quinta-feira, 26 de abril de 2012

LEOCÁDIO CARPINÉ: PASTOR MISSIONÁRIO OU MISSIONÁRIO PASTOR?



INTRODUÇÃO

Dando continuidade à série de publicações sobre a vida e obra de nossos pastores, estaremos abordando a figura sóbria e respeitável do Reverendo Leocádio Carpiné, homem chamado por Deus para levar as Boas Novas do Evangelho ao povo, tanto dos sertões como das cidades.
Hoje, aos 73 anos de idade e jubilado o Reverendo Leocádio continua firme na pregação da Palavra, ora numa igreja ora em outra, sempre acompanhado de dona Damaris Faria Carpiné, esposa dedicada e companheira de todos os momentos.
Temos tido o privilégio da convivência com o casal visto morarmos na mesma cidade (Sorocaba) e ele estar sempre pregando em nossa igreja, a Presbiteriana Rocha Eterna, da qual é pastor eleito o Reverendo Dilermando Félix Pereira.
Leocádio Carpiné é filho de Eugênio Carpiné e dona Felicia Carvalho e nasceu aos 09-12-1938 em Embaúba, pequena cidade na região de São José do Rio Preto, interior do Esta\do de São, onde ajudou a família nos trabalhos da lavoura e fez seus estudos primários.
Convertido, o jovem Leocádio fez sua profissão de fé e foi batizado no dia 23-04-1967 pelo Reverendo Oscar Chaves na Igreja Presbiteriana de Santo André. Tornou-se aspirante ao Ministério na Igreja Presbiteriana de Fátima do Sul (MTS) em janeiro de 1983 e candidato ao Sagrado Ministério no mesmo ano pelo Presbitério de Dourados. Fez seus estudos teológicos (veremos maiores detalhes posteriormente) e foi licenciado e ordenado pelo mesmo concílio em 27-01-1985. 

DONA DAMARIS NARRA A TRAJETÓRIA MISSIONÁRIA E MINISTERIAL DO ESPOSO

Quando pastoreava a Igreja Presbiteriana de Alumínio (Presbitério Leste Sorocabano) aquela comunidade editou um Boletim Especial, no qual a irmã Damaris Faria Carpiné faz uma bela e completa narrativa da trajetória de vida e de trabalho do     marido. Vamos utilizar esse material na sua íntegra para falar das lutas, das vitórias e das bênçãos decorrentes do árduo trabalho desempenhado pela família Carpiné nas cidades e nos sertões por onde Deus os conduziu.
“No ano de 1965 chegou na Igreja Presbiteriana de Santo André um moço alto, olhos verdes, terno azul, muito elegante! Tinha 25 anos.
Passados alguns domingos ele começou a tocar clarineta com os músicos da igreja. O Reverendo Oscar Chaves não perdeu a oportunidade de entrosá-lo na igreja, convidando-o a fazer aquilo que ele mais gostava: tocar. Até aquele momento ele animava bailes de carnaval. Ao começar a tocar hinos na igreja, Deus começou a trabalhar em sua vida e, em seguida, ele começou a cantar no coral.
No dia 23 de abril de 1967 ele professou sua fé em Jesus Cristo, e no mesmo ano foi eleito Presbítero. Em 1970, casou-se comigo, que conto esta história.
Ele era diretor do coral, e eu, secretária. Também fazíamos parte da equipe Nova Vida, que durante oito anos fez um trabalho de evangelização, cantando e pregando em várias igrejas e cidades do estado de São Paulo.
Um dia recebemos a visita do presidente da Junta de Missões Nacionais, o Presbítero Abilio Coelho, que nos convidou para trabalharmos junto a eles no campo de Sinop em Mato Grosso. Ficamos contentes com esse convite, mas, ao mesmo tempo, muito temerosos, pois tínhamos três filhas pequenas, Andréia, Ariadne e Sheila e essa cidade nem constava no mapa. Ao avaliar os fatos, não aceitamos, pois achamos que ainda não era hora.        A igreja de Santo André era muito grande, tinha muita gente capacitada para fazer o trabalho, era uma igreja muito abençoada.   
Naquela época resolvemos nos mudar para Tatuí, pois lá havia igrejas carentes de ajuda. Num belo domingo, estávamos na Escola Dominical, na congregação do Boqueirão quando vimos o Presbítero Abilio Coelho chegando. Desta vez nos convidou para o campo de Humaitá, no Amazonas, muito mais longe do que Sinop, e nós aceitamos, pois, creio eu, tinha chegado a hora de Deus, apesar das crianças ainda serem pequenas: sete, quatro e dois anos.
Em março de 1978 chegamos a Humaitá, e, por três anos abençoados trabalhamos com aqueles irmãos, atravessando o Rio Madeira quase todo o sábado para fazermos trabalhos na Transamazônica. Para as meninas, tudo era festa apesar de terem ficado com o corpo coberto de feridinhas por uns dois meses, devido aos mosquitos e “carapanãs”, pernilongos bem maiores que os nossos e que vivem nas florestas. Mas depois desse período elas criaram imunidade contra esses insetos.
Em 1980 nasceu nosso filho Denoel. Ele tinha apenas um mês quando fiquei sozinha dirigindo os trabalhos da igreja, inclusive o culto de Natal, pois meu marido viajou para Manicoré, descendo o Rio Madeira, dois dias de viagem de barco, para inaugurar o trabalho Presbiteriano na cidade. Com a ajuda de um irmão que era fazendeiro ali, eles construíram um templo e hoje há uma igreja muito forte e abençoada ali, como soubemos pelo jornal Brasil Presbiteriano.
Nesse mesmo ano, fomos transferidos para Senador Guiomar, no Acre, onde ficamos por apenas nove meses. Tivemos um trabalho abençoado, principalmente com jovens e crianças e, ao nos despedirmos ao fim do culto de fim de ano, tivemos uma experiência única: todos os irmãos começaram a chorar copiosamente, até as crianças soluçavam e nós não sabíamos o que fazer para confortá-los! Nenhum de nós queria ir embora. Esse momento ficou gravado para sempre em nossas mentes!
Em 1981 chegamos a Rio Brilhante em Mato Grosso do Sul, e em 1982 nasceu nossa filha Helen. Nesse ano, ele começou a fazer no Seminário de Campinas, um curso intensivo para missionários e pessoas com mais de 35 anos. Ele passava o mês de janeiro estudando no seminário e eu ficava no campo cuidando da igreja.
Esse curso foi uma bênção, pois dali saíram muitos servos de Deus comprometidos com a obra e, principalmente, com missões. Em 1983 chegamos em Glória de Dourados, onde, no dia 27 de janeiro, ele foi ordenado pastor e passou a fazer parte do Presbitério de Dourados.
Em 1986 trabalhamos na igreja de Amambaí. Em 1988 fomos para Ponta Porã, onde pudemos também ter um ponto de pregação em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.  Ficamos seis anos abençoados nessa cidade.
Em 1995 tomamos a decisão de vir para São Paulo, pois precisávamos pensar um pouco mais em nossos filhos, principalmente nos estudos e nos instalamos então em Tietê.
Em 1998 fomos para São Francisco do Sul, em Santa Catarina, onde tivemos experiências marcantes! Um fato interessante sobre essa igreja é que a água do mar bate intensamente nas paredes do templo!
Em janeiro de 2000 chegamos a Alumínio. Cinco anos abençoados por Deus como em todos os lugares que passamos, irmãos queridos que guardamos em nossos corações.
Em 2005, mais um desafio, mais uma etapa. Até quando? Deus o sabe. Só queremos estar no centro de Sua vontade!
Ah sim, quem é esse missionário pastor ou pastor missionário? Alto, olhos verdes, elegante de 66 anos? Reverendo Leocádio Carpiné, meu marido!”  - Damaris Faria Carpiné.

MAIS UMA IGREJA E A JUBILAÇÃO

A última igreja a ser pastoreada pelo Reverendo Leocádio Carpiné foi a Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba que tinha o nome de IP Barcelona por estar localizada no bairro que tem esse nome. Tendo completado 70 anos em 09-12-2008, veio a jubilação em culto nessa igreja no dia 26-03-2009, mas o veterano obreiro, atendendo pedido de seu presbitério, pastoreou a Igreja Presbiteriana de Vargem Grande Paulista de junho a dezembro de 2009. (Mais detalhes no vídeo no final desta postagem). Mas, como dissemos no início, tanto o pastor Carpiné como sua esposa continuam fortes e firmes nos trabalhos do Mestre.
Queridos em todos os lugares por onde passou, o casal está
sempre viajando para atender os convites que vem das 

igrejas onde atuaram.
      

 ACERVO FOTOGRÁFICO


O jovem Leocádio Carpiné


 Tatuí (Boqueirão)


  .Escola Dominical em Humaitá (Amazonas)

 

 

Ponto de Pregação na Tranzamasônica

  

 

Culto ao Ar Livre no Acre (Quinam)

 

  

Escola Bíblica de Férias em Rio Brilhante (MS)

 

   

Culto em Amambaí (MS)

 

  

Ordenação em Glória de Dourados (MS)

 

  Igreja Presbiteriana de Ponta Porã (MS)

 

Encerramento da Escola Dominical - Ponta Porã (MS)

 

Templo da Igreja Presbiteriana de Tietê (SP)

 

Coral da Igreja Presbitreriana de Tietê (SP)

Cobgregação de Cruz das Almas -Tietê (SP)

 

Igreja Presxbiteriana de São Francisco do Sul (SC)

 

IIgreja Presbiteriana de Alumínio (SP)

 

Igreja Presbiteriana de Alumínio

  Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba (SP)

 

CULTO DE JUBILAÇÃO NA IGR4EJA PRESBITERIANA 

ROCHA ETERNA DE SOROCABA




 A EXPRESSÃO DE UMA OVELHA

O que transcrevemos a seguir foi escrito pelo diácono José Carlos de Almeida Rodrigues, à época ovelha do rebanho do Rev. Leocádio Carpiné na Igreja Presbiteriana de Alumínio, que demonstra o carinho e a consideração do membro pelo seu pastor. Aliás, achamos tão sugestivo o título usado pelo irmão José Carlos que utilizamos o mesmo em nossa postagem sobre o trabalho do Rev. Leocádio. O escrito do irmão fez parte do Boletim Especial nº 103, Ano II, de 04-12-2004:

"À vinte e sete anos o Rev. Leocádio e sua esposa escutaram a voz do Senhor dizendo a eles para saírem a pregar o evangelho a toda a criatura.
Com a graça e a proteção de Deus, levaram o evangelho a Humaitá no Amazonas, na Transamazônica, em Manicoré, no Acre em Senador Guiomar, no Mato Grosso do Sul em Rio Brilhante e em Pedro Juan Caballero no Paraguai.
Muitas foram as dificuldades, porém o Senhor Deus supriu todas as suas necessidades, e' o abençoou com uma esposa que, com a mesma vocação, foi e tem sido uma auxiliadora nos trabalhos do Senhor.
Ao fazer um curso especial para missionários se formou Pastor, ,confirmando sua vocação. A partir dai, pelas igrejas que passou, procurou iniciar pontos de pregação, continuando dessa forma a semear o evangelho.
Pastor, por formação, missionário por vocação! Nem todos os missionários são pastores, porém todos os pastores deveriam ser missionários.
Agradecemos a Deus pelo privilégio de tê-Io tido como pastor, lamentamos sua partida, mas, ao mesmo tempo nos alegramos no Senhor, pois aceitamos a soberana vontade de nosso Deus, sabendo que o irmão Leocádio possui ouvidos atentos às Suas ordens.
Que Deus continue abençoando o pastor Leocádio sua esposa e sua família, e possamos continuar ouvindo por muitos anos o que Deus fará através de suas vidas". 
José Carlos de A. Rodrigues
 


 O Boletim Especial


A FAMÍLIA

O Reverendo Leocádio e d. Damaris residem na bela e progressista cidade de Sorocaba, distante cem quilômetros da capital paulista. Como já dissemos, permanecem muito ativos na obra do Mestre. Ele além das pregações, toca saxofone e ela o inseparável violão que foi de utilidade ímpar nos trabalhos missionários e nas igrejas pastoreadas pelo marido.
O casal tem quatro filhas e um filho: Andréa, Ariadne, Sheila, Denoel e Helem. Dois genros (Marcos e Ricardo); uma nora -  Priscila. Netos são quatro: Yohan, Isabela, Enzo e Bernardo.
Como irmãos na fé e amigos do casal Carpiné rendemos nossas homenagens, fazendo esta postagem que, esperamos, sirva de inspiração para aqueles que vierem a visualizá-la
Encerramos com o versículo que o Rev. Leocádio nos entregou com o material que possibilitou esta postagem: "Porque sei em quem tenho crido e estou bem certo que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia" (2ª Timóteo 1.12) 


VÍDEO VIDA

video

 

AS CIDADES ONDE O CASAL CARPINÉ SERVIU A DEUS

 

 Embaúba, SP terra natal do Rev. Leocádio Carpiné


 Santo André, SP - Cidade natal de d. Damares 
e onde o casal se conheceu


 Tatuí, SP - 1ª Igreja a ser pastoreada


 Humaitá, AM - 1º local como missionário


 Manicoré, AM - trabalhando silmutâneo com Humaitá


 Senador Guiomard - Acre


 Rio Brilhante, MS


 Amambaí, MS


 Ponta Porã, MS


 Pedro Juan Caballero - Paraguai


 Tietê, SP


 São Francisco do Sul, SC


 Alumínio, SP


 Sorocaba, SP

 

 

 




NOTA SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM
Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado e pedagogo. É presbítero desde 1976 e atualmente exerce o ofício na Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba onde é membro juntamente com a esposa, professora Claudineide Marra Ribeiro.
E-mail: prebwilson@hotmail.com