domingo, 13 de março de 2011

O PRESBITERIANISMO EM ALUMINIO





APRESENTAÇÃO - FILADÉLFIA DE SOROCABA, A IGREJA-MÃE



 "A década de 40 ficou registrada na História pelos conflitos armados. Os Estados Unidos explodem bombas atômicas nas
cidades de Hiroshima e Nagazaki, Hitler comete suicídio e
Mussolini é fuzilado. Getúlio Vargas é deposto após 16 anos, e sob uma nova Constituição, Eurico Gaspar Dutra é eleito presidente do Brasil.

Em meio a essa turbulência histórica, homens e mulheres são levantados por Deus para organizar um espaço físico destinado a acolher pessoas geração após geração: a Igreja Presbiteriana Filadélfia.

A igreja nasceu como uma congregação, em 25 de junho de 1937, contava com 70 membros maiores e 31 membros menores. A Congregação Filadélfia se reunia à Rua Nogueira Martins, em Sorocaba. Três anos depois, em 04 de fevereiro de 1940, ela organiza-se como igreja e “passa a se reunir no templo 1 com capacidade para 400 pessoas.” (Transcrito da Revista Comemorativa dos 70 Anos da IP Filadélfia)

*Nota do autor: Antes do templo 1, que ficou pronto em 1967, a IP Filadélfia se reunia em um salão na Av. Nogueira Padilha e posteriormente em um salão que ficava no terreno onde foi edificado o templo 1.





Crentes da Congregação Presbiteriana
Filadélfia de Alumínio no final dos
anos cinquenta


Também, esta foto é do final dos anos 50.




Presb. Waldemar Machado e esposa
d. Amélia Rodrigues Machado

Família Ribeiro de Medeiros

     

      A Filadélfia expandiu suas atividades missionárias para Alumínio, São Roque, Mairinque, Canguera e Vargem Grande, instalando trabalhos nessas localidades. Alumínio se destacou e o trabalho floresceu como veremos a seguir.
      Foi na primeira metade da década de 1950 que teve início o trabalho presbiteriano em Alumínio. Irmãos procedentes do Município de São Miguel Arcanjo vieram trabalhar na Companhia Brasileira de Alumínio e a Filadélfia instalou um ponto de pregação na localidade, o qual não demorou muito a se tornar uma congregação.
      As famílias pioneiras foram a dos senhores Ceciliano Machado e Izaltino Ribeiro de Medeiros. A essas vieram a se juntar muitas outras, como a do Sr. Jasiel Ferreira e Gediel de Moura, tendo o trabalho se instalado no prédio situado na esquina da Rua José Maria Borges com a Gabriel da Silva Dias, onde posteriormente veio a funcionar a agência dos Correios. Posteriormente instalou-se na Rua Hehl nº 60, pertinho da portaria da C.B.A., onde hoje está localizado o terminal rodoviário da grande metalúrgica.
      O Reverendo Henrique de Oliveira Camargo, que pastoreara a Filadélfia e suas congregações faleceu em 1955, quando estava à frente das igrejas de Vorotantim e Araçoiaba da Serra. O próximo pastor do rebanho em Alumínio foi o Reverendo Abimael de Campos Vieira, que era professor de Sociologia e anos mais tarde viria lecionar na EEPG Professora Isaura Kruguer, onde também foi diretor. Por essa época a Congregação Presbiteriana Filadélfia em Alumínio já tinha um presbítero e um diácono, respectivamente os irmãos Waldemar Machado e Gediel de Moura. Ainda como Congregação, em Assembléia realizada na IP Filadélfia em Sorocaba o irmão Gediel foi eleito presbítero e o irmão Jasiel Ferreira Filho foi conduzido ao ofício de
diácono.


PRESB. WALDEMAR MACHADO – UM PIONEIRO A SER DESTACADO
    

       É justo destacar a importância do Presbítero Waldemar Machado, que era um homem de princípios rígidos e conduziu com muita responsabilidade a congregação. Era bom pregador da Palavra. Conhecemos seu pai, Sr. Ceciliano Machado, temente servo de Deus. Permanece ainda em Alumínio sua irmã dona Tereza, casada com Oswaldo Vicente. Este casal teve os filhos: Oswaldo Jr., Eliel e Elaine, a qual veio a s tornar missionária. Ela é esposa do Reverendo Ezoil Paniágua Benites, que foi evangelizado por ela quando trabalhava como missionária em Mato Grosso.
      O Presb. Waldemar foi casado com a irmã Amélia Rodrigues Machado com quem teve um casal de filhos: Silvia e Ceciliano Neto. Ele, que tinha somente o antigo curso primário, voltou aos bancos escolares e fez o supletivo de primeiro grau. Dona Amélia foi além: depois de casada continuou seus estudos e bacharelou-se em Matemática.
      O valoroso servo de Deus faleceu em 1981 e está sepultado no cemitério da Saudade em Alumínio, muito próximo à igreja que ele tanto amou e através dela, serviu com denodo ao Senhor da Igreja: Jesus Cristo.


Irmã Tereza Machado e seu esposo
Diácono Oswaldo Vicente

Sr. Jasiel do Prado Ferreira
e esposa dona Luiza Ferreira

Jasiel Ferreira Filho e esposa
Ruth dos santos Ferreira

d. Penina Moreira de Camargo

Presb. Gediel de Moura e seus irmãos
Hilquias, Cícero, Walter e Tersio


Presb. Gediel de Moura (foto afixada na nave do
Edifício de Educação Cristã da IP de Alumínio)


IP Alumínio visitando a igreja-irmã do
Bairro da Ilha em 1962

Coral Infantil da IP Alumínio regido
pelo diácono Walter de Moura.Ano: 1965

ORGANIZADA A IGREJA PRESBITERIANA DE ALUMÍNIO
    
       Em 14-03-1965 foi realizada a Assembleia de organização da Igreja Presbiteriana de Alumínio, sendo constituído o primeiro Conselho, que foi integrado pelos irmãos:Presidente:Reverendo Moisés Martins Aguiar; Presbíteros: Waldemar Machado, Gediel de Moura, Jasiel Ferreira Filho, Jair Ribeiro de Medeiros, Angelino Ângelo Rodrigues e Antonio Leite, estes dois últimos de Vargem Grande. Por sua vez, a Junta Diaconal contou com os irmãos: David Alves Machado, Waldomiro Ribeiro, Walter de Moura, Silas Ribeiro, Wilson do Carmo Ribeiro e Joaquim de Oliveira, também este último diácono de Vargem Grande.
      O Reverendo Moisés era um homem de certa idade e como seu antecessor, professor de Sociologia e lecionava na EEPSG Prof. Horácio Manley Lane, em São Roque.
      À semelhança da igreja de Jerusalém, sobre a qual a bíblia narra que os irmãos louvavam a Deus e caiam na graça de todo o povo (At 2.47) em Alumínio o trabalho prosperava e o testemunho dos irmãos era tido em grande conta pela direção da fábrica de alumínio, a qual era dirigida pelo Dr. Antonio de Castro Figueirôa, homem de notável energia e de grande poder de decisão sobre todas as coisas que aconteciam na comunidade aluminiense.
      Muitos membros da IP de Alumínio exerceram cargos de chefia naqueles tempos. Com o passar dos anos, uma nova geração continuou testemunhando de Jesus e gozando de boa reputação, galgando postos de relevância como técnicos em diversas áreas da indústria.



David Alves Machado e
sua esposa Wanira Mendes Machado


Primeira Junta Diaconal da IP Alumínio
Davi, Walter, Silas, Waldomiro e Wilson)


UMA IGREJA ENSINADORA E CONSERVADORA


      Uma característica que sempre marcou a igreja em Alumínio, mesmo em seus tempos de congregação, foi o ensino da Palavra de Deus. Além das pregações nos cultos e o ensino na Escola Dominical, a UMP realizava trimestralmente um concurso bíblico sobre um livro da bíblia. O pessoal aprendia muito, pois no dia da prova havia uma “santa” competição: às vezes eram duplas que respondiam; outras vezes era combinado que as respostas seriam dadas pelas entidades domésticas.
      Os líderes do trabalho davam oportunidade aos novos elementos que surgiam para pregar no “cultinho” que antecedia a Escola Dominical. Também nesta, muitos moços e moças tiveram a oportunidade de começar a lecionar.
      Desde muito cedo as crianças (e estas eram muitas, pois em todas as famílias havia muitas delas), aprendiam a manusear a Palavra. Tempos depois, já na época da igreja organizada, a irmã Doroti, esposa do Presb. Silvestre Alves de Oliveira treinou tanto as crianças nesse sentido que era impossível os adultos localizar livros ou textos antes delas.
      Quanto ao aspecto que podemos dizer que a igreja em Alumínio era conservadora, isto estava mais relacionado aos usos e costumes: proibição de uso de calças compridas para as mulheres, as quais deveriam também evitar o uso de cabelos cortados mais curtos, pintura de unhas, etc. Dessa forma, o visual das nossas irmãs muito se parecia com aqueles usados pelas irmãs de denominações pentecostais.
      Já em relação aos pregadores (isto ainda nos tempos de congregação), não havia muita restrição aos mesmos quanto à denominação: assim era comum termos pregadores (pastores ou não) metodistas e batistas em nossos cultos.
      Por falar em pregadores leigos, naqueles áureos tempos havia dois irmãos presbiterianos de Sorocaba que eram constantemente convidados a pregar em nossa congregação: presb. Benedito Severiano Leite e diácono João Batista Rodrigues (pai do regente Joaquim Rodrigues) Outros que sempre traziam a Palavra eram os irmãos do Lucas Machado: Saulo, Elias e Wilson.
      Ainda nesses primeiros tempos, pregou diversas vezes em nossa comunidade um pastor – Reverendo Alvino, um alemão que comprara um sítio no lado esquerdo da Rodovia Raposo Tavares, sentido Sorocaba-Alumínio, próximo ao Jardim Paraíso. Ele e a esposa só usavam vestimentas pretas e eram missionários, mas um tanto misteriosos, pois tinham pouco relacionamento pessoal com as pessoas da igreja e de fora dela.
      Depois de organizada a igreja em março de 1965, com o Reverendo Moisés à frente do Conselho e do rebanho a vinda de pregadores de fora ficou mais restrita: passou-se a falar a respeito de calvinismo, arminianismo e a diferenciar mais as questões relativas às doutrinas.
      Com o passar do tempo a igreja passou a ter vários pregadores em seus quadros: Entre os presbíteros eram normalmente escalados para as pregações: Waldemar, Gediel, Jasiel, Jair, Jovelino (que viera com sua numerosa família em 1968 procedente de Ourinhos), Silvestre Alves e Wilson Ribeiro, estes dois últimos eleitos em 1975, quando o presb. Waldemar já apresentava sinais de uma moléstia que foi progredindo até que aquele irmão veio a falecer em 1981.
      Com relação ao trabalho feminino é bom que se frise que o mesmo era de uma operosidade invulgar. No início da década de 1960 a presidente era a veneranda irmã Maria Joaquina de Camargo, irmã de dona Penina e mãe da Lecy Corrêa Ribeiro. Esta irmã, na sua humildade, muito ensinou às mais novas, entre elas a irmã Claudineide Marra Ribeiro, que veio a presidir a SAF local, e por diversas vezes, a Federação do Trabalho Feminino do Presbitério de Sorocaba. O departamento “Marta” da SAF era o que se poderia chamar de “pé-de-boi”. Em toda e qualquer recepção que fosse necessário a intervenção dessas irmãs, bastava dizer qual seria o dia e a quantidade de pessoas e lá estavam elas a postos, dando conta do recado.
A UPH, a UMP, a UPA e a UCP eram todas operosas e foi nesses trabalhos que surgiram muitos líderes, pois aprendiam a presidir, secretariar e exercer outras atividades que levavam as pessoas a adquirir a experiência necessária para tocar os trabalhos da igreja.
      Quando chegava o dia 31 de dezembro, era uma tradição: o Culto da Vigília. A participação era maciça e o programa começava às 19 horas com uma devocional seguida do concurso bíblico, que era arduamente disputado por todas as sociedades domésticas. Depois vinha a revelação do “amigo invisível” e depois um lanche, servido num intervalo de mais ou menos uma hora. A noite era coroada com culto solene, com muita música, finalizando com as orações dos irmãos. Nesse momento espocavam lá fora os fogos de artifício e a sirene da Companhia Brasileira de Alumínio soava à meia noite, anunciando o novo ano que chegava. Saudades!
      Outra faceta importante da igreja em Alumínio era aquela relacionada à música. Realmente havia um número muito grande de pessoas dotadas do dom de cantar, a maioria delas da família Moura, como se faz menção em outra parte desta história. Em decorrência disso, não só o Coral Ebenezer que durou quarenta anos ininterruptos, mas também outros conjuntos (coral feminino, quartetos, etc.) surgiram para abrilhantar os cultos e se apresentar em outras igrejas da região.
      Em decorrência dessa sensibilidade musical e da capacitação de pessoas para o ensino e a pregação, quando as congregações se emanciparam não houve qualquer dificuldade, principalmente em Mairinque, para que as pessoas se aplicassem nessas áreas do trabalho do Senhor.
     

A CONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ



Lançamento da Pedra Fundamental do Edifício de 
                                                Educação Cristã da IP de Alumínio em 1967.

     
      E foi assim que A Cia. Brasileira de Alumínio, sob a presidência do Dr. Antonio Ermírio de Moraes doou à igreja um terreno de 2.400 metros quadrados na Rua da Saudade e foi nesse local que se construiu o Edifício de Educação Cristã, inaugurado solenemente em julho de 1969.
      O prédio foi construído na base de mutirões, sendo que no primeiro deles, em 07 de setembro de 1967 cada família da igreja patrocinou um pedreiro e o chefe da casa se tornou servente do mesmo. Todas as paredes externas foram levantadas até a altura de um metro e meio. As esposas se encarregaram de preparar o almoço. Foi um dia abençoado e inesquecível! Os alicerces foram construídos de blocos maciços de concreto, de grandes vigas doadas pela CBA que havia demolido a Sala dos Fornos 32 KA.
      Nessa época pastoreava a igreja o Reverendo Isac Silvério, que era também professor de Matemática. Em 1.970 tomou posse o primeiro pastor eleito, Reverendo Willes Banks Leite, que permaneceu até 1.976.



AS OUTRAS CONSTRUÇÕES

           Sempre foi acalentado o sonho de se construir um templo no terreno da IP Alumínio, que tem mais de 2.400 metros quadrados de área. Porém o Edifício de Educação Cristã se prestava muito bem às necessidades da igreja, visto ter uma nave bastante grande e salas de aulas em quantidade suficiente para atender a demanda da comunidade. O Conselho priorizou então a casa pastoral, que foi projetada pelo irmão Eli de Moura, técnico em edificações.
      A casa foi edificada e no final dos anos setenta ocupada pela primeira família de pastor: a do Reverendo Benedicto Neves de Paula. Depois daquele obreiro, veio o Reverendo Ely Barbosa (esposa dona Eunice) e depois deles o Reverendo Manoel Peres Sobrinho, ainda solteiro.
Resolvido o problema da casa pastoral, o Conselho deliberou pela construção da casa da zeladoria e a mesma foi edificada atrás do edifício de educação cristã. O irmão Mário Ferrari e dona Bendita foram os primeiros a residir naquela moradia.




ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE O REV. WILLES BANKS LEITE

    

       Esse obreiro não fez o curso regular de teologia em um seminário. Fez uma preparação orientada para o pastorado e para esse mister foi ordenado no Presbitério de Juquiá, de onde era natural. Era bisneto de um agrimensor americano, daí seu nome um tanto diferente. Seu avô, conhecido como “O Velho Banks” foi quem semeou o presbiterianismo no Vale do Ribeira, plantando igrejas naquela região: Juquiá, Morrinhos, Cajati, Iguape, Registro, etc.
      O Reverendo Willes gostava de contar uma das muitas façanhas de seu avô para disseminar o evangelho no sertão do sudoeste paulista. Uma dessas coisas que ele sempre citava era o fato de seu ancestral ter trazido de São Paulo os vitrais instalados no templo da IP de Morrinhos. Esses vidros foram transportados até onde foi possível, de caminhão; posteriormente de canoa e por fim, no lombo de burros. O templo de Morrinhos é até hoje local de encontro anual de presbiterianos, muitos dos quais construíram ao lado da igreja, uma casinha onde passam alguns dias de intensa convivência por ocasião do encontro anual que ali acontece. Trata-se de um recanto muito aprazível, com o rio Juquiá ali bem pertinho.
      Antes de ser ordenado pastor o Reverendo Willes, na sua juventude trabalhou como motorista de caminhão e foi também garimpeiro. Ao mergulhar no rio Tibagi sofreu a perfuração do tímpano de um dos ouvidos, ficando parcialmente surdo. Por causa disso, usava um aparelho auricular para melhorar sua audição.
      Esse consagrado servo de Deus exerceu um profícuo ministério em Alumínio. Era ótimo pregador, grande visitador e fez amizades com muitas pessoas não crentes, incluindo o diretor industrial da CBA, o qual gostava de receber suas orações. Seu meio de locomoção em Alumínio era uma bicicleta.
      Foi no profícuo pastorado do Reverendo Willes que se construiu o templo da Congregação do Jardim Paraíso, o qual foi consagrado em 1975 com a presença do então presidente do Supremo Concílio da IPB, Reverendo Boanerges Ribeiro. Esse templo foi construído para abrigar os irmãos residentes nas Vilas Brasilina, Progresso, Paraíso e Pedágio, região que começou a se expandir em virtude dos loteamentos que surgiram naquela área. Para lá se mudaram muitos membros da igreja que se aposentaram na CBA.
Numa demonstração de carinho e gratidão dos membros da igreja, não só de Alumínio, mas também das congregações de São Roque, Vargem Grande e Canguera e também da IP de Araçoiaba da Serra, a qual ele pastoreou concomitantemente nos anos de 1972 a 1976., o Reverendo Willes ganhou um fusquinha em 1977, quando então tinha se mudado de Alumínio e pastoreava a IP de Iguape. O diácono Antenor José de Oliveira foi quem coordenou a movimentação visando a compra do carro. É bom que se frise que naqueles tempos eram poucos os pastores e oficiais de igreja que possuíam carro. A esposa do Reverendo Willes, dona Vitória era mulher dedicada e muito colaborava no ministério do marido.
      O casal tem um filho (Reverendo Alvey) e um genro (Reverendo Eduardo) que também são pastores presbiterianos.




Reverendo Ageu Mariano da Silva da IP
Independente e jovens da mocidade da IP de Alumínio
em um acampamento nos anos 70



UM FATO CURIOSO DECORRENTE DESSE MINISTÉRIO



       Como já mencionado, foi no pastorado do Reverendo Willes que se construiu o templo do Jardim Paraíso. Além desse bairro, florescera naquele mesmo lado da Rodovia Raposo Tavares o Jardim Olidel e então o Conselho da IP de Alumínio deliberou instalar um ponto de pregação no bairro. Um casal, não convertido, ofereceu sua moradia para a realização dos cultos de evangelização, que aconteciam aos domingos à tarde, sempre com a presença do pastor e um dos presbíteros. As pregações ocorreram durante quatro anos e, como não houvera progresso, pois nem os anfitriões haviam se decidido por Cristo, o Conselho achou por bem encerrar aquele trabalho.
No entanto, para surpresa do irmão Wilson do Carmo Ribeiro, que fora eleito para o presbiterato em 1975, este veio a ficar sabendo anos mais tarde, quando era vereador e fora convidado para participar de um culto na Igreja O Brasil para Cristo em Mairinque, que, em função daquele trabalho um homem havia se decidido por Cristo e agora era pastor daquela denominação, numa igreja no bairro Pedágio, com quase cem membros. O fato foi contado pelo próprio pastor, no púlpito. Essa boa nova, que não foi do conhecimento dos líderes da época como o próprio Reverendo Willes e os presbíteros Waldemar, Gediel e Jair, que já eram falecidos, vem somente confirmar o que diz a Palavra de Deus: “Lança o teu pão sobre as águas porque depois de muitos dias o acharás” (Ec 11.1).
      Depois do Reverendo Willes, assumiu a igreja como pastor designado o Reverendo Benedicto Neves de Paula.



D. Vitória, esposa do Rev. Willes
se dedicava ao ensino das crianças



UM BELO TESTEMUNHO A SER IMITADO

   

       No início da década de 1960 mudou-se para Alumínio a família do irmão Lucas Machado, procedente da Igreja Presbiteriana Conservadora da Vila Medeiros, São Paulo. A família era constituída pelo casal e os filhos: Lucas, Carlos Alberto e Gerson e da filha Itamar. Em Alumínio nasceu o caçula, que recebeu o nome de Ezer.
      Lucas era aposentado por doença e o casal conseguiu junto a CBA autorização para instalar um trailer para venda de lanches próximo da portaria da fábrica. Logo de início o casal definiu uma coisa muito importante: não venderiam bebida alcoólica no estabelecimento.
      Como grande parte da clientela era formada por caminhoneiros que vinham trazer insumos para CBA, estes reclamaram bastante no início; os profissionais do volante não viam como não ter uma pinguinha ou uma cerveja para acompanhar os deliciosos sanduíches preparados por dona Maria. Mas o casal permaneceu firme no propósito e com o passar do tempo todos assimilaram a realidade: naquele local não tinha nada de beber contendo álcool.
      Anos mais tarde, devido a expansão da fábrica o trailer foi instalado na Avenida Paula Souza, próximo ao antigo campo de futebol da Associação Atlética Alumínio. O que no início pareceu muito ruim, transformou-se em grande bênção: o estacionamento de carretas passou a funcionar bem próximo do estabelecimento da dona Maria (por essa época o irmão Lucas, devido o agravamento de sua moléstia, deixara o negócio totalmente a cargo da abnegada esposa).
      A firmeza de propósito e o testemunho daquele casal serve de exemplo a todos nós, pois eles não venderam álcool para ninguém e nem por isso deixaram de ter sua clientela.


Diácono Lucas Machado e esposa
dona Maria Ferraz Machado



UMA CONVERSÃO A SER SEMPRE LEMBRADA

       Muitas conversões aconteceram durante o ministério do Reverendo Willes na IP de Alumínio, mas uma delas merece um destaque neste relato que resolvemos fazer: trata-se do irmão Gumercindo Luccas Nascimento, mineiro criado na cidade do Rio de Janeiro e casado com dona Maria.
      Esse irmão trabalhava na CBA e morava na Avenida Santiago, Vila Industrial. Tinha prole bastante numerosa: Ana Maria, Maria José, Ana Lúcia, Ângelo, Carlos e Luci Ângela. As crianças eram pequenas e somente o Sr. Gumercindo trabalhava. Mas o maior problema não era o financeiro, mas a bebida. Ah! a maldita bebida que o deixava fora de si, fazendo a situação piorar cada vez mais.
      Mas um dia o Sr. Gumercindo ouviu do Reverendo Willes as boas novas do Evangelho. Ouviu e assimilou a sublime mensagem de salvação em Nosso Senhor Jesus Cristo. As coisas mudaram: Sr. Gumercindo nunca mais colocou uma gota de álcool em sua boca. Foi para a igreja com dona Maria e a criançada. Os filhos cresceram, estudaram, casaram-se e para honra e glória de Deus não se desviaram do Caminho. Retribuindo pela bênção recebida, o irmão por mais de uma vez visitou o Reverendo Willes em Juquiá e em algumas das visitas levou consigo um ônibus lotado de irmãos e irmãs para passar o dia com “o bom velhinho”.
      O irmão Gumercindo se tornou presidente da Associação Antialcoólica do Estado de São Paulo e passou a incentivar outros a seguirem seu exemplo. Voltou a ser um homem dinâmico, culto e com um hobby interessante e muito útil para a comunidade: para todo lado que ia, levava um gravador. Assim é que, mais de trinta anos depois, muitos possuem ainda as fitas com as gravações feitas pelo irmão. Glória a Deus!


Irmão Gumercindo Lucas Nascimento
e crianças da IP Alumínio (década de 1980)



A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO NO JARDIM PARAÍSO



      Logo nos primeiros anos de seu profícuo ministério em Alumínio o Reverendo Willes expôs no Conselho sua opinião de que a igreja deveria construir um templo na Vila Paraíso. Sua tese era a de que naquelas vilas que surgiam por lá, iriam residir muitas das famílias que faziam parte da IP Alumínio e moravam em casas da CBA. E ele estava certo, pois todos os empregados que se aposentam naquela industria têm de entregar as residências que ocupam.
      Assim, na própria Paraíso, além do Jardim Progresso, Pedágio e Brasilina foram morar as famílias dos irmãos: Presb. Gediel de Moura, diácono Silvestre Gomes, diácono Daniel Mendes Pontes, dona Vitalina Floriano, Ananias Pontes, Bento Nunes de Oliveira, as manas Erci e Eni Ribeiro e outras mais. Ressalte-se que algumas dessas citadas não moraram na Vila Industrial.
      E o templo foi edificado, com mão-de-obra dos próprios membros, no sistema de mutirões. As cadeiras foram adquiridas da Associação Atlética Alumínio, as quais eram usadas no cinema daquele clube. Ao lado do templo, construiu-se a casa de zeladoria.
      Em 1976 o templo foi inaugurado com culto festivo, tendo pregado o Reverendo Boanerges Ribeiro, presidente do Supremo Concílio da IPB. Fizeram-se presentes ainda os Reverendos Abimael de Campos Vieira, Celso Pedroso Fontão e Samuel José de Paula, todos do Presbitério de Sorocaba. A cerimônia foi conduzida pelo Reverendo Willes, o dedicado pastor da IP de Alumínio, que via se concretizar assim um sonho daquela comunidade.
      Ressalte-se que durante um bom tempo algumas famílias de irmãos presbiterianos independentes freqüentaram a IP Alumínio: Levi Floriano Rodrigues, Rubens Cardoso de Oliveira, Alcindo Lopes de Almeida, Placídio José de Lima, Moacir Rolim Machado, etc. Posteriormente os irmãos se organizaram em igreja e construíram seu salão de cultos na Vila Brasilina.
   

Consagração do Templo no Jardim
Paraíso com a presença do Presidente
do Supremo Concilio da IPB, 
Rev. Boanerges Ribeiro.

O templo


CORAL EBENEZER - UM CAPITULO Á PARTE


     

      Em 1954 o irmão Gediel de Moura organizou o conjunto coral que recebeu o nome de Ebenezer, o qual abrilhantou os cultos da IP de Alumínio por mais de quarenta anos ininterruptos. O coral chegou a um grande estágio de perfeição, tendo se apresentado em inúmeras igrejas da região, não só presbiterianas, mas também de outras denominações.
      Convidado pela Prefeitura Municipal de Mairinque o coral fez memorável apresentação em setembro de 1972 no Cine Alumínio em comemoração ao sesquicentenário da Independência do Brasil. Coralistas de outras denominações se juntaram ao Ebenezer e entoaram vários hinos de exaltação à Pátria brasileira.
      Com o passar do tempo o irmão Gediel que se tornara primeiramente diácono e posteriormente presbítero, passou a ter a colaboração dos irmãos Walter de Moura (mano dele) e Jasiel Ferreira Filho.
      Em 1964 o regente organizou um coral infantil, do qual participavam várias crianças da família dele, pois  todos tinham vocação musical: Raquel, Diva, Miriã e Eli (filhos); Josué, Israel, Gedielzinho, Timóteo, Laércio, Edmir e Dione (sobrinhos). Algum tempo depois a regência passou para a batuta do irmão Walter de     Moura. om raríssimas exceções todas essas crianças vieram a integrar o coral de adultos e mais tarde corais de outras igrejas da região.
O presb. Gediel, que fora chefe de seção na CBA havia se aposentado e não muito tempo depois veio a falecer quase que repentinamente, quando já morava no Jardim Progresso, causando grande tristeza na comunidade.


Coral Ebenezer no inicio dos anos 70 se 
apresentando em culto de evangelização





OS JOVENS E AS ALEGRES TARDES DE DOMINGO



        Na década de 1960 uma família da igreja morava em um sítio distante uns cinco quilômetros da igreja: era o saudoso casal Sr. Mário e dona Benedita Ferrari. Os filhos, todos crentes e freqüentes aos trabalhos da igreja. Eram eles: Conceição, Daniel, Lenita, Ernestina, Zilda e Antonio. Era uma família extremamente hospitaleira e dessa forma os jovens da igreja gostavam muito de passar as tardes de domingo na casa deles.  E o programa era cantar hinos. Hinos e mais hinos. Tempos saudosos aqueles!
      Outros dois locais também se tornaram ponto de encontro da mocidade: A casa da família Esquitine no bairro Pantojo e a família da irmã Penina Moreira de Camargo. Em Pantojo havia várias moças: Enedina, Eloiza, Isabel e Alice, além do irmão que era o primogênito da família, o José. Depois um pouco além dessa época o casal Esquitine teve mais filhos e filhas.
      Dona Penina era uma consagrada matriarca que tinha ao seu redor filhos e netos, formando assim uma família numerosa. Uma característica era marcante no seio da família: Todos conheciam música e vários deles tocavam algum tipo instrumento. Abiail, Gedalias, Daltro, Hilquias, Cícero, Walter e Tercio eram os filhos e filhas que moravam naquela “casa musical”. Os netos e netas: Edmir, Dione, Israel, Gediel, Timóteo e Laércio. A casa deles se situava na Vila Paulo Dias e estava sempre cheia de jovens da igreja que lá iam para cantar. Como naqueles tempos não existiam os cânticos contemporâneos, mais conhecidos como “corinhos”, o que se cantava eram hinos do cancioneiro Salmos e Hinos e do Cantor Cristão, este último das igrejas batistas.
     

FOTOS DE JOVENS E CRIANÇAS NA DÉCADA DE 1970




Mocidade

LIGA JUVENIL -Coordenação de d.
 Doroti Souza Oliveira

CRIANÇAS -Coordenadas pela Irmã Vera Lúcia M. Lopes

CORAL EBENEZER (Regência Presb. Walter de Moura
 (anos 70)
   

Casamento do Luiz Elias Pinheiro e Eni. Dos lados os padrinhos:
Jair Ribeiro e d. Clélia (à esquerda); Wilson do Carmo Ribeiro
e d. Claudineide (à direita). (década de 1970)




Presb. Antonio Francisco Ramos, esposa 
d. Maria Fidelis Ramos e uma netinha



Presbítero Gediel de Moura e sua família



Diácono Daniel Mendes Pontes

Dona Donária Pontes com as filhas Célia,
 Dirce e Raquel e um neto


Diácono Silvestre Gomes e esposa
dona Otília de Lima G
omes




Presbítero Amadeu Pinto e família



AS FAMÍLIAS QUE SE DIVERTIAM UNIDAS

    

       No final dos anos sessenta a Associação Atlética Alumínio adquiriu sua colônia de férias em Itanhaém, no litoral sul paulista e as famílias da IP Alumínio passaram a freqüentar o local uma vez por ano, geralmente no período de férias escolares. Alguns anos mais tarde o clube comprou a segunda propriedade naquelas praias.
      Assim, durante um longo período foi comum as famílias viajarem juntas à praia: os que tinham carro próprio utilizavam-se dos mesmos. Os que ainda não estavam “motorizados” eram transportados pela Kombi da AAA, via de regra pilotada pelo “seo” Oswaldo, um motorista muito amável e benquisto por todos.
      A criançada fazia a festa: Rosilaine, Rosmari, Valquíria e mais tarde a Valéria (filhas do casal Silvestre Alves e Doroti); Wilson Cláudio, Eliane, Flávia e posteriormente o Artur (filhos do Wilson Ribeiro e Claudineide); Claudemir, Cleonice, Elizabeth e depois o Erivelton (filhos do Silas e Edmir); Jersiel, Jocirlei, Gislaine e depois a Cristiane (filhos do Jasiel e Ruth); mais tarde o Eli de Moura e a Eunice com as crianças participaram das alegres permanências na “casa 1” e na “casa 2”. Casais de fora da igreja, como o Dionizio Bazzo e o Edson “Caminhão” e outros também conviviam naquele ambiente descontraído, que deixou bastante saudade.
      Entre os da igreja havia bastante liberdade para brincadeiras, principalmente entre os adolescentes e alguns não tão adolescentes assim, como o dia em que o Eli de Moura resolveu passar margarina nos trincos das portas de quase todos os quartos antes de seus ocupantes se levantarem. Era bastante comum também a brincadeira de dar trote (passar groselha, pó de café e outras coisas mais nas cabeças uns dos outros).
      Entretanto um episódio que ficou bastante marcado na memória de muitos aconteceu com uma família que não era da igreja. O chefe de família comprou no início da semana uma quantidade bastante grande de carne bovina para fazer um churrasco no domingo. Acontece que a carne estragou e o cheiro ruim foi percebido por todos os que estavam na casa. Persistente, o homem não se desfez da carne deteriorada: lavou-a e considerou-a apta para o consumo, convidando a todos para a churrascada do domingo. Resultado: naquele dia, alguns almoçaram bem mais cedo; outros acharam um jeito de comer fora...
Outro fato que ficou marcado para o Presb. Wilson e sua família foi quando eles foram a Itanhaém pela primeira vez com o fusquinha 1969 recém adquirido.O motor do carro não queria funcionar e então empurraram o mesmo até a praia e nada do motor pegar no tranco. Veio uma chuva gelada e o carro estava afundando na areia da praia, pois a maré estava subindo. Um menino, sobrinho do Presb. Wilson, foi chamar os homens na “casa 1” para ajudar e os mesmos descerram correndo. Arrancaram o carro da areia e levaram-no empurrando até a casa. O “Pulguinha”, filho do Sr. Mário Miranda tentou funcionar o veículo, mas nada! Desfecho: um eletricista foi chamado e o problema foi resolvido com a troca das velas.



SEMINARISTAS: OS DE OUTRORA E OS "FILHOS" DA IGREJA

    

      No início da década da década de 1960 a Congregação Presbiteriana Filadélfia de Alumínio contava com a colaboração de dois seminaristas: Oswaldo Henrique Hack e Itamar de Oliveira Rodrigues. O Reverendo Hack tornou-se pastor bastante conhecido nas hostes presbiterianas do nosso país, tendo passagens por grandes igrejas, seminários e atualmente está em Florianópolis, SC. Quanto ao Reverendo Itamar não temos conhecimentos mais detalhados da carreira dele. Atualmente está em Bom Jesus de Itabapoana, RJ.
      Ainda na década de 1960 trabalhou na igreja em Alumínio o seminarista José dos Anjos, homem que se convertera já um tanto maduro. Exerceu seu ministério com a mesma dedicação que apresentava enquanto era seminarista, mas o Senhor o recolheu antes de completar sua carreira terrena.
      Já na década de 1970 colaborou com a IP de Alumínio o seminarista Ely Barbosa, o qual viria pastorear a igreja no início dos anos oitenta, quando já havia a congregação funcionando em Mairinque. Pouco tempo depois trabalharam na IP Alumínio os seminaristas Manoel Peres Sobrinho e Ramon Peres, naturais de Votorantim, SP. Eles são irmãos. Ambos pastoraram a igreja no início da década de 1980.
      Com relação aos seminaristas oriundos da IP Alumínio tivemos: Carlos Alberto Henrique: era membro da igreja, onde também o eram seus pais (Luiz Henrique e Lúcia e seus manos Luiz e Sidney. O Luiz também foi para o seminário porém quando a família estava residindo em Mairinque e ele era membro de lá. O Reverendo Carlos pastoreia na capital paulista e o Reverendo Luiz em Santa Rita do Sapucaí, MG. Quanto ao pai deles, Reverendo Luiz Henrique, falaremos em capítulo à parte.
      Em tempos mais recentes, foi a vez do jovem Abner Marcos Carneiro, que era membro na IP Alumínio cursar o seminário, bacharelar-se e se tornar um pastor da igreja. Atualmente pastoreia o rebanho em Caraguatatuba, no litoral norte paulista.
São homens que sentiram o chamado de Deus e se consagraram ao pastoreio do rebanho. Que o Senhor da Seara esteja com todos eles nessa missão que é ao mesmo tempo difícil, mas ricamente abençoada pelo Senhor dos Senhores.



FOTOS DE PASTORES DA IGREJA PRESBITERIANA DE ALUMÍNIO

(Incluindo os tempos de Congregação da IP Filadélfia)

Rev. Henrique de Oliveira Camargo

Rev. Abimael de Campos Vieira

Rev. Moisés Martins de Aguiar

Rev. Isac Silvério

Rev. Willes Banks Leite


Rev. Benedicto Neves de Paula

Rev. Celso Pedroso Fontão

Rev. Ely Barbosa
Rev. Manoel Peres Sobrinho
 
Rev. Ramon Perez

Rev. Francisco José de Carvalho

Rev. Ismael Simões de Almeida

Rev. Mauro Ribeiro de Freitas

Rev. Leocádio Carpiné


Rev. Luiz Henrique Sobrinho


Rev. Flávio Reginaldo de Almeida



FOTOS DE ALGUNS SEMINARISTAS



Rev. Oswaldo Henrique Haack
Pastor jubilado da IPB)

Rev. Carlos Alberto Henrique
(Pastor, capelão no Instituto Mackenzie)


Rev. Ivanilson Bezerra da Silva
(pastor eleito da Igreja Presbiteriana de Sorocaba)





Rev. Abner Carneiro
Pastor da IP de Caraguatatuba, SP



AS "FILHAS" SE ORGANIZAM - A IGREJA EM MAIRINQUE



       Ao se organizar em igreja em março de 1965 a IP de Alumínio assumiu as congregações de Mairinque, São Roque, Canguera e Vargem Grande, que pertenciam à IP Filadélfia de Sorocaba. Alguns anos depois, São Roque, com o nome de IP do Jardim Bandeirantes tornou-se igreja, o mesmo acontecendo com a IP de Vargem Grande.
      Já com o trabalho em Mairinque não ocorreu o mesmo, visto que o irmão que era proprietário do imóvel, Sr. Horácio não conseguiu mais se entender com o Conselho quanto aos métodos de ensino e ainda no tempo do Reverendo Moisés o trabalho foi encerrado na localidade. A 1ª Igreja Presbiteriana Independente de Sorocaba, sob o pastorado do Reverendo Onésimo Augusto Pereira assumiu a direção da congregação, entretanto o irmão Horácio faleceu e o trabalho não conseguiu evoluir.
      Em 1975 a Prefeitura Municipal de Mairinque loteou uma grande gleba de terra que fazia parte do Horto Florestal, o qual fora adquirido junto à antiga Estrada de Ferro Sorocabana. O loteamento recebeu o nome de Jardim Cruzeiro e nesse local várias famílias pertencentes à IP de Alumínio construíram suas moradias e para lá se mudaram. Entre essas famílias estavam a do Presb. Wilson do Carmo Ribeiro e Jovelino de Oliveira Tomáz.
      Esses irmãos e mais algumas famílias da Igreja Metodista, entre as quais a do irmão Luiz Carlos Sodré vinham de Mairinque duas vezes todos os domingos para participar da escola dominical e do culto em Alumínio. Com o passar do tempo outras famílias de Alumínio se mudaram para Mairinque e então o Conselho achou por bem iniciar um trabalho na sede do município (Alumínio à época era distrito de Mairinque).
      Foi então consultado o Presb. Wilson e sua esposa dona Claudineide sobre a possibilidade deles cederem a residência para ali iniciar a Escola Dominical. E assim, em julho de 1981, com 37 alunos matriculados, teve o início do trabalho presbiteriano em sua nova fase. O endereço: Rua Dr. Jones Bill Munhoz, 525, Jardim Cruzeiro.
      A congregação prosperou rapidamente e, tendo comprado um terreno de 800 metros quadrados na Avenida Major Saldanha na Vila Nova Mairinque, a igreja construiu nele o edifício de educação cristã, passando os trabalhos (culto e escola dominical) a serem realizados no mesmo em dezembro de 1983. A essa altura a Congregação Presbiteriana de Mairinque já tinha todas as sociedades domésticas organizadas, um coral e conjunto da mocidade.
Em 15-12-1985 o Presbitério organizou a Igreja Presbiteriana de Mairinque, transferindo os membros de Alumínio e acrescentando outras dezenas que haviam se convertido ou vindo de outras localidades da região.      
  Fizeram parte do primeiro Conselho da igreja os Presbíteros Jovelino de Oliveira Tomáz, Wilson do Carmo Ribeiro, Aroldo de Souza e Zilton Machado Neves. A Junta Diaconal foi composta pelos irmãos Laércio Aparecido Pereira, Onofre Reis Filho, Elizeu Muniz dos Santos e Benedito Antonio Fernandes. O primeiro pastor designado para a nova igreja foi o Reverendo Ramon Perez.
      O irmão Benedito Antonio Fernandes é casado com a irmã Neuza Ribeiro Fernandes, que é filha do casal Izaltino e Maria Amélia, pioneiros no início do presbiterianismo em Alumínio. Posteriormente a irmã dela, Maria José, casada com o Presb. Walter de Moura, e os filhos Ernane, Eduardo e Líliam também se mudou para Mairinque. O Presb. Walter regeu durante vários anos o coral da igreja. O primeiro pastor designado para a nova igreja foi o Reverendo Ramon Perez.
      Em 1990 a IP de Mairinque inaugurou seu templo ao lado do edifício de educação cristã. Em seguida construiu a casa pastoral no Residencial Parque, o salão social nos fundos do templo e por fim a casa da zeladoria sobre o salão.
      A congregação do Jardim Bandeirantes organizou-se em igreja e também edificou seu templo. A congregação de Canguera foi perdendo membros, na maioria por motivo de mudança para outras localidades, até que acabou se extinguindo. Por liberalidade da IP de Alumínio o salão foi emprestado a outra denominação evangélica, a qual vem utilizando o mesmo. Por seu lado, a congregação de Vargem Grande também se tornou igreja organizada, continuou fazendo parte do Presbitério de Sorocaba e hoje pertence ao Presbitério Oeste de São Paulo.
      Durante algum tempo a IP de Alumínio, no ministério do Reverendo Willes manteve um ponto de pregação em Araçariguama, à época um distrito de São Roque às margens da Rodovia Castelo Branco. A estrada era de terra e assim uma vez por mês o abnegado pastor, acompanhado de um dos oficiais que possuíam carro, ia levar a Palavra de Deus e ministrava a Santa ceia àqueles irmãos. O chefe da família era um senhor de idade de nome Artur.O filho dele morrera prematuramente e ele chamou para si a tarefa de cuidar da nora e dos netos. O trabalho deu resultado, pois a família, mudando-se para São Roque, passou a frequentar aquela congregação. O jovem Marcio, pertencente àquela família veio a exercer o diaconato naquela comunidade.
    

O Inicio do trabalho em Mairinque na casa
do Presb. Wilson Ribeiro e família
(Julho de 1981)

Templo da iP de Mairinque
consagrado em 1990.






GALERIA DE FOTOS

 



Rev. Willes Banks Leite celebrando a Santa Ceia. Ao lado
dele os Presb. Waldemar Machado e Jasiel Ferreira Filho




Família Ribeiro de Medeiros, uma das pioneiras
do trabalho Presbiteriano em Alumínio.



Culto no sítio do Rev. Alvino, um pastor oriundo
da Alemanha. Ele e a esposa eram missionários.

Coral Ebenézer


Formatura no Cine Alumínio, aparecendo em
primeiro plano o irmão Renato Ribeiro e o filho Jr.



Quarteto masculino: Eli de Moura, Waldir  Ramos,
Tersio de Moura e Edmilson Vilela de Oliveira.



Quarteto masculino: Silas Ribeiro, Walter de Moura,
Gediael Gonçalves de Moura e Renato Ribeiro



 
  Silvestre Alves e Doroti, David Ribeiro, d. Lecy,
Madalena, Raquel de Moura, Renato Ribeiro e outros.


Crianças (primeiros anos de 1969)


Casal Oswaldo Silveira de Freitas e
d. Maria de Lourdes Oliveira Freitas



Passeio na Roselância, Itapevi (anos 70)


Trabalho da SAF (Anos 70)


Conjunto masculino: Walter, Edmilson, Timóteo, 
Eli, Gediael, Laercio e Josué..

Silvestre Alves de Oliveira e Doroti Souza Oliveira


Escola Bíblica de Férias no início dos anos 70
com a professora Vera Molinari

UCP com tia Vera (início dos anos 70)

Crianças em um sítio nos arredores de Alumínio
(final dos anos 70)

Moças da IP Alumínio - década de 70


Jovens na praia em Itanhaém

Adolescentes com a professora Erci.


Coral Ebenezer

Coral Ebenezer- anos 70)


Coral Ebenezer (anos 70)


Mocidade

UPA (anos70)

Culto da SAF: Doroti e Claudineide


Estreia das meninas nos violões:(anos 70)


Crianças e irmão Gumercindo Luccas Nascimento

Conjunto Misto


Conjunto Hosana


Time de Futsal IP Alumínio (anos 80)





Conjunto Dinamys


Encontro dos ex membros da IP Alumínio (2008) 





































Trabalho feminino no antigo salão próximo à 
portaria da CBA (início dos anos 60


Aniversário na família Ferreira

Aniversário do Rev. Willes Banks Leite
(meados dos anos 70)

Irmão Ermírio e seu sobrinho Zacarias Teotônio 

Trabalho dos jovens (anos 60)


Coral Ebenézer (anos 60)

Confraternização na SAF: irmãs Tereza 
Machado e Ruth Ferreira (anos 70)

Construção do templo na Vila Paraíso
Anos 70)


d. Vitalina Floriano, Edna Vilela, d. Hildete,
Adair Mendes, d. Ana, Ruth Ferreira, Edilton e Jerciel

Coral Ebenézer (anos 70)


Trabalho de evangelização feito pelos
jovens no Cine Alumínio


UPA (anos 80)


Irmãs: Edimir, Cleonice e Elizabete


Presb. Jovelino de Oliveira Tomáz e Diácono Lucas
Machado em trabalho da Confederação Nacional das UPHs

AS FOTOS QUE SE SEGUEM SÃO RELATIVAS À CONSAGRAÇÃO DO TEMPLO DA IGREJA PRESBITERIANA DE ALUMÍNIO NO ANO 2.000 E FORAM GENTILMENTE CEDIDAS PELO REV. LEOCÁDIO CARPINÉ E SUA ESPOSA DONA DAMARES FARIA CARPINÉ, A QUEM AGRADECEMOS.

Novo templo da I.P. de Alumínio


Presbíteros e Diáconos da Igreja Presbiteriana de Alumínio
com o pastor Leocádio Carpiné (ano 2.000)










Rev. Luiz Henrique Filho











Paulo Borges de Oliveira e Olga Teodoro Borges
entre outros) no casamento de Loide Oliveira Thomaz

Josué Ribeiro e Marcos Godinho (anos 70)


AS FOTOS QUE SE SEGUEM FORAM POSTADAS PELA IRMÃ
ELISABETE RIBEIRO VITAL NA REDE SOCIAL FACEBOOK























Presb. Amadeu Pinto e família

Irmãs Ruth Ribeiro de Moura e Abiail Gonçalves


Família Ribeiro, uma das pioneiras do presbiterianismo
em Alumínio: Neuza, Maria José, Waldomiro, Silas,
Philemon e Renato (Foto de Milena Rosa)



 Paulo Borges de Oliveira e d.
Olga Teodoro Borges, membros
da IP Alumínio na década de 1970.



Fotos do trabalho na Congregação do Jardim Paraíso (2012)



























CONCLUSÃO


         Este trabalho pode ser melhorado através de críticas construtivas e sugestões. É assim que tenho feito com todas as postagens publicadas em meu blog.

        Portanto, se você tiver qualquer contribuição a fazer, poderá entrar em contato comigo através do e-mail indicado no final desta publicação. 


SOBRE O AUTOR DA POSTAGEM


Wilson do Carmo Ribeiro é industriário aposentado, professor e historiador diletante. 
É presbítero emérito da Igreja Presbiteriana do Brasil e membro da Igreja Presbiteriana Rocha Eterna de Sorocaba.
E-mail: prebwilson@hotmail.com



4 comentários:

  1. Nota 10!!!!!!
    Òtimo!
    Que bom sabermos acerca de nosso passado, mesmo que recente!
    abraço!
    Li

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  2. Historiador contando a história com excelência!
    Mistura de alegria,prazer e técnica resultam num trabalho que emociona o leitor e o faz "viajar no tempo",muito bom...

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  3. Oi, Cádio: Muito obrigado pelo teu comentário. Vocês fazem parte das Histórias (Alumínio e Mairinmque)

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  4. Parabéns meu caro irmão, excelente trabalho da história do povo de DEUS em Alumínio. Muita saudade e me fez recordar muita coisa e muitos irmãos. É também parte de minha vida, só pra lembrar, na construção do 1º templo, do inicio até o final da obra trabalhei como servente, eu aos meus 17 aos 18 anos....nossa...me recordo sempre...foi bom... Vou providenciar umas fotos da construção em que estou com um dos pedreiros o Celestino. Sem contar que vi aqui foto de meu pai, meu avo..... Abraço meu irmão

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