segunda-feira, 6 de julho de 2015

TAPIRAÍ - HISTÓRIA ILUSTRADA DO MUNICÍPIO

APRESENTAÇÃO

        
Conheci Tapiraí em 1997 quando lá estive por várias vezes acompanhando uma pessoa de minha família que trabalhou na prefeitura do município.
         Antes disso, em 1981, de helicóptero, acompanhei uma equipe de filmagens que estava fazendo um trabalho institucional para a empresa na qual eu trabalhava, a Cia. Brasileira de Alumínio. Sobrevoamos as várias hidrelétricas da CBA no vale do Rio Juquiá.
         Ultimamente tendo visto e ouvido bastante a respeito da conservação ambiental em Tapiraí e sua significativa produção de gengibre, tão grande que leva o município à condição de maior produtor dessas raízes em nosso país.


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Poder Executivo



Arnaldo Todesco
Prefeito



José Pires
Vice-prefeito
Poder Legislativo
Vereadores



Plenário da Câmara Municipal


Presidente da Câmara 
Gerson Luiz Glasser



Vereadores


Antonio Roque Junior


Cesar Roberto de Araújo


Dorival Teodoro Bento


Felipe Mateus Glasser


Humberto Pereira da Silva


Joaquim Reis Delgado Neto


Joel Soares Ramos


Julio Colombo


Fonte:  http://www.camaratapirai.sp.gov.br/index2.php



HISTÓRIA

Em 1930, a família Rosa, pretendendo vender suas terras nos sertões do Paranapiacaba contratou o engenheiro Celso David do Valle que, acompanhado de Celestino Américo, percorreu a região.
Em local por eles considerado ideal para sede de futura povoação, colocaram um marco e denominaram Paranapiacaba, por ficar em um tabuleiro entre os contrafortes da cordilheira marítima.
No mesmo ano, foi construído o primeiro rancho, no então Patrimônio de Paranapiacaba, onde hoje está a Igreja Matriz.
Celso David do Valle, José Kenitz Moreira Lima, Royal Maravalhas e Valdomiro do Valle, formaram, em 1932, sociedade e fundaram a Colônia Juquiazinho, Moreira & Cia Ltda., com a finalidade de locar a estrada Piedade - Juquiá, e construir o trecho Piedade - Patrimônio do Paranapiacaba.
Em 1934 iniciou-se a colonização com a formação da Cia. Agrária Paulista, sendo abertas as estradas vicinais do Rio Verde, Juquiazinho, Travessão e Nagasaki.
Dois anos depois as famílias japonesas Kubota, Matsumura, Sato e outras iniciaram a produção de carvão vegetal até hoje importante atividade econômica do município.
Em 1938, foi inaugurada a capela e distrito que recebeu o nome de Santa Catarina Mártir. Mas pelo fato de haver um estado com esse nome foi mudado para Tapiraí, expressão de língua indígena que significa lugar de anta devido a grande quantidade dessa espécie existente na região.

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santa Catarina, pelo Decreto-lei n.º 9.775, de 30-11- 1938, subordinado ao município de Piedade. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 14.334, de 30-11-1944, o distrito de Santa Catarina tomou a denominação de Tapiraí.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Tapiraí figura no município de Piedade assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955.
Elevado à categoria de município com a denominação de Tapiraí, pela Lei Estadual n.º 5.285, de 18-02-1959, desmembrado dos municípios de Piedade, Juquiá e São Miguel Arcanjo. Sede no antigo distrito de Tapiraí. Constituído do distrito sede.  Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2009.


INFORMAÇÕES SOBRE O MUNICÍPIO

Número de habitantes: 8.012 – IBGE 2010
População residente urbana: 5.728
População residente rural: 2.284
Área da unidade territorial: 755,100 km2
Densidade demográfica: 10,61 hab/km2
Localização: Município da região Macro Metropolitana do Estado de São Paulo
Limites: Sete Barras, Juquiá, Miracatu, São Miguel Arcanjo, Pilar do Sul, Piedade e Ibiúna.
Altitude: 880m
Clima: Temperado
Distância da capital: 135 km
Distrito: Turvo
Criação do Município: 19 de fevereiro de 1959  
CEP: 18180-000
DDD: 15
Gentílico: tapiraiense

Tapiraí - SP
Município situado em uma região cercada de Mata Atlântica, com rios de águas cristalinas e inúmeras cachoeiras. Tapiraí possui 80% de sua área tombada como Área de Proteção Ambiental (APA). Também foi declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO. Destaca-se na produção de gengibre, considerado um dos melhores do mundo. É dona de diversos atrativos ligados ao ecoturismo. Durante o verão, os dias são quentes e as noites amenas. Já no inverno, o frio é rigoroso. Além disso, uma neblina densa envolve a cidade várias vezes ao dia, do outono ao inverno. Sua padroeira é Santa Catarina de Alexandria.



AGRICULTURA



O cultivo de gengibre em Tapiraí continua sendo bom negócio para os produtores rurais, a maioria de ascendência japonesa. Depois de uma ampliação das exportações, há cerca de dez anos, a maior parte do gengibre produzido no município vai para o mercado interno, em cerca de 90%, diz o engenheiro agrônomo Raul Corrêa Rozas, da Divisão Municipal de Agricultura. "Em 2003, eram 30% de consumo interno e 70% para exportação", diz Rozas. O gengibre é utilizado pela indústria farmacêutica e alimentícia - na fabricação de bebidas, molhos e temperos - além de ser consumido in natura, principalmente em pratos da culinária oriental. 
Tapiraí tem na agricultura sua base econômica e também produz inhame e banana. Também foi grande produtor de tomate. Agricultores japoneses ou de origem japonesa introduziram o cultivo na década de 1980 e se tornou o agronegócio mais importante do município, voltado ao mercado externo. Os produtores aprimoraram métodos e a qualidade do gengibre, a fim de sustentar as exportações. 
No auge da produção para o mercado externo, há cerca de dez anos, muitos agricultores, que se dedicavam a outras culturas, passaram a plantar gengibre, por causa dos preços convidativos. Rozas lembra que eram mais de 300 produtores entre 2003 e 2004 e atualmente são cerca de 20. A ampliação das plantações trouxe o problema do fungo Fusarium, que ataca também a batata doce e a mandioca. Segundo o engenheiro agrônomo, os novos produtores de gengibre não tinham experiência e espalharam sementes contaminadas. 
A redução do preço no mercado externo, devido à maior oferta, fez muita gente desistir do gengibre. "Houve uma seleção natural dos produtores", avalia Rozas. Além disso, outros países, principalmente a China, ampliaram as plantações. Os maiores importadores são os Estados Unidos, Japão e países da Europa. 
Assim como a batata e o inhame, o gengibre é um tubérculo - se desenvolve debaixo da terra. O plantio é feito em setembro e outubro e o pico da safra ocorre em julho. Nesse mês é realizada em Tapiraí a tradicional festa do gengibre. A colheita, porém, pode ser feita em outros meses do ano, a fim de suprir o mercado e para que o agricultor garanta um preço satisfatório. Atualmente, o agricultor recebe R$ 55 por caixa de 15 quilos, de acordo com o engenheiro agrônomo. 
O total da produção do ano passado, no município, foi em torno de 2.500 toneladas, segundo Rozas. A média de produtividade por alqueire é de 50 toneladas. O clima ameno e a umidade favorecem. Também se produz em Piedade, Ubatuba e Mogi das Cruzes, mas a maior parte do gengibre no Estado de São Paulo sai de Tapiraí, diz o engenheiro agrônomo. 
A maior parte vai para o Ceasa, em São Paulo, mas há indústrias que compram diretamente dos produtores, como a Sakura, que fabrica molhos e temperos. Paulo Henrique de Araújo Carvalho é agricultor e tem uma empresa de lavagem e distribuição no bairro do Turvo. Por ser um tubérculo e ter contato direto com a terra, precisa passar pelo processo de lavagem antes de ser colocado nas caixas - de madeira ou papelão - e embarcado nos caminhões. 
Rozas e Carvalho afirmaram que o crescimento do mercado interno se deve à maior absorção pelas indústrias e à valorização da culinária japonesa, na qual o gengibre é ingrediente básico. O aumento dos restaurantes japoneses no Brasil tem elevado o consumo e deverá haver maior demanda nos próximos anos, preveem. 
Os carregamentos saem da distribuidora de Carvalho para a Ceasa três vezes por semana. A caixa com 12 quilos de gengibre, limpos, é comercializada por R$ 60, segundo ele. Há um fabricante de temperos, de São José do Rio Preto, que se abastece diretamente em Tapiraí. De acordo com Carvalho, o preço está num bom patamar para se trabalhar. Ele emprega 18 pessoas na empresa e também beneficia o inhame, mas em menor quantidade. 
O engenheiro agrônomo acredita que o volume exportado pode voltar a crescer. Segundo ele, a China reduziu incentivos à agricultura, preferindo investir mais na indústria, e houve queda na produção. Com a demanda crescente, há margem para aumentar o cultivo no município e na região, dirigido à exportação, mas agora com o abastecimento do mercado nacional já firmado
.” 

Fonte: Marcelo Roma
marcelo.roma@jcruzeiro.com.br




Cultivo do gengibre


12ª Festa do gengibre


RECURSOS NATURAIS - FAUNA E FLORA


 Dentre as várias matérias publicadas sobre esse tópico em relação a Tapiraí a que mais me chamou a atenção foi aquela que tem como título “Legado das Águas” – Reserva Votorantim – Investindo no presente; preservando para todos.
         Trata-se, no entanto de matéria extensa, sendo inviável sua transcrição. Inviável também a tentativa de um resumo visto que poderia prejudicar o conteúdo no seu todo.
         Decidimos então indicar o link da matéria e aproveitar boa parte das fotos maravilhosas que ilustram tão interessante exposição. O link é: http://www.legadodasaguas.com.br/

         Consideraremos essas fotos como ilustrativas da fauna e flora dos sertões do Município de Tapiraí e circunvizinhanças.






























 











TURISMO



O cartão-postal da cidade é a Cachoeira do Chá, quando se depara com uma trilha em meio à Mata Atlântica, que leva o visitante à piscina natural e à queda principal, com mais de 30 metros.
Para os que buscam aventuras, além o aqua-raid- outro nome para o boiacross, pode-se também praticar cannyoning no Belchior, rapel na Fazenda e trekking e ainda, acampamento na mata. Para visitar a Cachoeira da Fita Branca ou o rio do Peixe- onde as antas bebem água, somente com guia especializado, agendado previamente.
Depois das inúmeras descobertas em Tapiraí, há opções para todos os gostos nas Pousadas que acolhem o visitante. Para os que apreciam instalações rústicas, convive com animais e belas paisagens, o Salve Floresta será boa opção. Lá se poderá conhecer as Cachoeiras do Tombo e a do Tatú, trilhas bem conservadas, travessia do rio, trilha de casas de taipa e vista do Morro Pelado, um mirante deslumbrante em dias claros.
Visitar a comunidade Ribeirão da Anta proporciona uma "volta ao passado", quando se depara com a produção de farinha, com o milho moído no monjolo com mais de 50 anos e cuidadosamente mantido pela família.
Também se produz artesanato em taboa e madeira, como estiras e balaios e o tradicional pilão, ou se preferir, as trilhas também conduzem o visitante à cachoeirinha, cercada de mata conservada.
O clima do município oferece uma atração a mais. Durante o verão, os dias são bastante quentes e as noites, amenas. Já no inverno, o frio é rigoroso e tem em seu registro, temperaturas mínimas de 3 graus negativos (2000), registrados pela Serra Verde Rádio Emissão, instalada em Tapiraí. Curioso também é o seu fog londrino, a neblina densa que envolve a cidade durante várias vezes ao dia, do outono ao inverno, recobrindo as paisagens locais. “Como guias, os Monitores Ambientais podem ser contratados para alguns roteiros já definidos em Tapiraí, através da AMATA- Associação dos Monitores Ambientais de Tapiraí.”

Fonte: http://ecoviagem.uol.com.br/brasil/sao-paulo/tapirai/


Terminal Turístico


Serra de Tapiraí


Hotel Fazenda Encontro das Águas


Riquezas da flora


Trilha dos tucanos



Cabeça da Anta



Cachoeira do Belchior



Pousada Recanto dos Tucanos






Fonte das imagenshttps://www.google.com.br/search?q=imagens+tur%C3%ADsticas+de+tapira%C3%AD,+sp&espv=2&biw=1024&bih=667&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=2faXVabFEcHfgwTakYHgCQ&ved=0CBwQsAQ



IMAGENS DO MUNICÍPIO



Trevo de acesso à cidade


Vista geral


A cidade, vista a partir do centro



Igreja Matriz de Santa Catarina de Alexandria


Casa da Agricultura


Poupa tempo do produtor rural


Academia do Distrito do Turvo



Uniformes e kits novos para os estudantes



Banda Marcial de Tapiraí



Casa do Artesão



Estádio Municipal



Pista de skite



Velório Municipal


Primeira exposição de carros antigos


Segunda etapa do Campeonato Paulista
 de Motocrosss
Fontes:

-  https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome--       instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=fotos%20da%20cidade%20de%20tapirai%20sp

- http://www.ferias.tur.br/fotos/9717/tapirai-sp.html



SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM




Wilson do Carmo Ribeiro, 73 anos é industriário aposentado, pedagogo e presbítero em atividade na Igreja Presbiteriana do Brasil.
Foi professor, vereador e correspondente jornalístico em Alumínio e Mairinque, SP. 
É detentor do título de Cidadão Aluminense.
E-mail: prebwilson@hotmail.com




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