sexta-feira, 12 de setembro de 2014

COMPANHIA BRASILEIRA DE ALUMÍNIO - 57 ANOS

APRESENTAÇÃO



Morei em Alumínio vinte e dois anos e trabalhei na CBA mais de trinta. Foi ali que cresci como pessoa e como profissional. Ganhei experiência de vida, fiz amigos e ganhei estabilidade econômica. É inevitável, pois, que tenha um sentimento de gratidão pelos companheiros com os quais convivi nesses anos todos, desde aqueles que nos comandaram como os que foram por nós comandados.
    Como tenho escrito sobre Alumínio e sua gente (http://wilson-ribeiro.blogspot.com.br/2011/10/cidade-de-aluminio-fatos-e-fotos-de-sua.html )  achei por bem, até para colaborar com a História da grande indústria que é a CBA, descrever alguma coisa sobre a origem, evolução e pessoas que fizeram parte desse processo, entre os quais eu modestamente me incluo.
    Para falar sobre os primórdios e a evolução da CBA utilizarei as informações disponíveis na Revista Metalurgia – ABM, volume 42, nº 342, maio de 1986 cuja matéria tem como título “As Origens e a evolução da Cia. Brasileira de Alumínio, de autoria do Dr. Miguel de Carvalho Dias, membro da Associação Brasileira de Metais e Vice-presidente da Companhia Brasileira de Alumínio. O opúsculo publica a Conferência feita pelo Dr. Miguel na Sessão Comemorativa do Centenário do Processo Hal/Heroult, realizada na Associação Brasileira de Metais em 23-04-1986 em São Paulo.
  
AS ORIGENS DA CBA

 Dr. Miguel de Carvalho Dias


Conta o Dr. Miguel de Carvalho Dias em seu pronunciamento que o surgimento da Cia. Brasileira de Alumínio só foi possível devido a somatória de idéias de dois homens de muita coragem, capacidade de ação e idealismo: O fazendeiro Lindolfo Pio da Silva Dias e o Engenheiro José Ermírio de Moraes. O primeiro tinha uma fazenda na região de Poços de Caldas, MG onde existiam jazidas de bauxita, o minério do qual se extrai o alumínio. O segundo era um engenheiro formado na tradicional Escola de Minas e Metalurgia do Colorado, USA.
      A idéia de se instalar uma fábrica de alumínio nas proximidades da estação de Mairinque nasceu no final da década de 1930, mas a companhia só foi organizada em 05-12-1941. Conta ainda Carvalho Dias que as coisas se tornaram muito difíceis visto que a 2ª Guerra Mundial então em curso teve uma complicação a mais com o bombardeio de Pearl Harbor pelos japoneses dois dias depois. Os Estados Unidos não exportariam o maquinário de que a fábrica iria necessitar.
    Somente em 1948 é que foi possível a compra dos equipamentos não na América, mas na Europa. Um ano depois se incorporou à equipe de trabalho o recém formado engenheiro Antonio Ermírio de Moraes com apenas vinte e um anos de idade, mas plenamente preparado para as tarefas que o aguardavam. Conta então Carvalho Dias que o jovem e entusiasmado engenheiro dedicou-se inteiramente ao trabalho e a CBA e tornou uma realidade.
     Pensara-se inicialmente em instalar a fábrica na vila de Mairinque, porém a ideia não foi levada adiante porque se tratava de uma vila fechada, habitada por trabalhadores da Estrada de Ferro Sorocabana. Pensou-se então na localidade de Pantojo, onde existe uma estação ferroviária e a linha de transmissão da Light de 88.000 volts passando ao lado. Mas a usina acabou sendo instalada um pouco mais adiante, na Fazenda Rodovalho, onde existia uma estação ferroviária com o mesmo nome.     

A INAUGURAÇÃO

A CBA foi inaugurada no dia 04-06-1955 com a presença do Presidente da República João Café Filho e do Governador de São Paulo Jânio da Silva Quadros. Coincidentemente nesse mesmo dia, conforme relata o Dr. Miguel de Carvalho Dias, morria seu pai um dos empreendedores do projeto. A CBA deparava agora com um grande problema: A necessidade de energia elétrica em grande quantidade, o que ela acabou solucionando ao construir diversas hidrelétricas no Rio Juquiá e em um de seus afluentes.

Foto da Inauguração da CBA , dia 4 de Junho de 1955.
Na foto, o Presidente Café Filho, o
Governador Jânio da Silva Quadros e o
Dr. Antonio Ermirio de Moraes, Presidente da CBA
(Foto postada por Carlos Alberto Gonçalves no Facebook)


Ao longo dos anos a empresa foi sendo modernizada, adquirindo novos equipamentos e tecnologias, aumentando em muito sua capacidade de produção de metal. No projeto inicial que não deu certo, a ideia era a de transformar a bauxita em óxido de alumínio. Já no segundo e definitivo projeto a concepção foi de uma fábrica integrada que trabalha desde a separação do minério até a fabricação de chapas, folhas, telhas, extrudidos, cabos para transmissão de energia e lingotes, atendendo as demandas do mercado nacional e internacional.
      


ACERVO FOTOGRÁFICO


Trevo da cidade de Alumínio - Rodovia
Raposo Tavares, km. 76,4


Vista aérea da cidade de Alumínio, SP onde 
está situada a Cia. Brasileira de Alumínio
(Foto de Benedito Dias)


As primas seis fotos são da construção
da CBA na década de 1950. (Revista Exame)












 




















Edifício da Administração da Cia. Brasileira de
Alumínio (foto postada por Antonio Carlos Rodrigues)


OUTRAS FOTOS RELACIONADAS À CBA
 
Dr. Antonio Ermírio de Moraes e Governador 
Ademar de Barros (1964)


Dr. José Ermírio de Moraes e Dr. Antonio Ermírio de Moraes.
O pai foi Senador e Ministro da Agricultura. Faleceu em 1973.


Dr. Antonio Ermírio comemora 
aniversário ladeado por amigos

Hospital Maria Regina - Vila Industrial CBA


Igreja de São Francisco de Paula
Com as ampliações, ficou dentro da fábrica 
e se tornou um moderno espaço para recepção 
de visitantes, em especial de caravanas de 
estudantes universitários.
A CBA doou o terreno no onde foi construída
a nova Igreja Matriz.


Antiga Portaria e Escritório


Ônibus que transportaram empregados até 1978


Na Vila Industrial, na quadra que fia entre a Av. Paula Souza,
Gaspar Ricardo, José Maria Borges e Gabriel da Silva Dias
situavam-se os estabelecimentos comerciais, entre eles os
da própria CBA: quitanda, armazém e açougue. 
Na foto, a padaria do Neco e a quitanda da CBA


ALGUNS COLABORADORES QUE ESCREVEM SOBRE A COMPANHIA BRASILEIRA DE ALUMÍNIO

 

Ademir Pinheiro de Abreu Companhia Brasileira de Alumínio, Alumínio, São Paulo. 
Transcrito do livro Votorantim Para Mim (30 Vencedores do Concurso Interno de Histórias). 1918-2003, pág. 14 a 16.

Faço parte do quadro de funcionários da CBA desde os 14 anos de idade. Iniciei minhas atividades como Estafeta (Office-Boy), no Setor Guardas, hoje Setor de Vigilância.
Este fato verídico aconteceu numa quente tarde de janeiro, em 1970.
Lá estava eu no meu posto, quando, por volta das 1Sh1S, o meu chefe, Sr. Orlando Silva, me entregou um documento que precisava ser analisado pelo então Diretor Industrial Dr. Antônio de Castro Figueirôa. Disse-me também que o mesmo se encontrava na área de expansão do Setor de Laminação. Apanhei o documento, coloquei-o dentro da minha pasta e rumei rapidamente para o local indicado. A Empresa não permitia que menores de idade cumprissem mais de oito horas de jornada de trabalho e se eu não me apressasse, certamente não cumpriria a tarefa até as 16 horas, horário do término da minha jornada.
 Lá chegando, não foi difícil  localizá-lo, pois se encontrava bem no meio do terreno que estava em processo de terraplanagem. Durante a caminhada até o local, eu transpirara bastante. Quando estava a alguns metros do Diretor, passou por mim um caminhão levantando a nuvem de poeira, a  maior que eu já vi até hoje. Não preciso relatar como ficou o meu rosto: com muito suor e muita poeira. Aproximei-me e aguardei, pois o Dr. Figueirôa naquele momento conversava com o Sr. Honorato Nogueira (Chefe do Setor TV 3). Em meio à conversa, esticou o braço para apanhar o documento de minhas mãos. Sem interromper o assunto, assinou o papel e voltou-se para entregá-l o a mim. Foi neste instante que percebeu o meu estado e disse-me:
- Jovem, parece que senhor não se deu bem com a poeira daqui? - É, Doutor, aqui tem um bocado de pó. Mas parece que o senhor não foi atingido - respondi.
- É que eu me encontro a favor do vento, meu jovem!
Rindo, ele gesticulou chamando o seu motorista e disse:
- Sr. Tameiros, por favor, leve este jovem até o Setor Guardas, pois esta caminhada até aqui o deixou em péssimo estado!
Entrei na caminhonete e fui levado ao meu setor todo satisfeito por mais uma missão cumprida e em tempo hábil e, ainda, pela atenção do Diretor para comigo. Ao chegar no setor, ainda faltavam 25 minutos para as 16 horas. Mal tinha acabado de me lavar na pia do banheiro para "tirar o mais grosso" (naquela época o setor não dispunha de chuveiros), surge novamente o Sr. Orlando Silva com outro documento para ser assinado com urgência pelo Dr. Figueirôa e o único Estafeta presente no momento era eu. Novamente, parti em direção ao mesmo local, pois certamente ele ainda se encontrava lá. A caminhada desta vez foi mais forçada, o que fez com que eu ficasse mais suado ainda. A aproximação até o Dr. Figueirôa foi igual à anterior, eu poderia jurar até que a nova nuvem de poeira que me cobriu novamente foi causada pelo mesmo caminhão.
Aproximei-me e desta feita ele estava sozinho. Estendi-lhe a pasta com o documento. Ele apanhou a pasta e, enquanto fazia a leitura e assinava, perguntou-me com o semblante mais sério:
- O jovem parece ter gostado da poeira daqui desta área?
- Não gostei não, Doutor, é que não havia mais nenhum Estafeta disponível no momento - justifiquei.
- Muito bem - disse ele gesticulando para que o seu motorista se aproximasse - Sr. Tameiros, leve novamente este jovem até o Setor Guardas, espere que entregue os documentos, que se lave, que marque o ponto de saída e deixe-o em sua casa que fica na Vila Industrial. Depois disso, o Senhor. venha me apanhar aqui!
O Sr. Tameiros cumpriu à risca todas as ordens do Diretor e, mesmo quando eu lhe disse que iria para casa sozinho, não permitiu. Deixou-me na porta da casa de meus pais e voltou para a Fábrica...

  
CUIDANDO DOS VIVOS E DOS MORTOS

( Iraci Martins Lima)


"Comecei na Votorantim como Telefonista. Tive um problema de audição e passei para o Serviço Social.
Na época, a gente fazia de tudo. A cidade de Alumínio não tinha velório ou necrotério, então, em casos de acidente ou morte, nós é que tínhamos que ajudar. Troquei muito defunto e socorri muita gente na estrada. Mais tarde, veio o convênio com a funerária e eu não precisei mais fazer isso. Mas nunca tive medo de trabalhar. Para a gente fazer um serviço, tem que gostar. Falam que eu sou 'pau pra toda obra;" Podem me chamar a qualquer hora do dia ou da noite, no baile, forró, qualquer lugar. Eu estou sempre à disposição para atender. Isso porque eu gosto de cuidar das pessoas.

Iraci Martins Lima nasceu em Waitaba (BA), em 23 de junho de 1963. Profissionalizou-se como Atendente de Enfermagem. Atualmente exerce o cargo de Auxiliar de Serviço Social na Companhia Brasileira de Alumínio.
 Livro Votorantim 85 Anos (Uma História de Vida e Trabalho) - pag.120

"HERANÇA DE FAMÍLIA"

(Nelson Cândido da Costa Filho)


"Nasci em Alumínio em 19 de janeiro de 1958. A CBA para mim é na realidade uma herança de família, pois meu pai veio de Minas Gerais para trabalhar na empresa, em 1957. Ele atuava como Encarregado da Sala dos Fornos, onde se produz o alumínio líquido. Nasci e fui criado com a promessa de que, assim que atingisse idade de trabalho, também entraria na Empresa. E assim aconteceu. Comecei na CBA no dia 20 de janeiro de 1972, com 14 anos. Trabalhei por três anos, saí por um período curto e retomei em setembro de 1975. Minha função atual é Técnico em Manutenção na Fundição, onde cuido de três máquinas que produzem vergalhão. Estou aqui há 31.anos. Meu pai veio, trabalhou, fez uma vida dentro da Empresa e abriu as portas pra mim. Da mesma forma, eu espero que, após a minha saída, as portas continuem abertas para os meus filhos.
Nelson Candido da Costa Filho nasceu em Alumínio, então distrito de Mairinque (SP), em 19 de janeiro de 1958. Fez cursos nas áreas de Eletrônica e Metalurgia. Começou a carreira em 1975 na Companhia Brasileira de Alumínio como Aprendiz. Atualmente é Técnico de Manutenção."

Livro Votorantim 85 Anos (Uma História de Vida e Trabalho) - pag. 49.

 
OS TRONCOS DE EUCALIPTO

(Adauto Braga Diniz)


Nasci 1965 em Alumínio. Entrei na CBA como Aprendiz de Carpinteiro. Meu pai também trabalhou na empresa. Aliás, minha família toda. Tenho alguns irmãos que trabalham ainda. A nossa vida sempre foi aqui em volta da CBA. Meu pai começou a trabalhar em 1950. Ele conheceu minha mãe na Fábrica, e depois se casaram.
Eles contavam que no começo ajudaram a tirar os troncos de eucalipto do terreno da Empresa com bois, pois havia muitas dessas árvores na área. Eles trabalhavam com bois porque naquela época não tinha máquina, nem trator, nem motosserra. Era tudo manual.
Quando eu cheguei à adolescência, quis trabalhar também, para ter um ganha-pão. Entrei em 1979, na Construção Civil. Fiquei ali sete anos. Depois, passei para uma seção que me dava mais oportunidades de continuar meus estudos: formei-me Técnico em Eletrônica e Instrumentação. Durante esses anos, a Empresa mudou muito. A maior dessas mudanças foi a comunicação entre os funcionários. Hoje temos mais diálogo. Foi uma mudança fantástica.
Em nossas reuniões, conversamos sobre tudo.

Livro Votorantim 85 Anos, pág. 52 


 MEMÓRIAS DE UM ESTAFETA (*)

(José Olívio de Oliveira) 
 

Mudamo-nos para Alumínio em 1971 e já em agosto de 1972 começo com quase 14 anos a trabalhar na CBA. Para quem veio da roça, a gigantesca fabrica assustava pelo tamanho dos equipamentos e máquinas, pelos ruídos por eles gerados, pelo movimento dos trabalhadores. Meus olhos contemplavam com certo medo, e com certeza não era melhor que observar as montanhas, lavouras e animais espalhados pelos campos na região de Bofete.
Meu destino era o Controle de Produção na Laminação, subindo as escadinhas de ferro, daquele escritório em paredes de vidros, onde o calor e o ruído sempre predominavam e naqueles tempos não era considerado insalubre. Fui apresentado ao pessoal: Neto, Antonio Bruno, João Marinho, Carlos Arantes (Chinelo), Luiz Carlos Fortes, Sr Osvaldo Valentin de Castro, Aroldo de Souza, Fernando Risi, posteriormente ali também trabalharam Carlinhos Gonçalves, Antonio Crispim, Antero Antunes, Marcos Inferno, Luiz Jorge Porangaba e Luiz Antonio Vieira.
Fernando Risi foi quem mostrou toda a fábrica e quem me apresentava por onde passávamos. Digamos que num dia como hoje, o Neto entregara uma correspondência onde deveria passar em quase todas as partes da fabrica, correspondência essa que antes deveria ser registrada num livro ata para ser assinado na entrega. Começaria pela Carpintaria e visitaria o Sr Jair, depois Sr Rodeli na Expedição, Sr Armando Pucci, os motoristas Sr Ernesto, Orlandão, João Batista (violeiro) e Laércio na Motorizada.
Aproveitava e tomava um café com Sr Décio Antunes na Lubrificação. Retornando ao interior da Laminação, passaria pelo Setor de Cabos e cumprimentava os senhores Morency, Domingos Armando e Zé Gomes. Seguindo passaria pelo Almoxarifado do Dex e daria um alô ao Sr Itajiba de Moraes, seguindo ate o escritório das Prensas deixaria alguns papeis com o Sr Olavo Siqueira ou Cirso. Na Fermentaria Sr Gabrielli e Luiz Barbaresco e na Utensiliaria o Sr Eugenio.
Enquanto caminhava os funcionários brincavam comigo, especialmente devido ao meu tamanho e idade. Segui adiante e no Controle de Qualidade, vejo o engenheiro Sergio e Pompiani, mais adiante passei pelo Vicente Vieira e Adilson no Beneficiamento.
No Dimel, Silvestre e o Nico me saudaram. Saindo da Laminação de Chapas, cruzo com Sr Elpidio Pucci e Sr Antonio Martins. Antes de chegar ao Almoxarifado, brinco com Sr Chico Mota na bomba de gasolina, Entrego algumas requisições pro Sr Julio Capitão. Passando na Oficina Elétrica encontro os senhores José Afonso, Milton Nitsche, Crisolo (Chu), O João Bosco, o Salvador Nascimento, o Chicão Eletricista, o Sr Daniel, o Gabriel e o Ceara, o Zacharias e vários aprendizes.
Mais ao lado, nas Pequenas Máquinas visito o Robertinho Baterista e mais ao lado o Sr Merêncio (Zizão). Passando na Oficina Mecânica, o Horacio Lima assobia e no fundo vejo os soldadores Reguineri e Clodovil. Agora começo a subir pela calçada ao lado do muro que separa da estrada de ferro em direção ao Laboratório, porém antes de entrar ao prédio passo por uma obra civil onde troco uma palavrinha com meu pai Olivio e aproveito e cumprimento o Sr Mário Miranda, o Teodoro e o Jovino.
Ao entrar no prédio do Laboratório passo pelo DEDI e vejo muitas pessoas queridas com as quais futuramente iria trabalhar: Martins do Almoxarifado/DEDI, Antonio Soares, José Carlos Moraes (Bird), Geraldinho, Jaime, Jean Claude, Alan, Marcilio Testinha (grande amigo), Edson Nogueira, Lail Rocha, Lair, Sr Geraldo Fortes. Luiz Elias. Ao lado passo pela Segurança (CIPA) onde está o Figueiroba. Subindo para o Laboratório passo pelo Vidal, Crisolo, o João Pereira, e o Dr. Jose de Barros.
Tenho desenhos para o Carlos de Gregoris no Escritório Técnico e na passagem revejo Dorival Rosa, Hamilton de Souza e Doraci. No quarto andar passo pelo Pimentel deixo documentos pro Engenheiro Diógenes, passo pela Secretaria da Diretoria, comprimento o Ari, O Divaldo Lima e o Dimas Pedron. Na saída do prédio passo pela balança, fazendo questão de pisar sobre ela, só pro Darci gritar. Sigo para o Controle de Materiais e deixo alguns papeis com João Martins e Azil Rossi.
 Em direção a Fundição deixo alguns documentos com Engenheiro João Sarmento. Cumprimento o pai do Gilmar Santos, do qual não me lembro o nome. Vejo o Bimbão trabalhando numa bica de alumínio que me impressiona pela cor e o calor. Por causa disso eu não gostava de adentrar a Fundição.
Rumo a Mutadores (DATR) deixo alguns papeis para o Dr. Eurico e cumprimento o Irineu e o Manolo. Rumo ao Escritório, passo pela Portaria onde o Sr Orlando Silva cantarolava um cururu e o Sobrinho escutava calmamente. No Depto Pessoal, setor Caixa, vejo o Bastida, o Valdir cantor e Sr Paulo Dias. Mais adiante avisto o Sr. Philemon, Maria Ferraz e Sonia Martins. No setor Bens Patrimoniais lembro-me do Marinho e do Sr. Oswaldo Sbompato.
Subindo passo pela Jurídica onde estão o Dr. Luiz e o Damião, Na seção de Custos vejo o Dirceu Lelé. Na Contabilidade o Sr. Wilson Martins e Sr. Divino Amaral. Dou meia volta e hoje felizmente não tinha materiais para pegar no Sub Almoxarifado, senão teria que levar canetas velhas, pontas de lápis e de borrachas senão não teria os novos. Mas sempre gostava de passar por lá, pois o ambiente era agradável, especialmente quando o Santos ganhava e o Luiz Carlos de Lima era só alegria e o Luiz Ferraz com suas piadas.
Saindo teria que passar pelo Semachir e deixar alguns papeis com Sr Mário Lourenço. Ainda tinha caminhos a percorrer: passava ao lado da Igreja, tomava um cafezinho com leite rapidinho da garrafa térmica do Trailer da D. Maria Machado, cruzava em frente ao Banco Bandeirantes onde não tinhas filas por que não era dia de pagamento. Seguia e ouvia os gritos da criançada no parquinho do SESI. Mais abaixo passando pelo SENAI, além dos estudantes poderia saber que lá estariam José Bento dos Santos, os instrutores Jair Almeida, José Benedito e Antonio Maniezzo.
         Seguindo brincava com Sr Pedro o sorveteiro e “pendurava” um picolé de abacaxi. Pela Cooperativa, via-se a Irene mas o João Mischek nao estava lá e sim na Hidráulica.
Na biblioteca a senhora Maria Del Rosário Carmen Mola Ribe, sempre presente, eu só dava uma olhada nas manchetes do jornal de esportes e seguia em frente. Passando pela Igrejinha de Santo Antonio, nem sempre se via a Irmã Angelina. No Ambulatório, sempre com filas para serem atendidas pelo Dr. Eno, não sem antes passar pela enfermaria com o João Magro, João Gordo, Ari e Milhão.
Passo pela frente do Bar da AAA, e o pembolim me atrai mais que as coxinhas recém fritas. Anos depois quase perco um ano escolar por causa do pembolim, Felizmente acordei em tempo. Passo pelo cinema e vejo O Moreira trocando os cartazes dos filmes e sigo para Secretaria da AAA. Lá fui recebido pela Cidinha Arantes, hoje Ceretta e é ela quem faz minha primeira carteirinha e posteriormente me ensinou inglês. Aproveitei e dei uma olhada na farmácia do Sr José Módena só por curiosidade.
Ao cruzar a rua vi aquele carro preto antigo, penso que era um Ford dirigido pela dona Volda e certamente acompanhada pelo filho Vitor, sua filha  a Selma e a Rose voltando da escola.
Só ai percebi que era hora do almoço. Então voltei em passos largos em direção à Portaria.
Veja que num período de três  ou quatro horas quantas pessoas visitei, conversei, ou somente acenei com as mãos. Se alguns nomes nao coincidem com os respectivos setores, pode ser um lapso de quarenta anos de memória. Só para lembrar aos mais jovens, estávamos numa ditadura militar e podíamos dormir com as janelas abertas. 


* Estafeta: Era o nome da função do Aprendiz que entregava documentos na fábrica.


 MEU PRIMEIRO DIA DE TRABALHO
(Wilson do Carmo Ribeiro)


 Era dia dois de janeiro de um mil novecentos e sessenta e eu estava prestes a iniciar meu primeiro dia de trabalho na Cia. Brasileira de Alumínio. Um funcionário da Portaria levou-me à Laminação de Papel e apresentou-me ao Sr. Domingos Armando, que veio a ser meu primeiro chefe na grande indústria. Ele deu-me uma vassoura e mandou que eu varresse o piso oleoso da seção.
      Acostumado ao trabalho sob o sistema de empreitada na olaria onde tinha de ser rápido para dar conta das tarefas, fui ágil e em dois tempos o piso estava todo varrido.Aproximei-me dele e disse-lhe que o serviço estava pronto. O chefe então me mostrou um monte de retalhos de alumínio e orientou-me a amassá-los e depositá-los em uma caixa de ferro. Fui lá, amassei tudo aquilo em menos de dez minutos. Enchi a caixa e voltei para junto do paciente homem. Comuniquei-lhe que estava pronta a tarefa. Aí ele, já um pouco amolado disse-me: - vai lá naquele laminador e fique olhando ele funcionar.(!)
      Entendi logo que ali eu tinha que dançar de acordo com o ritmo da orquestra. Como fiz ao longo dos trinta e um anos de carreira na fábrica.
Com este texto, presto uma homenagem ao meu primeiro chefe, o qual não vejo há vários anos.
http://wilson-ribeiro.blogspot.com.br/2011/03/coisas-de-rapazes.htm


COLABORADORES

Nota: Estas são fotos de ex empregados da Cia. Brasileira de Alumínio que chegam ao autor da postagem através das redes sociais. Milhares de outros colaboradores deixaram de forma indelével suas pegadas, somando seus esforços para que a empresa produzisse e, em contrapartida retribuísse com a paga do trabalho de cada um.


 Abel Souto

 Abimael Ranieri

 Abner Carneiro

 Abner Muniz 

 Adauto Braga Diniz

 Adauto Rodrigues de Oliveira


Adair Machado

 Admir Machado

 Ademir Pinheiro de Abreu

 Adilson Fragoso


Adriano Di Gregoris


 Adriano Fragoso


Albino Henrique Duarte




Alcindo José Raimundo


 Ageu Mendes

 Agnaldo Pucci

 Airton Nereu

 
Airton Fragoso

 Alberto Arantes

 Alberto Pucci

Alceni Jesus Oliveira

 Alcides Bianco Filho

Alcides Bianco

 Alcides Sales

 Alcindo Lopes de Almeida
 
Alfredo Tameiros

 Almir Rodrigues

 Aluísio Micas Lacerda

 Amadeu Pinto

 
 Amarildo Fragoso

 Amauri Fernandes

 
 Ananias de Pontes

 André Carlos G. Alberto

Ângelo D. Oliveira Nascimento

 Ângelo Pistila

 
Ângelo Pistila Filho

 Ângelo Fujimoto

 
 Anizio Marcolino


 Antonio Almeida



Antonio Benedito Furquim


 Antonio Brandão Vasconcellos

 Antonio Bruno

 Antonio Carlos Rodrigues

Antonio Ceretta

 Antonio da Silva Cruz

Antonio das Graças Hilário

 Antonio de Castro Figueirôa

Antonio Delariça

 Antonio Dias

Antonio Francisco Ramos

Antonio Francisco Gonçalves

Antonio Freitas de Souza

Antonio José Ribeiro



Antonio Juvenil Fogaça


 
Antonio Marcos Martins

Antonio Martins

Antonio Martins

Antonio Mauro de Abreu

Antonio Mesquita

Antonio Molinari

Antonio Piassentini

 
Antonio Pistila

Antonio Roberto Miranda
 
 
Antonio Rocha Camargo

Antonio Soares



Antonio Adão Vidal



Antonio Vidal


Antonio Mazieri


Aparecido Andrade

 Aparecido Matoso

Aparecido Pereira

 Arlindo Souza Franco

 Armando Pucci

 Áureo Moura

Aparecido Aldevino Cardoso

Argemiro Pedro de Oliveira
 
 Argeu Cesar

Aristides Corrêa

Aristides dos Santos

Aristides Rodeli

Arival César

Arlindo Rodrigues

Arlindo Sales

Armando Bueno de Camargo

Armindo José Raimundo

Arnaldo Jesus de Oliveira

Aroldo de Souza

Artomedes da Costa


Artur Otávio Ribeiro

Ary Pires Ribeiro da Silva


Ary Lisboa

Arycélio Barroso Silva
 
Athaíde José Reis

 
Ayrton Becca

 
Ayrton Nereu

Azil Rossi

Beline Corrêa da Costa
 
Belmiro Galon

Benedito Abrão

Benedito Barros

Benedito Bastos


 Benedito dos Santos


 Benedito Faria

Benedito Jurandir Fogaça

Benedito M. Mendonça Chaves

Benedito Pontes

Benedito Souza Filho  

Benedito Dias

Benedito Pistila

Benedito Ribeiro

 
Calixto Saioti

 Carlos A. S. Freitas Cabral

Carlos Alberto Gonçalves

Carlos Alberto Arantes

Carlos Alberto Birocali

Carlos Alberto Henrique

Carlos Alberto Machado

Carlos Alberto Rocha Pacheco

 Carlos Augusto O. Nascimento

Carlo Di Gregoriis

Carlos Eduardo Ribeiro


Carlos Pinheiro da Silva

Carlos Rios de Melo

Carlos Pedroso

 
Carmo Pereira

Cecílio Fortes Júnior

Cecílio Fortes

 
Célio da Silva

 Célio Rodrigues da Paz

Celso Corrêa de Moura

 
Cícero de Moura

 Claucilei Souza Scarpa

 Claudio José Alves

Clideli Souza Scarpa

Cipriano do Nascimento

Ciro Bera

Claudemir de Moura Ribeiro

Claudinei Ceretta

 Claudio Ceretta

Claudinei Corrêa

Claudio de Barros 

Claudio Scarpa

Claudionor Bonfim

 Clodoveu Lisboa Borges

 Clovis Brandt

Clóvis Pereira

 Clóvis Pereira Lisboa




Dalmo Roberto Vieira




Damião Augusto de Paula




Daniel Antonio Vieira

Daniel Ferraz de Oliveira

Daniel Garrido Ribheiro

Daniel Mendes

Daniel Romualdo Queiróz

Daniro Afonso Gemente

David Alves Machado

David Augusto Machado

 Davi Ribeiro

Décio José Antunes

Delsio de Oliveira

Delsio José da Costa

Derby José da Costa


Dionizio Bazzo

Dioval Furquim

Dirceu Guimarães

 Dirceu Pereira Lima

Dival Clementino Pereira Filho

 
Divaldo Pereira Lima

Divino Amaral

 Domingos Armando Filho

 Domingos Rosa de Arruda

Domingos Armando 


Domingos Caetano

Donizeti Cerioni

Donizeti Tavares

Dorival Rosa

Durvalino Antonio Ribeiro

Edgar Furquim

Edgar Marques

Edmilson Vilela de Oliveira

Edmir Benatti

Ednilson Afonso Magueta


 Edison Domingues de Paiva

Edson Carlos de Araújo

Edson Euzébio de Oliveira

Edson Luiz Duarte

Edson Sabby

Edson Xavier de Barros

Edson Xavier

Eduardo Alberto de Moura


Eliano Abreu

Eliel Vicente

Elizeu Ribeiro de Souza

 Elisio Muniz dos Santos

Elias do Espírito Santo

 Eloy Guelfo Cicarelli

 Emanoel Rocha Pacheco

Emilton Ribeiro de Souza

Eno Lippi

Enoque Silva

Ermírio Pereira dos Santos

Ernesto Nunes

Erotildes Miguel

Esdras José T. Penna

Esrael do Nascimento

Eugênio de Arruda

Eurico de Melo Ribeiro

Eurides dos Santos

 Euthimios D. Dimitropoulos

Ezequiel Cavalheiro Leite

Fábio Di Gregoris


Fernando Bacha Mokarzel

 
 
Francis Franco Pistila

 Francisco Cândido de Oliveira


Francisco Carlos Lourenço

 
Francisco Carlos Pistila

Francisco  de Souza Proença

Francisco Furtado Vieira


Francisco Geraldo Rosa

Francisco José R. Arruda

Francisco Luiz Cherubini

Francisco Xavier Gomes

Gabriel da Silva

Gediel de Moura

Genezio Rodrigues dos Santos

Geraldo Oliveira Campos


Geraldo de Souza

Geraldo Nascimento Castro

Geraldo Nogueira Fortes

 Geraldo Roquette

Geraldo Xavier de Lima

Gerson Getúlio Machado

Getúlio Ribeiro Gonçalves

Giancarlo di Gregoris




Gilmar Moisés

Gilson Caetano



Gumercindo Lucas Nascimento

 Helio Birocali

 
Helio Lourenço da Silva

Helio Roque de Lima

Helio dos Santos


Helio Viotto

Helvécio Gonçalves Coelho

Honorato Nogueira

Horácio Camargo de Lima

Hosch Jean-Claude

Idair Gonçalves

Iracino Rosa Batista

Isaías Floriano Ribeiro

Isaías Floriano dos Santos

Israel Clareti Soares

 Itagiba de Moraes

Ivan Aparecido Granito

Ivan de Camargo

Ivan de Campos Rossi

Ivo Trama

Jaildo José Jordão

Jaime Henrique Duarte


Jair Ribeiro de Medeiros

Jairo Antunes dos Santos

Jasiel do Prado Ferreira


Jasiel Ferreira Filho


Jediel Hosana de Carvalho


Jeiel de Carvalho


Jerciel dos Santos Ferreira
 
Jesus Manoel da Costa


João Antonio Mischek

 João Antonio Moura


João Batista Andrade Silva


João Batista Boscariol Coan

 João Batista Cardoso

 João Batista da Silva
 
João Batista de Meira


João Batista de Souza


João Batista Groppo


João Batista do Nascimento


João Batista Vieira


 João Carlos Martins


João de Oliveira Santos


João de Souza Vilela


João Dias


João dos Santos


João Francisco de Lima


João Guilhermino Batista
 
 João Henrique Duarte


João Jacinto Maguetta



João Javorka Júnior


 João Luiz Misheck


João Marcos O. Tomaz


João Martins


João de Oliveira


João Pereira


João Sabby

 
 Joaquim Pistili


Joaquim Theodoro Alves Filho


Joaquim Tadeu Borges



Jomar Lancarovich


Jones Bill Munhoz


Jorge José de Souza


Jorge L. Theodoro Alves


José Adenilto Pfaifer


 José Afonso Corrêa Jr.


José Afonso Corrêa

José Angelo Armando


José Antonio Silveira


José Antonio Corrêa

 
José Antonio Ribeiro


José Aparecida Tisêo


José Aparecido 
 
 José Assunção Ferreira

 José Augusto Guidolino


José Bento dos Santos


José Camilo de Souza


José Carlos Arantes


José Carlos da Silva


José Carlos de Almeida


José Carlos Simões Almeida


José Carlos T. Alves


José Celso Antonio da Silva


José do Carmo Reis


José Clarete Soares


José do Carmo Reis


José Donizeti

 
José Eutáquio Fernandes

José Francisco Morelli


José Francisco dos Santos


José Gaspar Mesquita de Melo


José Henrique Mora Duarte


José Jesus Paes


José Jovino da Silva


José Lázaro Pistila


José Luiz do Carmo

José Luiz Magalhães 


José Maria de Freitas

José Máximo dos Santos

J
Josias Barbosa da Silva

Josmar Henrique Duarte
 
 José Adail Rosada
  
 José Luiz de Campos

José Luiz do Carmo

 José Maria Venturelli

José Medeiros

José Merêncio

 
 José Moreira da Silva

José Netto do Prado

José Nilton Viana dos Santos

José Odilon Paes

José Oliveira Lagoa Filho

José Olívio de Oliveira


José Parra Fernandes


José Pereira

José Roberto Bertocco


 José Roberto Sala

 José Raimundo Hilário


José Ricardo de Abreu

 José Roberto Antunes

 José Rodrigues da Paz

 José Sergio Rodrigues

José Waldir Magueta 



Julio Fernandes


Julio Pereira Capitão


Laércio Gonçalves de Moura


Laércio Romano




Lelio Xavier de Jesus


Leôncio Molla Mayayo



Lodovico Angelo Zanetti



Lhotar Wilhen Lenk



Luciano Santos



Luigi D'Ascânio

 Luiz Alberto Rodrigues


Luiz Antonio Amadio


Luiz Aparecido Padilha


Luiz Barbaresco


Luiz Carlos Bueno

 Luiz Carlos de Lima

Luiz Carlos Fortes


Luiz Carlos Lourenço


Luiz de Oliveira Santos


Luiz Elias Pinheiro


Luiz Fortes

 
Luiz Fragoso


Luiz Gonzaga falcão

Luiz Henrique Filho


Luiz Henrique Sobrinho

Luiz Medeiros

 Luiz P. Alcântara Melo

 
 Luiz Pistila


Luiz Saldanha


Luiz Verdum Sian


Luzo de Lima

Marcelino B. Neto

 Marcelo Francisco Rosa


Marcelo Moura




Marcílio Godinho


Marcílio César Araújo

Marcio Magno Lacerda

 
 Marcio Netto


Marcio Parolini


Marcio Vital de Souza


Marco Antonio Araújo


Marco Antonio Moura

 Marcos Antonio Pinto


Marco Aurélio Moura


Marcos Antonio Chagas


Marcos Rodrigues



Marco Aparecido Rosa



 
Mario da Silva Filho


Mario Lourenço


Mario Mariano

 Mário Vieira


Mathias Assumpção Marques


Mario Miranda Amaral


Maurício Travassos


Maurílio Araújo


Miguel Arcanjo Nunes


Milton Corrêa dos Santos


Milton da Silva Cézar


Milton Isaias da Silva


Milton Theodoro dos Santos
 
 Mizael Batista da Silva


Naziro José Fernades



Nelson Bueno


Nelson Cândido da Costa

Nelson Cândido da Costa Filho 


Nelson Gianini

Nelson José Bravin


Nelson Leite



Newton Neves Públio


Nilson Corrêa Raposo


Nilson Antonio Ribeiro

 Nilson Lopes de Oliveira


Nilton Luiz de Oliveira


Nivando Antonio Rikbeiro


Odemar Simões da Costa


Odilon Antonio Mencacci


Olavo Vieira Siqueira


Olegário Cesar Neto



Oliver Roberto Bazani


Olivio de Oliveira Silva

 Onésimo de Faria


Orlando Silva


Osmar Andrade


Oswaldo Antonio de Camargo


Oswaldo B. Fonseca


Oswaldo Gonçalves



Oswaldo Silveira de Freitas


Oswaldo Vicente


Oswaldo Vicente Júnior


Octacilio Ambrósio da Silva

 Otaviano Ferraz


Otávio Mário Guzzon

Paulo Alves de Lima Filho


Paulino Estrecheca


Paulo Berger


Paulo Bianco


Paulo Borges de Oliveira



Paulo da Silva


Paulo Dias


Paulo Leandro da Silva

 Paulo Roberto Paes


Paulo Roberto Sarti


Paulo Rodeli


Paulo Santos Corrêa

 Paulo Silas R. de Oliveira


 Paulo Soares Hipólito

 Paulo Theodoro dos Santos

 Pedro Cardoso dos Santos


Pedro Carlos Crisolo


Pedro Firmino dos Santos

 Pedro Góes
 
 Pedro José Nolasco

 Pedro Lopes Meira


Pedro Nunes de Almeida


Pedro Pereira dos Santos


Philemon de Medeiros


Placídio José de Lima


Plínio Vieira Garcia




Raimundo Bueno Nunes



Ramon Boix Torres


Reginaldo Pires


Reynaldo Nunes

Renato C. Brito Moura


Renato David Muzel


Renato Lúcio Sarmento


 Renato Jacob Corsi


Renato Ribeiro


Reynaldo Aparecido dos Santos

 Rircardo Alves de Oliveira

 Rivail Antonio Ribeiro

Roberto do Espírito Santo

 Roberto Fortes



Rubens de Almeida

 Rubens Cardoso de Oliveira


Rubens Pereira



Rudiberto Dias


Rudiberto Pereira Antunes
 
 Dr. Rui Minoru Chino


Rui Vieira Siqueira

Salvador Mariano do Nascimento


Samuel Berger


Samuel Dias


Santo Rodeli


Sebastião Aparecido dos Santos


Sebastião Antunes de Oliveira


Sebastião José der Souza Filho


Sebastião Luiz Lourenço


Sebastião Machado

 Sergio Lopes Duarte


Sergio Esteves

Sergio Santos


Severino Simões Almeida


Sidney Agostinelli


Silas Ribeiro


Silvestre Alves de Oliveira

Silvestre Gomes



Silvino Nogueira


Silvio de Góes Leite


Simão Nunes


Tadeu Cerioni



Tarcisio Sarti

 Thadeu Moura


Thiago Botti Vidal

 Timóteo Gonçalves de Moura


Ulisses Corrêa de Oliveira


Valdeci das Graças Justo
 
Valentino Rodrigues Bento


Vantelino Ribeiro

Vicente Antonio Eleutério



Vitor Lippi


Volney de Oliveira


Wagner Aparecido dos Santos


Waldemar de Carvalhjo


Waldemar de Oliveira Santos


Waldemar José Marques


Waldemar Machado


Waldemar Teixeira Guimarães


Waldir Alves da Silva



Waldir Donizeti Petrin



Waldir Fraga Costa Jr.


Waldir Reis Fogaça



Wagner Aparecido Barreiro



Waldomiro Ribeiro


Walmir Dias


Walmir Pereira


Walter de Moura


Walter Gonzales Fernandes


Wilson Gambacorta


Wilson Claudio Ribeiro


Wilson do Carmo Ribeiro


Wilson Gambacorta


Wilson dos Santos

Wilson Gomes Vicentini

 Wilson Martins


Wilson Pereira Camargo


Observação: As fotos das mulheres estão inseridas na postagem específica sobre elas. É só clicar aqui:  http://wilson-ribeiro.blogspot.com.br/2015/07/mulheres-ex-companheiras-de-trabalho-em.html




Funcionários da Portaria da CBA - 1985.
 



Funcionários da Seção Pessoal na Festa de Casamento do
Apontador Domingos Rosa de Arruda -  Final dos anos 60


Ônibus da CBA - Motorista ao volante Sr. João
Rosa de Oliveira  (Anos 60)


 Da esquerda pra direita , Wilker , Morelli, Carlos Arantes, Nelson Costa,Francisco, Samuel Dias, Edson Xavier, Benito, Edson L. Duarte, Jorge Fiod, Walter Duzzi, Josmar, Eli de Moura, Pedro Viu, Roberto, Adauto, Boleta, Helio, Sergio Cruz, Cecilio Fortes Jr , Hildeo Franco, Luis do Carmo ( Lico ) , Rosada, Sucata, Manolo, Saulo, Luís Antônio Helou, Raposo, Otavio Guzzon, Mourinha, Milton Reis, Luis Machado ( tigrão ), Carlos , Jurandir da Silva Filho (Descrição feita por Carlos Alberto Gonçalves


Aposentadoria do Sr. Celso Corrêa de Moura
(Final dos anos 80)

Funcionários da CBA - ANOS 90

 Confraternização de funcionários da Manutenção Elétrica
 da Laminação e companheiros de outros setores.


Confraternização do pessoal do DPM-5 - CBA
(Foto de Maria Aparecida dos Santos e 
descrição de Rosana Godinho)

Elias Travassos, Sergio Verdum, Joao Batista (bracinho), Marcos Messias; Luiz (Caçapito); 
Jose Geraldo (lalado), Luiz Pistila; Ataide; Darci, Roberto Fogaça; Zinho, Ailtom, Jatir, Guidolino,
 Jose Antonio, Claudio Soeiro, Zizão, Fogacinha.




JANTAR DOS APOSENTADOS 2010
(foto de Claudio Cereta)


JANTAR DOS APOSENTADOS 2011
(foto de Carlos Alberto Gonçalves) 

 Jantar dos Aposentados 2012.
(Foto enviada por Claudio Ceretta)


57 ANOS PRODUZINDO

Recentemente a CBA -VM comemorou os 57 anos de funcionamento de sua fábrica no Município de Alumínio, SP e convidou ex colaboradores para uma visita à indústria. Um dos presentes, Claudio Ceretta, nosso amigo em um a rede social postou fotos do evento e forneceu um relato a respeito do evento, o qual transcrevemos com pequenas adequações:
 
"...Realmente, muitos aposentados e ex-colaboradores, não ficaram sabendo do evento, segundo o Sr. Saulo, Diretor de RH, devido ao curto espaço de tempo, entre a decisão de fazê-lo, e a realização do mesmo!
Mas, segundo a afirmação do atual Diretor Industrial, sr. Clovis, este foi o primeiro de outros que virão nos próximos aniversários da C.B.A.. As pessoas que não estiveram, e foram lembradas, foram devidamente anotadas para serem convidadas nos próximos.
O evento começou com um café da manhã, no salão social da A.A.A., seguindo com a visita à Fábrica, aos locais permitidos. Após essa visita, houve uma brincadeira de futebol entre os aposentados e a equipe Master da A.A.A., no estádio Senador José Ermírio de Moraes.
Finalizando com um almoço, muito bom, no salão social da A.A.A. 
Aproveitando, no dia 10/08/2012, sexta feira, estaremos realizando a nossa Confraternização, pelo 6º ano, consecutivo, no restaurante, Feijão Tropeiro, bairro do Éden.
Esta,foi uma iniciativa do nosso amigo "Zé Capela", para reunir anualmente os aposentados e ex amigos que trabalharam na C.B.A.. E cada ano aumenta a participação!" 


FOTOS  DÀ VISITA DOS EX COLABORADORES 
(Fotos fornecidas por Claudio Ceretta)
















































Comentário de um ex colaborador sobre a visita às instalações da CBA:

Silvestre Alves de Oliveira> Homenagem ótima prestada a ex colaboradores, pudemos rever colegas de trabalho que não víamos há muito tempo. Também tivemos a oportunidade de conhecer alguns setores novos com tecnologia de ponta. Muito obrigado a nova diretoria pela lembrança.


UM POUCO DE DESCONTRAÇÃO
(Wilson do Carmo Ribeiro)


DR. FIGUEIROA: Da grande energia à suavidade de um Paizão


      Tive a grata satisfação de trabalhar sob o comando direto do Engº Antonio de Castro Figueirôa durante treze anos: dois como Coordenador das Casas da Vila Industrial e onze como Chefe de Métodos e Processos.
Homem dotado de grande capacidade era enérgico e direto no comando da equipe que formava a “Família CBA”. No entanto, era dócil e amável quando via os bons resultados de seus pupilos, fossem eles no trabalho ou na escola.
Dificilmente o Dr. Figueirôa ia ao seu escritório sem antes atender, primeiro na garagem de sua residência e depois num giro pela fábrica, principalmente nas áreas em ampliação. A construção civil era seu xodó. Via de regra atendia assessores durante esse giro, entre os quais, eu.
Muitas coisas eram faladas como tendo sido ditas ou feitas pelo Dr. Figueirôa, principalmente por seu modo direto e enérgico de se expressar. A palavra preferida dele ao se dirigir às pessoas era “jovem”, Isso independia da idade do interlocutor.
Vou aqui narrar dois acontecimentos que foram confirmados por ele em um dia que estávamos reunidos, estando presentes também os senhores Honorato Nogueira, Mário Miranda Amaral e Sergio Schmidt num escritório dentro da usina, Vamos chamar o primeiro de “O Bico do Pato” e o segundo de “O homem é muito Brabo”.
  No primeiro caso, consta que o Dr. Figueirôa chegou ao porão da antiga Sala dos Fornos 32 kA e lá estava um trabalhador desenhando um pato no pilar, usando um pedaço de giz. Com exceção do bico, o resto do pato estava desenhado. Mas o tal do bico não ficava bom e o rapaz apagava e desenhava novamente.
Sem perceber que estava sendo observado pelo diretor da fábrica, o moço prosseguia na sua tentativa, quando ouviu aquela voz característica pronunciada pelo chefe maior:
- Jovem: Você quer ir para casa descansar três dias para aprender a fazer o bico do pato?....

O HOMEM "É MUITO BRABO"

         Contava o Dr. Figueirôa que em 1955 logo que assumiu a direção da fábrica correu entre os trabalhadores a notícia de que o novo comandante era um homem muito bravo. E realmente havia um respeito muito grande pelo nome daquele mineiro de Ouro Preto, de bigode com as pontas um pouco retorcidas.
Num dos giros pelo interior da usina o Dr. Figueirôa foi à uma área de expansão da Alumina e lá estava um trabalhador dentro de uma vala, jogando terra para fora com uma pá. Como a vala já estava funda, o diretor se achegou à beira da mesma e olhou lá para baixo e aconteceu o seguinte diálogo:
- Jovem: Você está gostando do trabalho?
- Sabe moço, não posso conversar com o senhor não porque me disseram que tem um diretor novo aí que é brabo que é uma coisa. E mandou terra para cima, cobrindo as botas do diretor.

 
“ERA TUDO CONVERSA FIADA”


Esta também nos foi contada pelo próprio Dr. Figueirôa: Nos seus primeiros tempos como diretor da CBA ele ia quase todos os dias a São Roque dirigindo a caminhonete azul com o logotipo da fábrica estampada nas portas. Comprava um jornal, ia ao banco e fazia outras coisas de rotina.
Numa dessas vezes, logo que estacionou o veículo e começou a cruzar a praça da Matriz, um jovem senhor emparelhou-se a ele, perguntando se poderia pedir-lhe um favor.
- Fala jovem. O que você quer?
- Sabe moço: pelo que estou vendo o senhor é motorista lá na CBA e eu estou precisando trabalhar. Será que o senhor me dá uma carona até Alumínio?
- Claro meu jovem. Pode aguardar aí que já já eu estarei de volta.
No trajeto de São Roque a Alumínio o homem destampou a falar, acreditando ser papo de um motorista para outro. E saiu com esta:
- Sabe companheiro: Eu acho que você trabalha como eu em tabém gosto. Eu só dirijo. Esse negócio de por a mão na massa não é comigo não. Tem colega aí que dirige, carrega, descarrega. “Tá loco sô!”
O Dr. Figueirôa só na escuta. E veio outro caso. E mais outro, até que chegando à esquina da Rua Alexandre Albuquerque (onde foi construída a pracinha) o veículo parou e o candidato ao emprego recebeu esta orientação daquele “motorista” baixinho, bigode meio arrebitado e um topetezinho:
- Jovem: Vá até o Depto. Pessoal e procure pelo senhor Paulo Dias. Ele vai arrumar uma vaga de motorista para você.
- Muito obrigado “colega”.
O homem fez como lhe fora dito e em pouco tempo estava guiando caminhão dentro da fábrica. Feliz da vida, afinal era a maior fábrica da região.
Certo dia  nosso personagem estava com seu caminhão estacionado no Departamento de Extrusão, mais conhecido dentro da fábrica como Prensas (local de trabalho de João Sabby, Itagiba de Moraes, Mathias e tantos outros amigos). Estava em pé, absorto, vendo os perfilados de alumínio sendo extrudidos quando avistou dois senhores baixinhos vindo em sua direção. Um ele reconheceu: era aquele de bigode e topete que lhe dera carona; Estava com uma mão no ombro do outro. Pareciam ser gente importante dentro da usina. Olhou mais atentamente e não se conteve. Perguntou a um dos homens que descarregava tarugos de alumínio do seu caminhão:

- Colega: Quem são aqueles dois senhores que vem vindo ali?
- O de bigode é o diretor da fábrica, Dr. Figueirôa. O outro é o Dr. Eurico gerente da parte elétrica.
- Aiiiiiiii meu Deus!
Correu ao encontro do diretor e disse-lhe:
- Dr. Pelo amor de Deus, não acredite em nada daquilo que eu falei naquele dia da carona.
- Que carona jovem?
- Na semana passada o senhor me trouxe na sua caminhonete e eu falei uma porção de bobagem. Tudo conversa fiada Dr. Eu não sou nada daquilo não!
- Jovem: Fica tranqüilo. É você mesmo com teu trabalho que vai mostrar quem você realmente é. Aqui dentro da fábrica.
Ufa! 


CAÇANDO LEBRE
(Wilson do Carmo Ribeiro)

      Era costume dos funcionários da Administração chegar de cinco a dez minutos antes de recomeçar os trabalhos após o horário de almoço. Formavam-se então pequenos grupos por afinidade e se conversava de tudo um pouco.
      Entre os trilhos da ferrovia e o prédio onde trabalhávamos havia uma estreita faixa de terra coberta de gramíneas e pequenos arbustos. Por baixo dessa vegetação circulavam pequenos animais, predominando os coelhos ou preás..
      Certo dia, aproveitando os minutos que ainda restavam, dois ou três companheiros resolveram caçar coelhos. E armados de alguns porretes, iniciaram a empreitada. Deu treze horas, a maioria dos funcionários entraram e lá ficou um deles, distraído e sem percepção de horário, desferindo pauladas na tentativa de acertar um roedor.
      Nesse interim  chegou o Chefe do Escritório Sr. Paulo Dias, estacionou o Nash 52 ao lado do prédio e viu o funcionário na faina de acertar o preá. Perguntou ao chefe do Depto Pessoal o que era aquilo lá fora e constatada a falha funcional do rapaz, disparou a ordem:
- Três dias de gancho para ele.
       Na pasta funcional do predador  ficou arquivada a cópia da carta de advertência. Nela, o motivo da disciplina: “Por estar caçando lebre em horario de serviço”.

AGRADECIMENTOS

Nossos agradecimentos a todos que colaboraram direta ou indiretamente para que pudéssemos realizar esta postagem. Gratidão  especial aos amigos Carlos Alberto Gonçalves, Maria de Fátima Camargo Santos e Sebastião Aparecido dos Santos, os quais nos ajudaram sobremaneira na identificação de nossos ex companheiros de trabalho na CBA.

 Carlos Alberto Gonçalves com o amigo Antonio
Costa Vieira com quem trabalhou durante 
20 anos na Divisão de Custos da CBA.


 Sebastião Aparecido dos Santos
 (Seba)


Observação Final: Este blog não tem nenhuma finalidade comercial. É um instrumento que publica as Histórias escritas por um homem que dedicou sua vida à família, à Igreja e ao trabalho. Sua vida simples e batalhadora pode ser vista clicando neste link: http://wilson-ribeiro.blogspot.com.br/2011/04/o-menino-da-pindaiba.html

Com esta postagem ele homenageia a Cia. Brasileira de Alumínio pelos seus 57 anos de produção e 70 de existência. Parabeniza seus diretores e todos os colaboradores de todos os tempos, representados por aqueles que o autor conseguiu reunir e publicar suas fotos.

Quem trabalhou na CBA e deseja ter sua foto colocada no acervo desta postagem poderá enviá-la através deste e-mail: prebwilson@hotmail.com
Da mesma forma, se sua foto foi colocada e você quiser que ela seja removida, basta avisar, usando o mesmo e-mail.


SOBRE O AUTOR O AUTOR

 


Wilson do Carmo Ribeiro tem 70 anos, é industriário aposentado e pedagogo. Mora em Sorocaba, é casado com a professora Claudineide Marra Ribeiro e atualmente dedica seu tempo a escrever sobre as cidades em que morou e as igrejas presbiterianas dessas cidades. Sua autobiografia pode ser vista clicando neste link: 


E-mail: prebwilson@hotmail.com




Comentários 

Comentário da Eliane Ribeiro Gonçalves 


  




Pai que linda postagem!!

Parabéns!

Pessoas especiais que fizeram nossa vida especial!
 




 
Comentário de Rachel Mattos



Parabéns pelo seu trabalho do resgate de uma história em que a sociedade Aluminense ajudou o crescimento dessa empresa que se não me engano é uma das maiores da América Latina...para nós é orgulho ter dado mesmo que pequena nossa contribuição para chegar no porte que está hoje...Adorei...ficará nos anais da história...merece até uma publicação numa revista...pense nisso...Abraço...e mais uma vez          
 "Parabéns com louvor"...



  
Comentário da Mirna Andrade





Sr. Wilson, obrigada pelos links. Li e gostei muito de seu blog. Parabéns pelo seu trabalho, muito bem elaborado e uma preciosa contribuição para a História de Alumínio








Comentário de Gerson Getúlio Machado


Wilson, narrar estes fatos agora em 2012 já são por demais estranhos para uma sociedade perdida na busca apenas de economia e relacionamentos frios.
Mas a nós que vivenciamos tudo isso por décadas, estamos nos sentindo realizados em relembrar.
Desejo que isto se solidifique e passe a ser depositado em um MUSEU em Alumínio para que num futuro próximo ou longínquo, que pode ser hoje mesmo, se reavaliem as maneiras administrativas e de convivência na sociedade.
Desde menino aspirava por levar a mais pessoas aqueles fatos tão significativos, e com a internet isso se realizou, e o compartilhamento e participação de muitos dá provas de que não era apenas eu ou você, mas Alumínio em peso conta sua linda história. Deus o capacitou e levantou nesta empreitada. Eu de minha parte estou feliz por isso, e não consigo contar a fila comigo.....grande abraço deste teu amigo, admirador, irmão e aluno
Gerson Getulio Machado K-berto


.


NOTA DE ATUALIZAÇÃO


Como todos os seres vivos, Antonio Ermírio de Moraes teve o final de sua longa e honrosa existência aqui na terra. Deixo aqui, com a transcrição da nota abaixo minha homenagem a esse grande homem:





"Morreu na noite deste domingo (24) em São Paulo, aos 86 anos, o empresário e presidente de honra do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes. Segundo informações da assessoria de imprensa da empresa, ele morreu em sua casa, no Morumbi (Zona Sul), por insuficiência cardíaca.

O corpo do empresário será velado a partir das 9h desta segunda-feira (25) no Salão Nobre do Hospital Beneficência Portuguesa. A partir das 16h, o cortejo deve seguir ao Cemitério do Morumbi, onde ele vai ser sepultado. Antônio Ermírio deixa a esposa, Maria Regina Costa de Moraes, com quem teve nove filhos.

Em nota, o Grupo Votorantim afirmou que perdeu um "grande líder" que "defendia o papel social da iniciativa privada para a construção de um país melhor".

O empresário nasceu em São Paulo em 1928. Seu pai, o engenheiro pernambucano José Ermírio de Moraes, criou o Grupo Votorantim, comprando as ações de uma empresa de tecelagem.

Antônio Ermírio se formou em engenharia metalúrgica pela Colorado School of Mines (EUA). Iniciou sua carreira no Grupo Votorantim em 1949, ajudando a empresa a se destacar na produção de cimento, extração de alumínio, agronegócio e finanças, entre outras atividades. Em 1955, Moraes foi o responsável pela instalação da Companhia Brasileira de Alumínio.

O empresário também teve atuação de destaque na área social. Por 40 anos presidiu a diretoria administrativa do Hospital Beneficência Portuguesa, que entre seus serviços presta atendimento a pessoas de baixa renda. Ocupava o cargo de presidente de honra do hospital, mas pouco falava sobre o assunto.

“O que eu faço de donativo, só eu e Deus ficamos sabendo. Meu pai me ensinou que donativo com propaganda não é donativo, é comércio”, disse numa ocasião.

No campo das artes, Antônio Ermírio escreveu três peças de teatro e diversos livros, ganhando uma cadeira na Academia Paulista de Letras.

Em 1986, candidatou-se ao cargo de governador de São Paulo pelo PTB e ficou em segundo lugar, atrás de Orestes Quércia (PMDB).

Em 2013, a vida do empresário foi retratada pelo sociólogo José Pastore em uma biografia: "Antônio Ermírio de Moraes: Memórias de um Diário Confidencial".

"No campo pessoal, a marca de Antônio Ermírio foi a simplicidade, sempre acompanhada de humildade e generosidade. Como empresário ele tinha como meta investir continuamente para gerar empregos de boa qualidade. [...] Como investidor ele pregava ser de responsabilidade dos empresários não apenas produzir e pagar impostos, mas também, ajudar o próximo. E para tanto, ele deu o exemplo ao longo dos seus 60 anos de trabalho", disse Pastore, em nota.

No ano passado, a família de Antônio Ermírio de Moraes e família apareceram entre os 100 maiores bilionários do mundo, segundo ranking da Forbes, com fortuna avaliada em US$ 12,7 bilhões. No Brasil, a família foi considerada a terceira mais rica, segundo ranking divulgado pela revista em maio deste ano.


Antônio Ermírio trabalhava 12 horas por dia, mas ponderava que era preciso moderação. “Na vida, o meio termo é o correto, nem tanto ao mar,  nem tanto à terra. Eu acho que é preciso trabalhar, mas não se descuidar do lazer, para você, para sua família, para sua saúde inclusive”, disse durante uma entrevista à rádio CBN."



Veja a íntegra da nota do Grupo Votorantim:



É com grande pesar que o Grupo Votorantim comunica o falecimento do Dr.  Antônio Ermírio de Moraes, aos 86 anos, na noite deste domingo, 24 de agosto, em São Paulo.



Presidente de honra do Grupo Votorantim, Dr. Antônio era engenheiro metalúrgico formado pela Colorado School of Mines (EUA) e iniciou sua carreira no Grupo em 1949, sendo o responsável pela instalação da Companhia Brasileira de Alumínio, inaugurada em 1955.



Com o falecimento do Dr. Antônio Ermírio de Moraes, o Grupo Votorantim perde um grande líder, que serviu de exemplo e inspiração para seus valores, como ética, respeito e empreendedorismo, e que defendia o papel social da iniciativa privada para a construção de um país melhor e mais justo, com saúde e educação de qualidade para todos.



Dr. Antônio deixa a esposa, Dona Maria Regina Costa de Moraes, com quem teve nove filhos. O corpo será velado a partir das 9h desta segunda-feira no Salão Nobre do Hospital Beneficência Portuguesa e o cortejo sairá às 16h rumo ao Cemitério do Morumbi, onde o corpo será enterrado.


























































2 comentários:

  1. Ainda menino trabalhei na roça para ajudar a família, minha rotina era de casa para a escola e de casa para o trabalho, mas depois de alguns anos meu pai resolveu ir para a cidade procurar emprego e eu fiquei no sítio fazendo o que era necessário ser feito .
    Aos 16 para 17 anos meu pai resolve então buscar a mudançae fixar residência na cidade trabalhando de empregado na indústria e como eu estava em fase de alistamento militar não consegui se empregar. Logo que completei 18 anos, mais que depressa preparei a documentação e ali na Companhia Brasileira de Alumínio onde alguns da família já estavam empregados, comecei a trabalhar de ajudante na carpintaria com o Sr. Jair Medeiros, irmão do Sr. Phillemon. Além do trabalho que levava à sério me divertia bastante com os colegas que não quero citar nomes para não ser injusto com alguns. Mas nessa jornada de trabalho um episódio engraçadoaconteceu, entre muitas histórias, vou contar esse: “Certa vez estávamos reunidos em torno do bebedouro que tínhamos ali no setor, quando sem perceber o Sr. Jair vinha correndinho ou ligeirinho como sempre, eu que já havia tomado água fui saindo de repente dei uma trombada com o chefe, foi ele de um lado e eu de outro. Todos olharam para ver a reação , o Sr. Jair se levantou vermelho como pato no sol, virou-se e continuou a varredura no setor”.
    Ele foi um bom líder para mim que depois de algum tempo me deu a oportunidade de trabalhar em seu escritório.
    Mais tarde, sempre com muita dedicação aos estudos já fazendo curso técnico resolvi pedir transferência e praticar na área referente ao curso. Como era de conhecimento de todos para conversar com o Diretor Dr. Figueiroa em seu gabinete era necessário marcar audiência. Para minha surpresa um dia passando pela recepção da diretoria o Sr. Ari me chamou e euentrei e fui recebido pelo Dr. Figueiroa levantando-se de sua poltrona e me disse: “Meu jovem (isso era de praxe dele), tô vendo aqui que você trabalha em escritório, limpinho e agora quer ir prá área onde tem lugar sujo?”, no que respondi relatando meus princípios e se me desse a oportunidade não iria decepcioná-lo. Então fixando os olhos para mim falou assim: “Meu jovem, você está no caminho certo, continue assim.Boa sorte!” Agradeci e fui acertar a documentação para trabalhar no Depto. De Instrumentação com o Sr. Jean Claude, que além de ser meu chefe foi professor no curso. Lá comecei como meio oficial em 1980onde trabalhei até o final de 1990, quando me desliguei da empresa por motivos pessoais. Mas nesse departamento entre uma e outra promoção exerci a função de Técnico Instrumentista por vários anos. Lógico que durante esse período fiz muitos amigos e colegas que realmente mereceram e merecem meu respeito e entusiasmo sem citar nomes pois é difícil lembrar o nome de todos. Aprendi bastante e também tive a oportunidade de ensinar alguns passando adiante meus conhecimentos.
    Hoje sou funcionário público em uma Autarquia da Prefeitura Municipal de Sorocaba, para ser mais claro, no SAAE ( Serviço Autônomo de Água e Esgoto), e ainda em certas ocasiões pratico alguns conhecimentos adquiridos ao longo anos de experiências.
    E que Deus me dando saúde e disposição estarei nesta autarquia por mais algum tempo, e daí continuarei na ativa somente em minha imobiliária comercializando imóveis.
    Que Deus em sua infinita graça abençoe à todos e quem sabe nos encontraremos por aí em algum lugar.
    Até . Fiquem na Paz com Deus.

    João Meira – Corretor de Imóveis

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    1. João Meira: Obrigado pelo belo comentário. Se mandar-me uma foto tua coloco-a na História da CBA. Abração.

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