiador, Adilson Cézar, explica que era um período de crescimento econômico e, por isso, necessário atingir pontos mais distantes. Na época, São Paulo estava crescendo com a agricultura do café e se expandindo cada vez mais para o oeste, então, a necessidade de ligar a capital com boas estradas.
Um marco da inauguração está em uma área verde, discretamente instalado na praça do pedágio em Alumínio (SP). A inscrição na pedra tem o nome de Washington Luiz, do então secretário da agricultura do estado, Heitor Penteado, e as indicações dos caminhos para Sorocaba (SP) e São Roque. Um morador doou o monumento à concessionária que hoje administra a rodovia. A pedra foi encontrada em uma chácara na região.
Em 1954, a rodovia recebeu o nome de Raposo Tavares, em homenagem ao bandeirante que desbravou o oeste paulista. Neste mesmo ano, a rodovia - que era de terra - foi asfaltada. Durante duas décadas, a Raposo Tavares foi o único meio de se chegar ao oeste do estado. Mas mesmo asfaltada, era um caminho complicado. A rodovia passava dentro das cidades. Somente na década de 60, o percurso foi desviado.
Hoje, o trecho que corta a cidade é todo duplicado. Em São Roque, um novo traçado foi inaugurado há 4 anos, mas não desviou totalmente a rodovia. Nove bairros são cortados pela rodovia na cidade, fazendo parecer uma simples avenida.



TODOS OS MUNICÍPIOS SERVIDOS PELA RODOVIA



km 14 no bairro do Butantã, São Paulo. km 10 -
Início da Rodovia Raposo Tavares


São Paulo

Osasco

Cotia

Vargem Grande Paulista


São Roque


Mairinque


Alumínio


Sorocaba


Votorantim


Araçoiaba da Serra


Sarapuí


Alambari


Itapetininga


Angatuba


Paranapanema


Itaí


Cerqueira Cezar


Piraju


Bernardino de Campos


Ipaussu
Chavantes


Canitar


Ourinhos


Salto Grande


Ibirarema


Palmital


Cândido Mota


Assis


Maracaí


Paraguaçu Paulista


Rancharia


Martinópolis


Regente Feijó


Presidente Prudente


Álvares Machado


Presidente Bernardes


Santo Anastácio


Piquerobi


Presidente Venceslau


Caiuá


Presidente Epitácio


Fim 



Fonte:  Internet (diversos)



CONCLUSÃO

         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação.


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, pedagogo e historiador diletante. 
É presbítero em exercício da Igreja Presbiteriana do Brasil, servindo atualmente na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com